Clique aqui e veja um resumo de cada gestão municipal de Jaru de forma individualizada.
A Cooperativa de Profissionais em Educação
– Cooped – iniciou as suas atividades pedagógicas no município de Jaru no ano
de 2004. Em seu sistema de ensino, a instituição atende a alunos do Maternal II
ao ensino médio, além de oferecer cursos de pré-vestibular e aulas
preparatórias para concursos públicos.
Durante os primeiros anos de existência, a
escola Cooped atendeu a sua clientela em um prédio localizado à Rua
Florianópolis, esquina com a Tiradentes, no mesmo local onde, de 1995 a 2003,
funcionou o Colégio Visão.Entretanto,
para atender a sua demanda de forma plena, foi necessário se mudar no ano de
2011 para outra localidade, passando a ser situada à Rua Ceará, esquina com a
Avenida Rio de Janeiro, no Setor 03, no mesmo prédio em que abrigou a antiga escola Colégio Abílio Blanco, o lendário C-A-B.
Conforme preconiza seus ideais, o
estabelecimento de ensino tem como visão um processo de
ensino-aprendizagem pautado na independência do aluno tendo como base a
metodologia ativa utilizada no Sistema Positivo de Ensino, o material utilizado
na instituição. A Cooped entende que é de suma importância para a comunidade
jaruense, tendo em vista que atende sua clientela com uma educação diferenciada
por meio de uma metodologia ampla e suportes específicos para a necessidade de
cada discente.
Prédio da Cooped em 15 de setembro de 2024 (Foto: Elias Gonçalves)
Anualmente a escola desenvolve vários
projetos educacionais. Entre as ações
pedagógicas destacam-se: Feira das Profissões (trabalha o espírito
empreendedor dos alunos); Semana Solidária (busca aguçar em cada discente a
solidariedade); Projeto Grilo Falante (visa instigar a leitura) e Prepara Enem
(como o próprio nome sugere, tem como foco preparar a classe estudantil para o
Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem).
Além das disciplinas convencionais, a
Cooperativa dos Profissionais em Educação oferece uma grade diferenciada em
relação à escola pública. A unidade escolar conta com quatro escolinhas de
esporte que oferecem futsal, futebol de campo, voleibol e handebol que, no ano de
2024, atende aproximadamente 300 atletas. A escola é uma das referências no
município quando o assunto é a classificação de estudantes em bolsas de estudo
em nível superior.
Clique no nome do estabelecimento de ensino e veja a história de cada um deles:
Ouça o hino de Jaru enquanto você conhece a história dos símbolos municipais
A criação dos símbolos
representativos do município de Jaru (Brasão e Hino) ocorreu através de um
concurso realizado pela Prefeitura no período compreendido entre 27 de junho e
30 de agosto de 1985. O edital, datado de 27 de junho daquele ano, definiu que
a premiação seria de Dois Milhões de Cruzeiros em cada modalidade. A Comissão
Organizadora foi presidida por Sara Xavier dos Santos, sendo auxiliada pelos
seguintes membros: Ilso Gomes Montin, Nathan Monte Raso Barbosa, Rosicler
Meneguetti e Custódio Ferreira Filho.
À época do concurso, a Comissão
Organizadora recebeu a inscrição de 42 brasões e 14 hinos. Em seguida, foi
organizada uma exposição nas instalações da Câmara Municipal, facultando aos
moradores a opção de prestigiar os trabalhos produzidos. A escolha do Brasão e
do Hino de Jaru ocorreu em outubro de 1985 e os vencedores foram: Antônio
Cândido da Silva (Hino) e Djalma Rodrigues Maimone (Brasão). A melodia do hino
foi composta por Ednaldo da Silva Santos, 3º sargento e músico da 17ª Brigada
de Infantaria de Selva.
Os símbolos municipais de Jaru
foram instituídos pelo Projeto de Lei nº 035/85, de 24 de outubro de 1985. A
apresentação aos munícipes ocorreu em 04 de novembro do mesmo ano.
Brasão
Djalma Maiome, o criador do Brasão de Jaru (Foto: Acervo da Família)
O desenho definido pela
comissão organizadora para ser o Brasão de Jaru apresentava traços semelhantes
aos da Bandeira escolhida. A estrela e os ramos de café e cacau também estão
presentes, mas o desenho produzido pelo autor Djalma Rodrigues Maimone
apresenta outros elementos que fazem parte da riqueza histórica local.
O Brasão oficial de Jaru foi definido em 1985
(Fonte: Câmara Municipal de Jaru)
Ao
fundo há uma luz sob a forma de raios deslumbrantes que provém da estrela
central do Brasão.A parte central
apresenta o contorno da cabeça de um indígena, último habitante antes da chegada
do chamado homem branco. Dentro da cabeça do indígena existe a estrela amarela no
centro (representando o sol e o ouro). Mais abaixo, a BR 364, a ponte, o Rio
Jaru e uma planta de seringueira em cada lado da margem do rio representando
mais uma riqueza jaruense. Nas bordas do Brasão existem os ramos de café e
cacau, símbolos da produção local. Logo abaixo, a data da lei que criou o
município e ao centro, no sentido vertical, a espada de ouro representando a
força, a garra, a determinação e a vontade de vencer da população local.
Bandeira
Professor Laércio Dias em foto de 2020 (Foto: Divulgação)
O vencedor do concurso que
definiu a bandeira de Jaru foi o professor Laércio Dias, primeiro diretor da
escola estadual Capitão Silvio de Farias. O desenho escolhido para representar
o município apresentava um escudo colocado sobre a Bandeira de Rondônia, uma
vez que Jaru é um dos municípios do Estado e também por lembrar o destino de
grandeza e nobreza. A estrela simboliza Jaru, brilhando no céu de Rondônia e se
destacando entre as demais cidades do Estado.
Os galhos de café e cacau
contidos na bandeira de Jaru simbolizam as riquezas locais à época da
realização do concurso, uma vez que o município se sobrepunha a muitos outros,
sendo um dos maiores produtores de café e cacau em Rondônia. As cores da
bandeira representam um propósito bem definido: azul (a abundância das águas e
a beleza do céu); verde (riqueza vegetal: florestas e seringais); amarelo
(riquezas minerais); branco (a vocação pacífica do jaruense, um povo que deseja
paz para poder produzir mais e melhor). Também revela, segundo descreve o
próprio autor, a pureza de propósitos e a firmeza de caráter de uma população
que continua na luta e não desanima, ou seja, segue firme em seu objetivo de
progresso.
Bandeira (original) de Jaru (Fonte: Câmara Municipal)
A Bandeira do município de Jaru
foi criada durante a gestão do Prefeito, em cargo de comissão, Raimundo Nonato
da Silva (1981-1983). Uma reportagem publicada na edição nº 14.182 do jornal
Alto Madeira com data de 05 e 06 de dezembro de 1982, narrou a realização da
solenidade de hasteamento em frente ao então prédio da prefeitura. Conforme
informado pela publicação, a cerimônia ocorreu na manhã do dia 26 de novembro
de 1982.
Em
princípio foi lida a descrição da Bandeira; explicados os seus significados em
seguida foi hasteada pelo Professor Laercio Dias, autor do desenho que ganhou o
concurso para a escolha da Bandeira do Município. O pavilhão foi escolhido
através de concurso que se realizou em 07 de setembro deste ano [1982], porém,
somente em 26 de novembro ela foi hasteada pela primeira vez.
As bandeiras municipais são
inspiradas nas estaduais e, essas, por sua vez, na Bandeira nacional. Porém, o
significado hoje atribuído às cores da bandeira, não foi assim em sua concepção
original.
Em relação à Bandeira do Brasil
é importante considerar que:
O retângulo verde, que passou a representar nossa
natureza, antes remetia à Casa de Bragança (a família de dom Pedro I). O
amarelo, hoje símbolo da riqueza mineral do país, era a cor da Casa de Lorena
(da arquiduquesa dona Leopoldina, esposa de dom Pedro I). E o círculo azul era
a esfera armilar, também presente na bandeira portuguesa do Império. Agora,
indica nosso céu estrelado.
(SUPERINTERESSANTE, setembro de 2016).
Hino
Antônio Cândido da Silva, compositor do hino de Jaru (Foto:
Roni Carvalho)
Ao compor o hino de Jaru,
Antônio Cândido da Silva considerou três fases distintas da história local: o indígena, o seringueiro e o migrante, com seus costumes e sociabilidades
diferentes. Na primeira estrofe, o seringueiro é o elemento principal pela
maneira, como sua presença, seu trabalho e determinação, conquistaram para a
posteridade brasileira a região amazônica, especificamente Jaru. A sua história
está inserida no município pela maneira sutil como soube conquistar e conviver
com a floresta, suas lendas, perigos e desafios.
A segunda estrofe destaca os Jarus, povos nativos habitantes do lugar, cuja história, cultura e costumes levaram Cândido Mariano
da Silva Rondon a dar ao rio o nome de uma das mais nobres tribos que habitavam
a região. A estrofe destaca também a atuação de Rondon que, na função
de estrategista dos sertões, ligou seu nome à região ao instalar na área mais
uma de suas muitas estações telegráficas. A seguir, a letra do hino enfoca a
importância do migrante, que descobre na terra a vocação do progresso. O
estribilho (refrão) é reservado ao lavrador, o homem simples do campo, que traz
no sangue o destino da terra.
A solenidade de apresentação dos
símbolos municipais foi realizada pelo prefeito da época, Leomar José Baratella
em 04 de novembro de 1985 na data em que o município comemorou o quarto
aniversário, embora a data correta seja 16 de junho. O evento contou com uma
expressiva participação popular, representantes do governador Ângelo Angelim,
secretários municipais e os vencedores do concurso, que receberam das mãos do
prefeito Baratella o prêmio divulgado pelo certame.
A escolha do hino representou
um importante marco na construção da identidade de Jaru. Contudo, poucas
pessoas tomaram conhecimento da letra e da música, principalmente, por não
haver uma gravação profissional durante muitos anos. Porém, em 2009, devido ao empenho da
administração municipal, em conjunto com a professora Ciderli Santana Souza e
membros da Secretaria Municipal de Esporte Cultura e Lazer (SEMCEL), o hino de
Jaru foi oficialmente gravado com uma nova roupagem, mas preservando a sua
originalidade. A gravação foi feita com a participação de Indianara Cazuza,
Anildo da Costa e Walison Huan Castro.
A letra original do hino de Jaru é:
Forjado
na bravura do herói
Que com denodo a selva conquistou
Na saga dos imensos seringais
Que o sonho de riqueza acalentou
Da epopeia simples dos jarus
Na grandeza do rio eternizado
Que o gesto de justiça de Rondon
Há de fazê-lo, sempre lembrado.
Jaru tem o destino que o migrante quis Vendo da terra brotar o fruto Do trabalho de um povo feliz
Fazendo
no trabalho o seu destino
Um novo herói constrói neste sertão,
Na crença de quem sabe da riqueza
A vicejar da força deste chão.
De um projeto, um dia implantado,
Nesta terra de esperanças mil,
Nasceu Jaru, celeiro de Rondônia
Com o homem forte deste Brasil.
Fonte:
PEREIRA, Elias Gonçalves. A Biografia dos Distritos de Jaru. Cacoal: Priint Impressões Inteligentes, 2022 (pp. 191-199).
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Frente da escola Adventista de Jaru em 29 de junho de 2024 (Foto: Elias Gonçalves)
A história da Escola Adventista em Jaru
começou no ano 2000 com a participação de diversas pessoas que foram decisivas
na implantação da instituição no município. Israel da Silva Mariano, Sérgio
Lafuente e Liberato, além da professora Viviane Oliveira de Araújo – que, em
2024, trabalha na escola desde a fundação – estão entre as pessoas que
influenciaram para que se tornasse realidade a presença do estabelecimento de
ensino na cidade.
Frente da escola Adventista em 13 de abril de 2013 Foto: Elias Gonçalves
Entretanto, o funcionamento da escola no
endereço onde a mesma está localizada – Rua Plácido de Castro, esquina com a
Paraná – teve também a participação decisiva de Daniel da Silva Graça, então
vereador pelo PDT, eleito em 1996 com 321 votos. À época da implantação, no ano
2000, Daniel da Graça foi um dos mentores do projeto que culminou com a doação
de parte do terreno que antes pertencia à escola Plácido de Castro para a
implantação da escola Adventista. O então parlamentar fez uma indicação ao
Executivo Municipal que providenciou os trâmites necessários junto ao Governo
do Estado. Vale ressaltar que antes de funcionar no local citado, a instituição
chegou a realizar algumas atividades em um prédio localizado à Avenida
Tiradentes (próximo à Dom Pedro I), mas foi por pouco tempo.
Parte interna do terreno onde a escola foi construída antes de concluir as instalações (Foto: Arquivo Escola Adventista)
A escola Adventista de Jaru atende ao
ensino infantil (Creche e Pré-Escolar I e II) e aos anos iniciais do ensino
fundamental (1º ao 5º ano). Sua fundação ocorreu no ano 2000 e o reconhecimento
como estabelecimento educacional foi concretizado dois anos depois.O padrão de ensino é reconhecido por sua
excelência, sendo fundamentado em princípios bíblicos-cristãos. Conforme consta
em sua didática, o estabelecimento de ensino enfatiza o processo educativo de
forma integral e incentiva a interação entre a teoria e a prática, o pensar e o
fazer, a razão e a emoção, o individual e o coletivo, a causa e o efeito, além
de entender que tanto os educadores como os educandos podem ensinar e aprender.
Foto antiga que registra uma turma na frente da escola (Foto: Arquivo Escola Adventista)
Presente em mais de 165 países, a
instituição é representada por 8.539 instituições da educação infantil ao
ensino superior, com aproximadamente 107 mil professores comprometidos na
formação de aproximadamente dois milhões de alunos. Dentre estes países, está o
Brasil, que tem aproximadamente 512 unidades, com 225 mil alunos em todas as
regiões do Brasil.
Em Rondônia, a escola Adventista conta, no ano de 2024, com
08 unidades em sete municípios, sendo: 01 em Vilhena, 02 em Ji-Paraná, 01 em
Ouro Preto do Oeste, 01 em Ariquemes, 01 em Mirante da Serra, 01 em Porto Velho
e 01 em Jaru.
A primeira escola da Igreja Adventista do
7º Dia (IASD) foi organizada em 1872, em Battle Creek, Michigan (Estados
Unidos) e foi denominada como Battle Creek College – Colégio de Battle Creek,
em tradução livre. A fundação aconteceu graças ao empenho dos pioneiros da
igreja Adventista, ou seja, a escola não tem um dono, mas uma organização. John
e Augusta Boehm foram os primeiros pioneiros da instituição, que desde o século
XIX vem contribuindo com a formação de inúmeros alunos e também professores já
que atua em diversas áreas do campo educacional.
A jornada construída pela igreja
Adventista, que inclui a implantação de milhares de escolas pelo mundo afora,
se transformou em uma produção cinematográfica que recebeu o nome “Como Tudo Começou”.
Clique no nome do estabelecimento de ensino e veja a história de cada um deles:
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A Escola Família Agrícola Dom Antônio Posssamaitem esse nome em homenagem a Antônio Possamai
(1929-2018), bispo católico que, em vida, teve uma vasta folha de serviços religiosos
prestados na Região Amazônica.
Antônio Possamai
nasceu em Ascurra (SC) no dia 05 de abril de 1929. Informações contidas na
biografia do religioso apontam que ele chegou em Ji-Paraná como Bispo Diocesano
em 1983. Com sua chegada ao solo ji-paranaense, o local, que era apenas uma
Prelazia, se transforma em Diocese e se expande de forma elevada.
Possamai
chegou à região movido por vários desafios. Além de acolher o grande número de
pessoas que vinham para Rondônia na década de 1980, era preciso seguir à risca
sus convicções religiosas e dar uma atenção especial aos mais pobres, bem como aos
povos indígenas que sofriam com a grilagem de terras provocadas pelo processo expansional
da época.
Embora tenha
enfrentado dezenas de desafios, o trabalho feito pelo seu antecessor em
Ji-Paraná – o também Bispo Dom José Martins da Silva – foi de grande valia para
o que Antônio Possamai gostaria de colocar em prática. Registros indicam que o
religioso acompanhou o nascimento e o fortalecimento das Comunidades Eclesiais
de Base (CEB’s), Grupos de Reflexão e, claro, as Pastorais da igreja Católica na
região. Informações apontam que o trabalho desenvolvido nas localidades que pertencem
à Diocese de Ji-Paraná teve muitos frutos e participantes das PJ’s, como são
chamadas as Pastorais da Juventude, acabaram assumindo cargos em sindicatos e
outros movimentos sociais que lutam por melhorias para os menos favorecidos.
Em 1983, ainda
no primeiro ano de sua chegada em Ji-Paraná, Dom Antônio Possamai foi o
responsável por idealizar o Projeto Padre Ezequiel Ramim, cuja ações tem como
foco buscar uma solução para a falta de saúde pública em várias esferas, a
questão da educação de qualidade como um todo e a educação camponesa. O projeto
teve uma grande repercussão e recebeu recursos da Alemanha para que pudesse ser
colocado em prática.
Paralelamente às
atividades do Projeto Ezequiel Ramim, começaram a surgir as – posteriormente –
chamadas EFA’s – Escolas Família Agrícola – instituições de ensino que buscam a
formação de jovens que residem na zona urbana em algo que seja próprio da realidade
vivenciada por cada um deles. A ênfase dada é que filhos e filhas de
agricultores possam ser capacitados para permanecerem em seus locais de origem
e dali tirar o próprio sustento, evitando assim, o chamado êxodo rural.
Dom Antônio é
considerado pelos seguidores da fé católica como uma voz firme que ecoou em
vida e que, após a sua morte, deixou um grande legado. Por diversas vezes foi Presidente
do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
sediada em Manaus. A sua luta fez com que a CNBB desmembrasse o órgão que a
representa na região e fundasse a Regional Noroeste, cuja sede está situada em Porto Velho.
Dom Antônio
Possamai atuou em Ji-Paraná de junho de 1983 a junho de 2007, totalizando 24
anos de serviços prestados. Ele faleceu aos 89 anos, em 27 de outubro de 2018 e, à época,
era Bispo Emérito de Ji-Paraná. Seu corpo está sepultado em um túmulo localizado dentro
da comunidade São José, em Ji-Paraná.
A Escola Família Agrícola Dom Antônio Possamai
Prédio da EFA Dom Antônio Possamai em 04 de abril de 2015 (Foto: Elias Gonçalves)
O surgimento do
estabelecimento de ensino começou com o seguinte dilema: depois de cursarem o ensino fundamental, os jovens campesinos (moradores da zona rural) praticamente
ficam sem opção de estudarem em cursos que ofereçam auxílios (subsídios)
técnicos para que continuem na propriedade e pratiquem uma agricultura familiar
produtiva, respeitando as iniciativas organizacionais da comunidade.
Preocupados com essa situação, agricultores,
agentes de pastorais da Paróquia jaruense São João Batista e o Sindicato dos
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Jaru e as Associações de
Produtores Rurais procuraram um modelo de escola que possibilitasse a
continuação do estudo dos jovens rurais a partir do 1ª ano do Ensino Médio.
Encontraram na Pedagogia da Escola Família Agrícola (EFA), essa resposta, como
alternativa de educação para o meio rural, sendo modelo de escola que já existe
em muitos Estados brasileiros, inclusive Rondônia, e que tem dado certo até
hoje.
A ideia de implantação da EFA Dom Antônio
Possamai surgiu desde os anos 1990. Aos poucos a ideia foi amadurecendo,
juntamente com as comunidades, quando aos 25 de março de 2005 foi realizada a
primeira Assembleia Geral de fundação da Associação da Escola Família Agrícola
de Jaru e Região (AEFAJAR). Conforme registrado, o objetivo maior era implantar
no município de Jaru a EFA Dom Antônio Possamai.
O encontro foi realizado no Centro
Comunitário da Paróquia de São João Batista de Jaru, onde houve a presença de
aproximadamente 50 lideranças rurais e representantes das comunidades dos municípios de Jaru, de Governador Jorge Teixeira e de Theobroma, além de
representantes de associações rurais, de cooperativas e do representante da
Associação das Escolas Família Agrícola de Rondônia (AEFARO), o senhor Geraldo
Dias Valadão, entre outros.
Nesse encontro, foi criado e aprovado o estatuto da associação e realizada a eleição de 16 (dezesseis) pessoas para o
Conselho Gestor da AEFAJAR, sendo eleito o seu presidente, senhor Ricardo Gomes
Araújo. Na
oportunidade, o projeto de doação foi elaborado e articulado pelo então vereador
eleito Juscimar Telek (PT), ex-presidente e militante do Sindicato dos
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR). Em seguida, já durante a gestão da
prefeita Sônia Cordeiro de Souza, também do Partido dos Trabalhadores, foi
apresentado para a Prefeitura de Jaru, que fez a doação ao STTR. Após a criação
da associação AEFAJAR, o STTR doou o terreno para a AEFAJAR, dentro dos termos
legais.
Surgiu assim, a necessidade de buscar
verbas para iniciar a construção do prédio. Para tanto, contou-se com o apoio
de várias Comunidades Eclesiais de Bases da Paróquia São João Batista de Jaru
que articulou junto ao conselho paroquial uma ajuda para a contrapartida do
primeiro convênio, bem como a ajuda dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de
Theobroma, Governador Jorge Teixeira e de Jaru.
Prédio da EFA em Jaru após a conclusão da obra (Foto: Acervo EFA Dom Antônio Possamai)
Com isso, através do convênio 018/2006,
foi firmado o primeiro contrato para o início das obras dos primeiros prédios e
outro convênio de nº 09/2007, onde chegou-se à segunda etapa das construções de
outras partes da referida EFA, sendo concluídas duas salas de aula, um
refeitório, cozinha, secretaria, sala de monitores, biblioteca e dois banheiros
e uma casa para funcionários, ambos adquiridos através de emenda parlamentar do
então deputado federal Anselmo de Jesus Abreu (PT), ressaltando que
algumasestruturas foram adaptadas para
dar início as atividades escolares no ano de 2013 com 64 educandos. Em 2016, a EFA teve a primeira formatura
com 35 técnicos aptos a atuarem em suas propriedades ou no próprio mercado
local.
A EFA Dom Antônio Possamai obteve o primeiro Parecer
de Funcionamento conforme nº 1126/13/CEE/RO, em 28 de janeiro de 2013. Os alunos estudam durante o dia, e, à noite, dormem
nas dependências da escola, em regime quinzenal de alternâncias: 15 (quinze)
dias ficam na escola; 15 (quinze) dias em casa, realizando atividades teóricas
e práticas. Nessa perspectiva, a EFADAP propõe-se a oferecer o Curso Técnico de
Nível Médio em Agroecologia, contribuindo para a elevação da qualidade dos
serviços prestados à sociedade, oferecendo aos jovens do meio rural a
oportunidade de retornar à sua propriedade e transformá-la em um empreendimento
rentável economicamente, além do desenvolvimento solidário do campo ampliando e
fortalecendo parcerias formativas e financeiras necessárias ao desenvolvimento
rural. O curso tem a duração de 03 (três) anos, em que no último ano de
formação, tem como foco uma clientela mínima de 320 (trezentos e vinte) educandos,
proporcionando aos jovens rurais de Jaru e região um ambiente educativo
fundamentado nos princípios agroecológicos e de responsabilidade,
liberdade, participação e cooperação, voltados para o bem comum, tendo
presente, uma educação em que as famílias tornam-se protagonistas da própria
formação numa relação de constante diálogo com a escola.
Clique no nome do estabelecimento de ensino e veja a história de cada um deles: