domingo, 15 de abril de 2012

História do jornalista Ivan Gonzaga de Carvalho (1951-2012)

Ivan Gonzaga teve uma atuação marcante no rádio em Jaru, onde atua como Diretor Artístico da Rádio FM do Povo (hoje Plan FM), além de criar ao lado do jornalista José Élcio Moreira, o lendário programa Jogo Aberto. Já na Rádio Nova Jaru FM foi o criador do programa Abrindo o Jogo. Parte do texto contido na presente reportagem faz parte do livro “Vivendo Nossa História”, obra lançada pelo escritor jaruense Elias Gonçalves em 11 de maio de 2013. 

 “Minha cara e minha nobre família jaruense” [e rondoniense] é com grande honra que apresentamos hoje uma homenagem ao saudoso Ivan Gonzaga, filho de Dona Júlia e “gente como você, que por muitos anos foi uma voz marcante nas ondas do rádio, que abraçou amigos novos e antigos e sempre esteve em paz com Deus”, até que Ele o chamou para Si no dia 25 de março de 2012 por volta das 2h30 da manhã. Ivan Gonzaga de Carvalho nasceu no dia 20 de fevereiro de 1951 em João Pessoa (PB).  

Filho do casal Luiz Gonzaga de Carvalho e Júlia Nogueira da Silva, ele sempre teve o pai como exemplo de vida e honestidade. Poucos relatos existem a respeito da adolescência e juventude de Ivan, mas o certo é que durante o período jovial ele era adepto da causa hip, algo bastante comum para os jovens da época. Antes de desenvolver as suas funções em solo rondoniense, Ivan trabalhou no Sistema Globo de Rádio em Recife e na Rádio Correio da Paraíba, uma das emissoras mais almejadas por ele. “Foi amor à primeira vista”, disse Ivan Gonzaga ao contar a sua trajetória em uma entrevista concedida com exclusividade à Rádio Interativa FM em setembro de 2006 durante o programa matutino Jornal Interativo, cujo áudio foi gentilmente cedido para a elaboração do livro produzido pelo escritor Elias Gonçalves. 

 Ivan relatou durante a entrevista à Interativa que para entrar na Rádio Correio da Paraíba ele teve que “provocar” a direção da emissora tecendo sérias críticas sobre a forma que um determinado programa estava sendo conduzido. O comportamento desafiador acabou lhe transformando em funcionário da emissora de novembro de 1976 a janeiro de 1979. Na ocasião, conforme pensara o diretor, se o “Filho de Dona Júlia” teve coragem de criticar a sua postura, teria que provar que sabia fazer melhor e somente uma oportunidade seria capaz de demonstrar a capacidade do jovem Ivan Gonzaga. Ivan Gonzaga veio para Rondônia em 1978 atendendo a um convite do então empresário Mário Calixto Filho (que dois anos depois fundaria o jornal O Estadão do Norte) para inaugurar a Rádio Eldorado do Brasil. Segundo ele, naquela época as emissoras existentes no então território eram consideradas arcaicas e a nova rádio gostaria de ser uma opção inteligente para o ouvinte. 

Ivan entrevistando o ex-prefeito Dema

Ivan trabalhou na fundação da Eldorado do Brasil, que, embora funcionasse na frequência AM, era praticamente uma FM, tendo em vista que possuía em sua grade de programação muita música de qualidade, informações, reportagens especiais e notícias de interesse da população. “Foi um período muito difícil, pois praticamente morava dentro da emissora”, disse ao relembrar as dificuldades encontradas para colocar a emissora em funcionamento. Em seguida Ivan Gonzaga convidou o amigo Bosco Gouveia para ser responsável pelo departamento de esportes. A parceria foi ótima e a repercussão da rádio junto aos milhares de ouvintes foi imediata. Ivan disse que sempre lutou pela liberdade de comunicação em todos os lugares por onde passou e se destaca pelo pioneirismo implantado em Rondônia. Trata-se da primeira (e talvez a única) transmissão internacional de um jogo envolvendo a Seleção Brasileira. A partida em questão foi Paraguai X Brasil com uma equipe exclusiva ao vivo no país vizinho. As passagens foram doadas pelo governador José Guedes que duvidou que a emissora em que Ivan Gonzaga trabalhava teria equipamentos necessários para garantir que o jogo do Brasil fosse transmitido em tempo real. 

Segundo documentos oficiais obtidos pelo escritor Elias Gonçalves, Ivan Gonzaga trabalhou ainda na Rádio Caiari de Porto Velho no período de 16 de novembro de 1980 a 31 de julho de 1982. A reportagem não encontrou nenhum registro profissional de Ivan de 1982 até o ano de 1986, quando ele ingressou na Assembleia Legislativa de Rondônia no dia 02 de maio por meio de concurso público. Em todos os locais por onde passou, Gonzaga conquistou grandes amigos com seu jeito sincero de ser, além do amor e do profissionalismo em todas as ações que fez. Ivan Gonzaga chegou ao município de Jaru no ano de 1990. A vinda dele para a cidade foi atendendo um convite feito por Silvernani Santos e Assis Canuto, que pretendiam fundar uma rádio na cidade com enfoque popular e, por conhecer o trabalho de Ivan, acreditaram que ele tinha o perfil adequado para conduzir a implantação da emissora. Naquela época Jaru possuía apenas Rádio Cidade 94,1 FM, mas devido ao grande crescimento existia uma enorme lacuna no meio radiofônico.

Contudo, antes de vir para Jaru, Ivan Gonzaga diz que travou uma “briga” com Deus porque ele queria ir para o Rio de Janeiro e trabalhar na Rádio Califórnia, mas, conforme constatado anos depois, a mudança de estado não era um plano divino. O filho de Dona Júlia só entendeu que Deus havia preparado algo para ele em Jaru quando perdeu os seis empregos que possuía em Porto Velho. Nessa ocasião, Ivan constatou que os planos de Deus não podem ser frustrados, independente do que pode pensar o ser humano. Ivan Gonzaga trabalhou muito para formar a equipe da emissora que estaria prestes a ser inaugurada em Jaru. Ivan fez “testes” com várias pessoas e, conforme dito por ele, sempre foi muito exigente, visando sempre à formação de grandes profissionais. Estava implantada em Jaru a Rádio FM do Povo (hoje Plan FM), uma emissora que veio com o objetivo de possibilitar ao ouvinte múltiplas opções de entretenimento e informação de qualidade. 

Um dos inúmeros programas mais conhecidos da rádio trata-se do extinto “Jogo Aberto” um programa de credibilidade apresentado por Ivan Gonzaga durante vários anos que, conforme o próprio nome sugere, tinha a democracia em seus pilares, defendendo sempre os anseios da população, mesmo que para isso tivesse que contrariar interesses escusos. Ivan Gonzaga de Carvalho foi batizado no dia 5 de março de 2000 na Igreja Batista Nacional de Jaru após decidir-se estar ao lado de Jesus e sentir-se preparado para descer às águas batismais. O talento de comunicador que Deus lhe deu na área jornalística se revelou em dose dupla: agora ele queria mesmo era anunciar o evangelho de Cristo, conforme descrito na Bíblia Sagrada. 

A Igreja Batista Nacional de Jaru reconheceu a chamada ministerial que Ivan havia recebido e o consagrou para a função. O pastor da Igreja Batista Nacional de Jaru, Jersiley Ferreira da Cunha, declarou em entrevista exclusiva ao escritor Elias Gonçalves que o missionário Ivan Gonzaga era uma pessoa honrada e que serviu muito bem a obra de Deus. Ambos eram muito amigos e o pastor Jersiley o via como um grande exemplo. Durante todo o tempo em que esteve a serviço do Reino de Deus, Ivan Gonzaga era carinhoso com todos, visitava os irmãos nas missões e até em outras igrejas dentro e fora do Estado de Rondônia, levando sempre a Palavra de Deus, algo prioritário em sua vida quotidiana. 

O jornalista José Élcio Moreira disse ao escritor Elias Gonçalves, por ocasião da produção do livro Vivendo Nossa História que Ivan Gonzaga ocupou durante um bom tempo o cargo de Diretor Artístico da FM do Povo (hoje Plan FM). A função permitia a Ivan ser responsável pela parte musical e da programação da rádio como um todo, enquanto isso, Élcio Moreira era o Diretor Comercial. A parceria trouxe resultados positivos e a audiência da emissora cresceu de forma espetacular. Ivan trabalhou na FM do Povo por muitos anos, criou o programa “Jogo Aberto” e atuou também na criação do “Tribuna do Povo”, um programa que desde a sua estreia teve como objetivo valorizar a população de Jaru e região, ou seja, algo feito pelo povo e para o povo, atendendo assim aos anseios de todos, independente da posição social. Élcio Moreira citou diversas ações pioneiras realizadas pela FM do Povo em Jaru e que tiveram a participação decisiva do antigo companheiro de trabalho. 

A primeira exposição agropecuária de Jaru (antiga Expoaja) que teve a transmissão via rádio contou com a participação de Ivan Gonzaga, bem como eventos esportivos realizados no Estádio Municipal Leal Chapelão com o apoio de outras pessoas, dentre elas, o próprio Élcio Moreira e Domingos Viana, ambos auxiliados pela equipe da emissora. “Ivan era uma pessoa de muita responsabilidade, amava fazer rádio, se entregava de corpo e alma à profissão, cobrava compromisso de todos e fazia tudo com amor”, relatou Élcio Moreira ao ser entrevistado pelo autor. O programa “Jogo Aberto” foi extinto em 2001 e, tempos depois, Ivan Gonzaga recebeu um convite do ex-deputado João da Muleta para se ingressar na Nova Jaru FM que entraria no ar através da frequência 94,1, que anteriormente pertencera à Rádio Cidade. Com a mudança de emissora, Ivan passou a apresentar um programa jornalístico no horário do meio-dia intitulado “Abrindo o Jogo”. Em pouco tempo a atração estava no gosto popular, graças à sua atuação democrática e da equipe liderada por ele, bem como das pessoas que estavam na direção. Ivan deixou a apresentação do programa no ano de 2006, mas continuou no rádio jaruense por algum tempo fazendo participações especiais em programas evangélicos como o Programa Cristo É Vida, apresentado pela Igreja Batista Nacional de segunda a sexta-feira na FM do Povo (hoje Plan FM) e durante algum tempo na TV Cidade, emissora de televisão jaruense. 

Ivan Gonzaga se casou duas vezes e teve quatro filhos. Ele conheceu a mulher que seria a sua segunda esposa em 2003, quando a mesma trabalhava no antigo supermercado Triângulina. O casamento de Ivan com Reni Soares Dias Carvalho, a “amada dos olhos verdes”, como ele gostava de chamá-la, ocorreu no dia 29 de abril de 2005, após dois anos de namoro. Segundo ela, Ivan era um excelente companheiro e o diálogo era marca registrada na vida do casal. A “amada dos olhos verdes” sempre acompanhava Ivan Gonzaga nos locais em que ele estava em missão evangelística e antes de transmitir a mensagem bíblica, Ivan fazia questão de apresentá-la como sua esposa à igreja, demonstrando sempre a importância da união e da reciprocidade na vida conjugal. 

Ao ser entrevistado pelo Jornal Interativo em setembro de 2006, Ivan confidenciou que saiu das emissoras jaruenses porque os programas jornalísticos não possuíam o seu perfil. Ivan optou por ficar fora do ar a ter que se submeter a determinações de pessoas influentes em virtude de interesses políticos, o que evidencia que ele não aceitava nenhum tipo de pressão. Em janeiro de 2008 Ivan Gonzaga recebeu o certificado de curso médio em Teologia feito pelo Seminário Batista Nacional do Estado de Rondônia. Segundo a então esposa dele, Reni Soares Dias Carvalho, Ivan possuía uma coleção com 76 Bíblias, sem contar as que foram doadas para as pessoas que precisavam manusear a Palavra, mas que, por um motivo ou outro, não tinham condições. Ivan dedicou boa parte de seus últimos dias na terra para servir a Deus e mesmo estando fora das emissoras de rádio em Jaru, ele arrumava um tempo em sua agenda diária para servir ao Criador. 

O Programa “Comunicação Gospel” foi uma de suas últimas atrações apresentadas na Rádio Boas Novas de Porto Velho e alcançou picos de audiência durante a exibição. Ivan Gonzaga se formou em Teologia em janeiro de 2008 pelo Seminário Teológico Batista Nacional do Estado de Rondônia, mas a formação apenas confirmou um dom que ele já havia recebido e que utilizava principalmente em benefício do reino de Deus. Todas as pessoas que tiveram a honra de conhecê-lo pessoalmente ou de ouvir as suas mensagens via rádio ou pela televisão são unânimes em dizer o quanto o mesmo contribuiu para enaltecer o nome de Jesus através da pregação da mensagem bíblica. 

A seriedade era algo primordial para Ivan Gonzaga e ele concluía os seus programas jornalísticos aconselhando aos milhares de ouvintes sobre a importância de terem uma vida digna e amar ao próximo como a si mesmo. Ivan Gonzaga de Carvalho não está mais na esfera terrena, mas jamais se esqueça de uma coisa: “Se você agir com dignidade, pode não consertar o mundo, mas de uma coisa tenha certeza: haverá sempre um canalha a menos. Agora não esqueça: Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor. Busque este Senhor enquanto se pode achar. E ainda que eu falasse a linguagem dos homens ou a linguagem dos anjos, sem amor eu nada seria”, assim Ivan Gonzaga encerrava o espaço reservado a ele na programação jornalística do rádio em Rondônia. 

Confira o vídeo onde Ivan Gonzaga relata parte de sua trajetória: 

 


 

sábado, 14 de abril de 2012

Prefeitos de Jaru: Jean Carlos dos Santos

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão de forma individualizada. 

Jean Carlos dos Santos nasceu no dia 1.º de outubro de 1972 em Graccho Cardoso (SE). Filho de Raimundo Joaquim dos Santos e Maria Auxiliadora dos Santos, Jean morou cerca de um ano em Madureira (RJ) em 1991 e no ano seguinte veio para o município de Jaru, interior de Rondônia.
Prefeito Jean Carlos (foto: Elias Gonçalves)

Antes de entrar na política, Jean exerceu várias funções em Jaru. Ele trabalhou como repositor no antigo supermercado Triângulina e em seguida esteve ao lado de seu primo, João da Muleta ajudando-o na Casa de Apoio que o então deputado mantinha em Porto Velho. A primeira vez que Jean Carlos dos Santos participa do processo eleitoral em Jaru foi no ano 2000. Na oportunidade, Jean é o quinto candidato mais votação na eleição, sendo eleito com 531 votos. Naquele pleito José de Amauri dos Santos foi eleito para prefeito de Jaru e por conhecer a capacidade de Jean, convidou-o para ser Secretário Municipal de Obras, convite que é prontamente aceito.

Jean se define como uma pessoa simples e que cumpre as suas obrigações. Oriundo de uma família humilde, ele se considera uma pessoa muita ligada à família e correto em suas ações, além de gostar de esportes equinos, ou vaquejada, como é conhecido por alguns a modalidade que esportivas que é tradição em sua terra natal. Ele se casou em 2001 com Darlene Ribeiro Barbosa e dessa união nasceram duas filhas: Ana Beatriz e Maria Luíza.

A eleição municipal ocorrida em 2004 foi outro desafio enfrentado por Jean Carlos dos Santos. E a votação alcançada confirmou que ele estava no caminho certo. Jean conseguiu 804 votos, sendo o segundo mais votado do pleito, mas, por motivo de legenda, não logrou êxito na ocasião. Contudo, tempos depois com a impossibilidade do saudoso vereador Ivo Pereira Lima (PMDB) em continuar no cargo para qual havia sido eleito em virtude de uma suposta compra de votos, Jean Carlos assume uma das cadeiras do Poder Legislativo municipal em outubro de 2005. O trabalho desenvolvido na Câmara Municipal em benefício da população jaruense e a expressiva quantidade de votos conseguidos possibilitaram ao então vereador Jean Carlos ser escolhido pelo PMDB como candidato a prefeito de Jaru na eleição municipal que ocorreu no ano de 2008.

Jean ao ser empossado em 1º
de janeiro de 2009
(Foto: Elias Gonçalves)
Jean Carlos dos Santos foi candidato a prefeito de Jaru pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 2008 concorrendo com cinco candidatos e foi eleito com 11.517 votos (40,25% dos votos válidos). Os demais concorrentes obtiveram a seguinte votação: Sônia Cordeiro de Souza (PT) 8.275 (28,92%), Carmivalda Gomes dos Santos Gon (PTB) 6.517 (22,77%), Nelma Pereira Guedes Alves 1.297 (4,53%), Otacil de Sal Sampaio (Pequeno) 698 (2,44%) e Salomão Peixoto Cavalcante 312 votos (1,09%). Após ser eleito, um dos maiores desafios da administração Jean Carlos seria fazer o possível para que o município voltasse a ter estabilidade administrativa, algo tão necessário para que a cidade pudesse crescer de acordo com o seu potencial.

Em entrevista concedida ao escritor Elias Gonçalves, Jean revelou um dos principais motivos que levou a população de Jaru a escolher o seu nome para o cargo mais importante do município. Segundo ele, a escolha se deve ao fator do mesmo fazer parte de um grupo unido e com visão voltada para ao povo, independente da situação de cada um. Ao analisar o contexto político que culminou com a sua vitória nas ruas, Jean frisou a importância de uma boa equipe, além de agradecer a todos que confiaram no trabalho prestado por ele ao longo dos anos em benefício da população jaruense.

Jean enfrentou algumas dificuldades nos primeiros meses de administração, mas em pouco tempo mostrou que era capaz de vencer os obstáculos encontrados. Conforme relatou, o município estava inadimplente, com a máquina pública sucateada, além de não possuir crédito junto aos fornecedores da Prefeitura. A solução encontrada pelo prefeito foi parcelar as dívidas, pagar em dia e iniciar uma recuperação urgente dos maquinários pertencentes ao Executivo Municipal e cortar os gastos desnecessários.

As primeiras obras foram realizadas já no primeiro ano de sua administração. Foram vários quilômetros de pavimentação asfáltica na área central de Jaru e nos distritos com recursos próprios e através de parcerias com os governos federal e estadual. Foi também durante a administração do prefeito Jean que houve ampliações em várias escolas, compra de inúmeros veículos para a frota municipal, além da construção da Escola Municipal Marechal Cordeiro de Farias, estabelecimento de ensino situado à Linha 619, com salas de aula totalmente climatizadas. Outras obras que estão para serem inauguradas são o Teatro Municipal, localizado à Linha 605 nas proximidades da BR 364 e a Creche do Setor 06. Várias escolas da Rede Municipal de Ensino foram contempladas com reformas e/ou ampliações. Dentre elas estão: Tânia Barreto, Maria de Lourdes da Silva, Abrão Rocha, José de Souza (Tarilândia) e Frei Henrique de Coimbra (Linha 634), instituição de ensino fechada posteriormente devido ao número reduzido de alunos.

Os demais setores da esfera municipal não foram esquecidos pela administração. A Prefeitura adquiriu diversos ônibus escolares, o que contribuiu com a melhoria do transporte escolar. O município comprou tratores de pneu e caminhões para dar suporte ao produtor rural com horas-máquina gratuitas para o homem do campo e transporte sem nenhum custo de diversos produtos produzidos na zona rural. Visando garantir o devido aprendizado aos produtores, foram feitos cursos de capacitação para a classe, o que influenciou positivamente na produção agrícola. O trabalho desenvolvido pela equipe do prefeito Jean Carlos possibilitou ao município de Jaru receber o Selo Sim de Qualidade, identificação que garante ao comprador a certeza de que produto indicado possui procedência adequada. A administração municipal formou inúmeras parcerias que tiveram resultados positivos. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) executados em conjunto com o Senar e a Emater possibilitou aos produtores rurais a venda de dezenas de alimentos produzidos nas propriedades através das cooperativas previamente formadas.

A Secretaria de Saúde também foi contemplada com ações que pudessem facilitar a melhoria do atendimento no setor. A Prefeitura propõe aos médicos um salário de até R$ 25.000,00, por uma dedicação exclusiva. O município contratou especialistas em várias áreas e conta em seus quadros diversos profissionais, sendo dentre eles: ortopedia, cardiologista, psiquiatria, fonoaudiologia, Gastroenterologia, etc. Vale ressaltar que inúmeros exames e consultas podem ser realizados no próprio hospital municipal e/ou na Clínica da Mulher, bem como nos postos de saúde existentes no setor urbano e nos distritos.

Outra secretaria que, segundo Jean Carlos, recebeu atenção de sua administração foi a Secretaria Municipal do Trabalho e Ação Social (SEMTAS). Cursos de Corte e Costura, Panificação, Artesanato, dentre outros, foram desenvolvidos com sucesso em parceria com outros órgãos. Programas sociais como o “Leite é Vida”, distribuição de cestas básicas e peixes na Semana Santa e o Pró-Jovem Trabalhador, que oferecia uma bolsa de R$ 100,00 por mês, são considerados importantes instrumentos de auxílio aos menos favorecidos. A SEMTAS também está à frente do projeto de construção de 219 casas populares, que, em parceria com o governo federal, possibilitou a realização do sonho da casa própria a dezenas de famílias jaruenses. Após deixar o mandato, Jean não disputou mais cargos públicos eletivos.

Perfil do vice-prefeito

Flávio Correa no dia em que foi
empossado como vice-prefeito
de Jaru
(Foto: Elias Gonçalves)
Flávio Anastácio Correa nasceu no dia 1º de setembro de 1969 no município de Campos Novos (SC). Filho de Amaro Luiz Correa e Maria Aparecida Correa, Flávio chegou a Jaru no ano de 1998. Em 2008, ao disputar o cargo de vice-prefeito em uma chapa encabeçada pelo prefeito eleito Jean Carlos dos Santos, ambos saíram vitoriosos. 

Em 2012, Flávio Correa disputou a eleição para prefeito de Jaru e alcançou 4.683 votos, ficando em terceiro lugar, em uma disputa vencida por Sônia Cordeiro de Souza. O último pleito disputado por Flávio foi em 2014, onde concorreu a deputado estadual e conseguiu 7.226 votos, ficando na suplência. Desde então, o ex-vice-prefeito de Jaru tem desenvolvido outras atividades, entre elas, como apresentador musical no rádio jaruense, onde tem alcançado um relativo sucesso. 


Resultado das eleições municipais em Jaru:
         Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru



Prefeitos de Jaru: Ulisses Borges

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão de forma individualizada. 

Ulisses Borges de Oliveira nasceu em Irajuba (BA), no dia 2 de novembro de 1956. Filho de José Araújo de Oliveira e Rachel Borges de Araújo ele viveu até a década de setenta em sua terra natal. A chegada de Ulisses ao então distrito de Jaru ocorreu em 20 de abril de 1976. Segundo ele, o local era apenas uma vila associada ao Projeto de Colonização Padre Adolpho Rohl.
Ex-prefeito Ulisses Borges (Foto: Elias Gonçalves) 

Antes de exercer cargo público em Jaru, Ulisses Borges foi técnico em agropecuária. A primeira vez que Ulisses Borges participou da política em Jaru foi disputando o cargo de vereador na eleição de 1988 pelo antigo Partido Democrático Social (PDS). Na oportunidade ele obteve 190 votos. 

Em 1992, na terceira eleição municipal, Ulisses Borges é eleito para o cargo de vereador com 316 votos, o sexto mais votado do pleito eleitoral. Durante o seu primeiro mandato, Ulisses foi eleito como Presidente da Câmara Municipal para o biênio 1993-1994. Ulisses foi eleito vereador pela segunda vez em 1996 com 444 votos e no período de 1997-1998 foi novamente presidente do Poder Legislativo municipal. O ano 2000 foi marcante na vida política de Ulisses Borges. Ele obteve 810 votos na eleição municipal, quantidade suficiente para colocá-lo como o vereador mais votado na eleição daquele ano.

A primeira esposa de Ulisses Borges se chamava Selma Cândido do Rosário Oliveira. Dessa união nasceram dois filhos. Após o falecimento de Selma Oliveira, Borges se casa com Tânia Bezerra.  Ao todo ele tem cinco filhos e somente um mora em Jaru; três deles residem em Porto Velho e outro nos Estados Unidos.

Então prefeito Ulisses Borges e o time da Jaruense que disputou o campeonato estadual de 2006 a 2008
(Foto: Acervo Pessoal de Wandervan Coelho dos Reis)

A expressiva votação que obteve na eleição ocorrida no ano 2000 fez com que Ulisses Borges almejasse vôos mais altos. Em outras palavras ele acreditava que estava preparado para ser prefeito do município em que foi vereador por três mandatos consecutivos. Contudo, antes de disputar o cargo, Ulisses foi candidato a deputado estadual em 2002 pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e conseguiu 5.021 votos, mas a votação obtida não foi suficiente para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa. Em 2004, Ulisses Borges acredita estar preparado para ser prefeito de Jaru e concorre com o então prefeito José Amauri dos Santos (PMDB) que almejava a reeleição. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO) divulgou o seguinte resultado: 13.625 votos para Amauri (47,85% dos votos válidos) e 12.129 (42,6%) para Ulisses. Uma diferença de pouco mais de cinco por cento dos votos impediu que Ulisses Borges de Oliveira fosse escolhido pelo voto popular.

Contudo, uma reviravolta no processo eleitoral, abriu um precedente para a posse de Ulisses Borges no cargo de prefeito. Amauri dos Santos que havia sido reeleito foi denunciado por suposta compra de votos e após análise da Justiça foi afastado da prefeitura no dia 10 de outubro de 2005 tendo que se defender das acusações fora do cargo. Depois de um breve período de entra-e-sai no comando da Prefeitura, onde o vice-presidente da Câmara, Agnaldo da Silva Lenque era prefeito enquanto se esperava uma nova decisão judicial, Ulisses assumiu o cargo no dia 04 de novembro de 2005. O período 2005-2008 bateu recordes de trocas de prefeitos em Jaru. Os 25 anos de emancipação político-administrativa comemorados em 2006 foram antecedidos por uma crise sem precedentes, pois em onze meses houve dez trocas de prefeito, uma média de quase um administrador por mês.

Ulisses Borges foi prefeito de Jaru de 4 de novembro de 2005 a 15 de julho de 2008. Entretanto, em 23 de maio de 2006, a vice-prefeita Stella Mari Mortoni foi “prefeita por um dia” quando Ulisses foi afastado do cargo e, por decisão da Justiça, voltou no dia seguinte. Em 02 de junho de 2008, Stella assume a função de prefeita de Jaru mais uma vez e novamente em 16 de julho de 2008, quando conclui o mandato no fim daquele ano. Ulisses Borges tem como uma das conquistas de sua administração o almejado Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores do município de Jaru. A Lei Municipal 1036/GP/07, após várias análises e aprovação pelo Poder Legislativo foi sancionada por Ulisses Borges em 20 de junho de 2007. Ulisses não colocou o PCCS em funcionamento, mas a sanção do Plano foi o último passo para que o mesmo pudesse ser efetivado, garantindo assim a necessária valorização aos funcionários públicos municipais.

Ex-prefeito Ulisses discursando
Ulisses Borges citou algumas ações de sua administração, dentre elas, a resolução do problema existente no instituto de previdência, o Jaru-Previ. Segundo ele, em seu período, a Prefeitura analisou a real situação da previdência municipal, parcelou os débitos e elaborou uma lei para que os repasses do Jaru-Previ fossem descontados diretamente no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), impedindo assim, segundo ele, futuros transtornos aos servidores municipais estatutários. De acordo com Ulisses Borges, os Setores 4, 5, 6 e 8, bem como a Área Industrial ficaram prontos para fazerem a escritura pública durante o período em que esteve à frente do Executivo Municipal, além da construção de poços artesianos em Santa Cruz da Serra e Jaru-Uaru.

Questionado pelo escritor Elias Gonçalves sobre as denúncias que culminaram com o seu afastamento do cargo de prefeito, Ulisses Borges foi enfático: “nada foi provado e tenho a consciência tranquila”, disse. Ulisses foi afastado pela Câmara Municipal acusado de infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no que se refere ao índice da Folha de Pagamento do município. De acordo com Ulisses, o fato da ultrapassagem do percentual destinado ao pagamento dos salários dos servidores municipais foi devido ao fluxo de arrecadação que às vezes diminui ou aumenta a cada mês, modificando assim o índice da folha. “Os recursos que entram nas contas da Prefeitura não são idênticos nos doze meses do ano, por isso há diferença de percentuais”, explicou. Ulisses declarou ainda que todas as denúncias que foram feitas contra ele foram consideradas sem fundamento pela Justiça.

Ulisses Borges de Oliveira se define como um homem comum com seus princípios religiosos. Ele diz que é temente a Deus, respeita a todos e procura fazer o bem dentro de suas limitações. 

Perfil da vice-prefeita

Stella Mari Martoni nasceu no dia 19 de agosto de 1969 em Jacarezinho, município do interior paranaense. Filha de José Martoni Netto e Miriam Figueiredo Martoni, Stella morou em Londrina e em outras cidades do Paraná, até se mudar para Ouro Preto do Oeste (RO) em 1995. A vinda de Stella Mari para Jaru ocorreu no ano de 1998. Pouco depois ela já estava lecionando nas redes pública e particular do município, ofício que acredita desenvolver com maestria. Stella Mari e Ulisses Borges disputaram a Eleição Municipal de 2004 concorrendo com outros dois candidatos: Após a eleição surgiram denúncias em que o então prefeito José Amauri dos Santos figurava como acusado de suposta compra de votos. A Justiça analisou o caso e decidiu no dia 10 de outubro de 2005 afastar Amauri da Prefeitura para que ele se defendesse das acusações fora do cargo. Ulisses Borges e Stella assumiram a prefeitura no dia 04 de novembro de 2005. Em 23 de maio de 2006, Stella Mari foi “Prefeita por um Dia”, pois Ulisses foi afastado do cargo em virtude de algumas acusações que, ao ser entrevistado, negou todas elas. Em 02 de junho de 2008, Stella assume a função de prefeita de Jaru mais uma vez e novamente em 16 de julho de 2008, quando acaba com a turbulência em que a cidade atravessava e conclui o mandato em 31 de dezembro daquele ano. A última vez em que Stella esteve envolvida na política no âmbito municipal foi em 2016, quando concorreu ao cargo de prefeita ao lado de Cássia Gomes dos Santos, a Cássia Muleta, candidata a vice-prefeita. Na ocasião, obteve a confiança de 6.042 eleitores, o equivalente a 21,94% dos votos válidos. A eleição foi vencida por João Gonçalves Junior. Clique aqui e veja detalhes de sua gestão. 


Resultado das eleições municipais em Jaru:
         Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru



Prefeitos de Jaru: Ruy Zimmer

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão de forma individualizada. 

Ruy Luiz Zimmer (1955-2023), nasceu em 06 de maio de 1955 no município de Santa Rosa (RS). Filho de Dealmo Zimmer e Irma Zimmer, Ruy Zimmer viveu a infância e a adolescência no município de Planalto (PR). Em 1972, Zimmer retorna para o Rio Grande do Sul e presta o Serviço Militar no Quinto Comando Aéreo até 1974. No ano de 1977, Ruy migra para a região norte e fixa residência em Manaus. Zimmer morou na capital amazonense por cerca de cinco anos e em abril de 1982 chega ao recém-criado município de Jaru. Ele se casou em 1982 com Filomena Pantoja, poucos meses após chegar à cidade de Jaru. Dessa união nasceram dois filhos: Janaína e Ruy Junior. 

    A primeira vez que Ruy disputou uma eleição em Jaru foi em 1990, quando concorreu a deputado federal pelo PT e obteve 2716 votos. À época, o político concorreu com Leomar José Baratella (1148 votos) e Milton Louzada, que alcançou 1379 votos.  Em 1992, ao concorrer ao cargo de prefeito foi eleito com 5879 votos.

Zimmer relatou ao escritor Elias Gonçalves que na época de sua gestão (1993-1996), o perímetro urbano jaruense era muito pequeno e não havia sequer calçamento nas ruas. Além disso, a energia elétrica era fornecida somente por seis horas diárias. “Jaru era um município sem a devida infraestrutura, porém a população era entusiasmada e confiante no futuro”, relatou o ex-prefeito.

Durante a entrevista exclusiva que Zimmer concedeu ao escritor Elias Gonçalves no ano de 2006, por ocasião da produção da primeira edição do livro “Vivendo Nossa História, o ex-prefeito revelou que as principais virtudes dele se referem à coragem para trabalhar e disposição para vencer os desafios que a vida impõe ao ser humano. Zimmer diz que nas horas vagas prefere um lazer em meio a um ambiente com a natureza preservada, o consumo sustentável, ou seja, é preciso agir pensando nas consequências das ações para o meio ambiente.

Prefeito Ruy Zimmer concede entrevista na inauguração do segundo escritório da Associação dos Criadores de Jaru na Expoaja 
(Foto: Acervo Pessoal de Francisnaldo Bezerra)

  Ex-prefeito Ruy Zimmer (Foto: Elias Gonçalves)
Ruy Zimmer se formou em Odontologia pela Universidade do Amazonas. Ele exerceu a profissão por vários anos e em 1992 foi escolhido como candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), agremiação política a qual pertencia e acabou sendo eleito. A posse do prefeito eleito aconteceu em 1.º de janeiro de 1993, com grandes expectativas por parte da população, pois em virtude de divergências políticas, o município havia saído de uma intervenção há menos de um ano.

O ex-prefeito Ruy Luiz Zimmer relatou algumas das principais obras de sua administração, segundo ele, sempre voltada para o bem-estar dos mais necessitados. Dentre as ações citadas estão as seguintes: atuação firme nas creches e no 1.º Grau (hoje conhecido como Ensino Fundamental), atuação com firmeza na construção de pontes e bueiros na área rural. De acordo com Ruy Zimmer a área da saúde e assistência social também receberam atenção da prefeitura durante todo o tempo em que foi responsável por administrar Jaru.

Durante a gestão do então prefeito Ruy Zimmer, problemas políticos envolvendo a administração municipal e a Câmara de Vereadores fizeram com que o município passasse por uma grande turbulência política, onde Ruy foi afastado várias vezes suspeito de cometer irregularidades. Houve casos, por exemplo, em que a Câmara Municipal em ato liderado pela presidência do poder legislativo, afastou o prefeito pela manhã e à tarde (ou no dia seguinte), a Justiça determinou o seu retorno, por entender que não havia razões para retirá-lo do cargo. Historicamente foi o município que acabou perdendo, devido a situações criadas por pessoas que exerciam cargos constitucionalmente legais. Com isso, a gestão municipal passou por momentos críticos, e, evidentemente, poderia ter crescido mais durante o quadriênio 1993-1996. 

Ruy Luiz Zimmer se definiu em vida como um ser humano que procurava lutar em benefício da família e da vida. Após concluir o mandato para qual foi eleito, Zimmer preferiu se ausentar totalmente da vida política e nunca mais quis disputar nenhum cargo público. Ele faleceu em 29 de setembro de 2023, aos 68 anos, em Porto Velho, local em que escolheu para viver os seus últimos anos de vida.  

Perfil do vice-prefeito

Marcos Chiovetti quando
foi vereador em Jaru
(Foto: Acervo da Câmara
Municipal de Jaru)
Marcos Antônio Chiovetti nasceu no dia 07 de agosto de 1966 em Tapira (PR). Filho de Antônio Chiovetti e Rosa Agostinelli Chiovetti, ele chegou ao município de Jaru em janeiro de 1985.

Em 1988, Marcos Chiovetti disputou a eleição para vereador e obteve a confiança de 229 eleitores, um resultado considerável, já que o candidato mais votado naquele pleito, Sebastião Cardoso, alcançou 427 votos. Com isso, foi representante da população na Câmara Municipal durante a segunda legislatura e exerceu o mandato no quadriênio 1989-1992. Em 1992, concorreu ao cargo de vice-prefeito ao lado de Ruy Zimmer (candidato a prefeito) e ambos lograram êxito. O mandato foi de 1993 a 1996.

Em fevereiro de 1997, Marcos Chiovetti se mudou para o interior de São Paulo com objetivo de cursar Direito e no local permanece desde então. 

Resultado das eleições municipais em Jaru:
         Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru



Prefeitos de Jaru: Wilson Cardoso

Wilson Cardoso foi eleito vice-prefeito na 
chapa com Sidney Guerra 
(Foto: Acervo da Família)

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão de forma individualizada. 

Wilson Cardoso nasceu no dia 15 de outubro de 1954 em Barra de São Francisco (ES). Filho de José Cardoso e Leonídia Eustéria Cardoso, Wilson concluiu o Segundo Grau (Ensino Médio) em Cascavel no Paraná. Antes de chegar ao município de Jaru, Cardoso viveu ainda em Campinas, cidade do interior paulista e em 1981 fixou residência em Jaru.

Em entrevista ao escritor Elias Gonçalves, Wilson Cardoso relatou a sua visão sobre a cidade no início dos anos 1980. “Era um lugar com muita força para crescer, graças aos seus pioneiros”. Entretanto, segundo ele, os moradores sofriam com a precariedade de vários serviços essenciais, dentre eles, energia elétrica, estradas, segurança, etc. Além disso, existia apenas uma agência bancária para atender a população que crescia rapidamente, em virtude do local ser considerado como “uma cidade dos sonhos”, onde era possível ter um futuro digno.

Wilson Cardoso relatou duas qualidades que acredita possuir: gratidão e paciência. Suas atividades prediletas são: ler, fazer palestras, servir, ou seja, estar em sintonia com muita coisa que acontece ao seu redor. Ele se casou com Eloisa Rodrigues em janeiro de 1987. Dessa união nasceram quatro filhos: três moram no continente europeu e um optou por continuar em Rondônia.

Wilson Cardoso atuava como comerciante no município e disputou pela primeira vez uma eleição no segundo processo eleitoral que ocorreu no ano de 1988. Ao lado de Sidney Rodrigues Guerra, Cardoso participa do pleito como candidato a vice-prefeito e ambos conquistam a prefeitura. Contudo, a Assembleia Legislativa aprovou um decreto de intervenção estadual no município, alegando uma suposta crise na esfera municipal. A intervenção do governo estadual em Jaru foi de 28 de junho de 1991 a 28 de fevereiro de 1992. Em 1.º de março de 1992, após encerrar o período determinado para a intervenção, Wilson Cardoso assume o cargo de chefe do Executivo Municipal e conclui o mandato em 31 de dezembro de 1992. Em seu lugar assume o prefeito eleito nas eleições municipais que ocorrem em 1992, Ruy Luiz Zimmer.

A Rodoviária dos Colonos (em foto de 22 de 
maio de 2022) foi uma obra da gestão Wilson 
Cardoso (Foto: Elias Gonçalves)
Wilson Cardoso enumerou diversas obras de sua administração, principalmente na área de infraestrutura. Dentre elas, estão as seguintes: Posto de Saúde João de Castro Lacerda, Rodoviária dos Colonos, Escola Jean Carlos Muniz, implantação do Conselho Tutelar, etc. Outra conquista, segundo ele, foi a instituição de um dia dedicado a Zumbi dos Palmares, sendo, à época, referência para vários municípios.

A última vez em que Wilson Cardoso participou de um pleito eleitoral em Rondônia foi em 1998, onde concorreu ao cargo de deputado federal pelo PSDB. Na ocasião ele recebeu 1.530 votos, o equivalente a 0,333% dos eleitores aptos a votarem. Em 2001, Wilson Cardoso decidiu fixar residência em Porto Velho e no local permanece desde então. 

                                                                             Resultado das eleições municipais em Jaru:
                                                                         Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru




Prefeitos de Jaru - Sidney Guerra

Guerra foi o segundo prefeito eleito em Jaru
(Foto: Acervo da Família)
Clique aqui e veja um resumo de cada gestão de forma individualizada. 

Sidney Rodrigues Guerra (1943-2003) nasceu em 24 de julho de 1943 em Caculé no interior do Estado da Bahia. Filho de Silviano Rodrigues de Almeida e Sebastiana Guerra de Almeida, ele morou em Londrina (PR), antes de chegar ao então distrito de Jaru em março de 1979.

Familiares de Sidney Guerra falaram ao escritor Elias Gonçalves quem ele foi ao longo de sua vida. “Guerra foi um homem voltado para o povo. Antes de ser político, ele era comerciante no ramo de cereais e estava sempre pronto para ajudar o parceleiro (homem do campo) a vencer suas dificuldades. Como político, sempre procurou trazer benefício para a cidade de Jaru. Em uma palavra, ele era um homem bom”, relatou Silviano Rodrigues Guerra, irmão de Sidney Guerra.

Sidney Guerra casou-se pela primeira vez em 1968 e ficou viúvo quatro anos depois. Em 1974, Guerra contraiu matrimonio com Marilene Souza Guerra. Dessa união, nasceram quatro filhos. Guerra estudou apenas até a 3.ª Série do Ensino Fundamental, mas isso não o impediu de exercer com maestria o seu dom nato de ajudar as pessoas e se envolver de corpo e alma na política jaruense e do Estado de Rondônia. 
A primeira vez que Sidney Guerra apareceu no cenário político de Rondônia foi como candidato a prefeito de Jaru na primeira eleição que houve no município em 15 de novembro de 1982. Guerra concorreu com outros cinco candidatos, sendo dois deles do próprio partido: o PMDB. Na ocasião, obteve 3.230 votos (teoricamente seria o primeiro colocado), mas acabou ficando em terceiro lugar, pois por força de legenda, o candidato Leomar José Baratella foi declarado pela Justiça Eleitoral como eleito para o cargo. A soma de votos dos três candidatos a prefeito pelo PMDB foi de 4.700 votos, enquanto os dois postulantes ao cargo pelo PDS [Francisnaldo Bezerra e Leomar Baratella] obtiveram 5.085 votos, uma diferença de apenas 385 votos. 

Página 01 do Decreto de Intervenção em Jaru
(Fonte: Governo de Rondônia)

Sidney Guerra foi eleito como deputado estadual na eleição de 15 de novembro de 1986 com 5051 votos, quantidade que lhe garantiu o oitavo lugar no pleito. Entre 1987-1988 foi presidente da Assembleia Legislativa. Como deputado, foi decisivo na vinda de vários benefícios para Jaru, dentre eles, a ampliação da rede elétrica, algo tão necessário para acompanhar o crescimento do município.

Guerra concorreu pela segunda vez ao cargo de prefeito de Jaru na eleição de 15 de novembro de 1988. Quando assumiu o cargo de prefeito, o espaço territorial jaruense era bem mais extenso, tendo em vista que os municípios de Theobroma e Governador Jorge Teixeira ainda não haviam sido criados e os referidos locais dependiam administrativamente de Jaru.

Durante o período em que esteve à frente do Executivo Municipal, Sidney Guerra fez várias obras de interesse da população. Dentre elas estão a construção de duas creches, asfalto, legalização de áreas da Prefeitura, abertura de linhas vicinais e o primeiro concurso público da história de Jaru. O trabalho feito por Guerra não foi suficiente para mantê-lo no cargo até o fim de seu mandato devido à várias de denúncias de atos supostamente de corrupção.  Em 25 de junho de 1991, o então governador do Estado assinou o Decreto nº 5146, onde nomeava o senhor Antônio Luiz Campanari como interventor em Jaru pelo período de 240 dias, visando, segundo o decreto, restabelecer a ordem e a moralidade administrativa. 

Página 02 do Decreto de Intervenção
(Fonte: Governo de Rondônia)

 O motivo alegado pelo governo da época seria em virtude de denúncias de supostas irregularidades cometidas pelo prefeito, mas conforme relatos do período, a população não aceitou de bom grado a atitude do governo do estado, considerando-a como um retrocesso ao processo democrático que há poucos anos havia sido conquistado depois um longo período de ditadura brasileira.

Guerra não concordou com as atitudes do Governo do Estado e, como forma de protesto, acabou renunciando ao cargo. Após terminar o período de intervenção, o vice-prefeito eleito em sua chapa, Wilson Cardoso, assumiu a prefeitura de Jaru e concluiu o mandato até a eleição municipal de 1992, quando foi eleito para o cargo o dentista Ruy Zimmer (PT).

Sidney Guerra faleceu em 28 de outubro de 2003, vítima de infarto.

Perfil do vice-prefeito

Wilson Cardoso nasceu no dia 15 de outubro de 1954 em Barra de São Francisco (ES). Filho de José Cardoso e Leonídia Eustério Cardoso, Wilson concluiu o 2º Grau (hoje Ensino Médio), em Cascavel (PR). Antes de chegar a Jaru, Cardoso viveu ainda em Campinas, no interior paulista e, em 1981, fixou residência no município. Wilson Cardoso atuava como comerciante em Jaru e disputou a eleição pela primeira vez ao lado de Sidney Guerra no ano de 1988 e, após serem eleitos na eleição de 15 de novembro. Devido a denúncias de supostas irregularidades na administração municipal, os gestores foram afastados de seus cargos e o Governo do Estado decretou Intervenção na Prefeitura, nomeando Antônio Luiz Campanari como Interventor pelo prazo de 240 dias contados a partir de 25 de junho de 1991. Após esse período, Guerra renunciou ao mandato de prefeito e Wilson Cardoso assumiu a gestão em 1º de março de 1992. No cargo permaneceu até 31 de dezembro de 1992 e, em 1º de janeiro do ano seguinte, foi substituído pelo dentista Ruy Zimmer. Conheça detalhes da gestão Wilson Cardoso clicando aqui

Resultado das eleições municipais em Jaru:
         Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru 

   



Vivendo Nossa História - Personalidades: Padre Adolpho Rohl


Nota do autor: Veja no fim deste texto informações mais precisas sobre a vida do Padre Adolpho Rohl na Alemanha

O padre Adolpho Rohl é uma das figuras de maior fervor religioso e de grande influência na história recente dos municípios de Ji-Paraná e Jaru, entre as muitas que se destacaram o cumprimento da fé. Adolpho Rohl nasceu na Alemanha e chegou ao distrito de Vila Rondônia (atualmente Ji-Paraná) no ano de 1949 para iniciar um trabalho de evangelização católica junto aos moradores. Ao padre salesiano é atribuído o erguimento da primeira capela do distrito de Vila Rondônia para a pequena comunidade ali existente, as construções Colégios Dom Bosco e do Hospital Nossa Senhora Aparecida com recursos provenientes de doações de parentes e admiradores alemães. A idealização da igreja matriz Dom Bosco, em Ji-Paraná também foi uma obra de Adolpho Rohl.

Apesar das muitas referências materiais que registram a passagem do padre alemão na região central de Rondônia, são poucas fontes existentes que permitem estabelecer um perfil completo do religioso que deixou o seu país de origem para se instalar em uma localidade cravada no meio da floresta do recém-criado Território Federal do Guaporé, depois de passar de passar por outros estados brasileiros. Quando chegou ao espaço definido atualmente como Estado de Rondônia no ano de 1949, padre Adolpho Rohl veio de barco contando com a caridade dos moradores para se alimentar. A fé era o seu ofício e ele decidiu fixar moradia próximo à margem do Rio Machado, de onde partia para visitas aos poucos fiéis e contatos para a “conversão” de índios. A primeira igreja de madeira foi construída com a ajuda de moradores ao santo de devoção: São João Bosco.

Em pouco tempo Adolpho Rohl passou a contar com a admiração e respeito dos moradores e se tornou uma referência no local, passando a exercê-la com muita autoridade, mesmo entre as muitas pessoas que recentemente chegavam para a exploração de garimpo de diamantes ou outras atividades. A palavra do padre era tão respeitada que ele era chamado até para a solução de conflitos entre garimpeiros por falta de autoridade policial no local.

Padre Adolpho Rohl foi um grande pacificador e deu um importante impulso para a propagação da fé católica. Ele é muito lembrado por todos que conviveram com o mesmo que não cansam de elogiar o seu idealismo ao criar escolas, atender bem aos índios e a cata aos doentes. A obra feita por ele é tamanha e influenciou não apenas aqueles que tiveram a honra de conhecê-lo pessoalmente, mas muitas gerações vindouras.

Apesar da aparência frágil, as atividades do padre não se limitavam às obrigações no distrito Vila de Rondônia. Vários foram os seus deslocamentos para celebrações de missas, batizados e casamentos em outras comunidades. Há também relatos de viagens para Cuiabá realizadas pelo padre salesiano seguindo o traçado da linha telegráfica em cima de animais, como inúmeras foram as idas para Porto Velho utilizando o meio de transporte ou de avião que ele mesmo pilotava. Um dos acontecimentos de maior notoriedade envolvendo Adolpho Rohl está relacionado à vinda de um aparelho de raios-X doado por parentes da Alemanha que deveria ser instalado no Hospital Nossa Senhora Aparecida. Além das dificuldades para se obter a liberação do aparelho junto às autoridades alfandegárias de Manaus para trazê-lo até o distrito, o padre ainda foi surpreendido com a incapacidade de a rede de energia elétrica fazer funcionar o equipamento na unidade de saúde. O fato serviu de argumento para que fosse solicitada a transferência do aparelho para outro local. Apesar da resistência do padre em autorizar a retirada, o equipamento foi levado para Porto Velho e o hospital anos depois foi vendido para o governo.

Adolpho Rohl pouco comentava sobre sua origem para as pessoas mais próximas, portanto são vagas algumas informações sobre a sua vida pregressa em território alemão. Sabe-se, porém que os últimos dias de vida do religioso no Brasil foram passados em uma residência de religiosos no ano de 1973 na atual cidade de Pimenta Bueno, depois de tomar a decisão de deixar o distrito Vila Rondônia por vivenciar fatos que o desagradaram. Ao receber a informação que sua mãe estava doente em novembro daquele ano, o padre que à época tinha 72 anos, decidiu viajar para a Alemanha. Pouco tempo depois de entrar no país, Adolpho Rohl foi vítima de um derrame cerebral, onde veio a falecer. O corpo foi enterrado em um cemitério alemão e a informação sobre a morte foi transmitida por meio de uma correspondência pelos parentes dele e alguns meses depois à igreja Católica no Brasil.

Referências:

REVISTA JI-PARANÁ E SUA HISTÓRIA: Edição Especial. Ji-Paraná, 2004.

VILHENA, João. Os Pioneiros: Urupá, Presidente Pena, Vila Rondônia e Ji-Paraná, Ji-Paraná, 2005.

_____________. Retalhos da História de Ji-Paraná. Ji-Paraná, 2005.

_____________. Os Pioneiros: Criação dos Municípios ao Longo da BR 364. Ji-Paraná, 1999.



A presença do padre Adolpho Rohl em Jaru

Adolpho Rohl esteve em Jaru antes de o local ser considerado distrito e realizou várias atividades religiosas. Visando conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pelo padre no espaço que anos depois seria conhecido como município de Jaru, o autor conversou com parentes da “Família Cantanhêde” que conviveram pessoalmente com ele e prestaram um depoimento importante sobre a presença do padre no espaço jaruense. Confira:

Padre Adolpho Rohl iniciou a sua missão em território brasileiro na área sacerdotal em São Miguel da Cachoeira (AM) no alto do Rio Negro. Lá permaneceu cerca de nove anos, quando o acerbispado da Amazônia, por seus conhecimentos antropológicos, lhe deu uma espinhosa missão: fazer contato com as nações indígenas dos vales: Jamari, Jaru, Candeias, Jaci, Machado e Machadinho. O padre teria que visitar as tribos Araras, Gaviões, Bocas-negras, cintas-largas, dentre outros. Fazia parte desse pacote a catequese dos seringueiros da região e ele aceitou o desafio de levar o evangelho de acordo com os preceitos da fé católica.

A presença de Adolpho Rohl foi de notável importância para a abertura da BR 29 (atual 364), pois os piques de serviço cortavam áreas indígenas, onde muitas tribos eram hostis e não aceitavam a presença dos homens brancos. Todavia, Adolpho Rohl, habilidoso e conhecedor do idioma indígena, falava fluentemente o tupi-guarani e atuava como um anteparo para as equipes de serviço. “Talvez pelos seus estereótipos, os nativos lhe respeitavam e o temiam, pois ele possuía uma aparência física de um homem grande típico da Bavária alemã: ruivo, cabelos longos e avantajada barba. Seu rosto era tomado de pêlos, deixando apenas um belo par de olhos azuis violeta”, relata Maria Graciana Ribeiro Cantanhêde – conhecida popularmente como Mariana – ao traçar o perfil físico do padre.

Apesar da dificuldade em falar a Língua Portuguesa, todos conseguiram entender a mensagem que o padre Adolpho Rohl queria transmitir. Durante a homilia da Santa Missa, era amigo da Família Cantanhêde e visitava periodicamente os seringais da região. Quando chegava era bastante esperado por todos. Hospedava-se sempre na sede dos patrões e com Raimundo Cantanhêde sentava horas para organizar os batizados, casamentos e, por inúmeras vezes, contendas familiares e reconciliação entre casais. O padre deixava bem claro nos sermões que a morte infelizmente fazia parte da vida. “Dizia isso para que todos aceitassem a resignação inevitável”, diz Maria Graciana Ribeiro Cantanhêde. “Adolpho Rohl também era um homem bom, atencioso, brincalhão”, continua ao narrar o perfil social do padre.

Mariana Cantanhêde revela que apenas as crianças choravam com a presença do padre. Talvez, segundo ela, pela enorme barba que ele possuía. Ele também era devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (padroeira da Família Cantanhêde) e não perdia os festejos do dia 21 de setembro, data em que se homenageia com grande festa a padroeira da família. Nesse dia, a maioria das pessoas esperava Adolpho Rohl para a realização de casamentos, batizados, etc.

Padre Adolpho Rohl viveu nos anos 1950-1960 se locomovendo longas distâncias em lombos de animais da Vila de Rondônia até Ariquemes, cristianizando pagãos e catequizando indígenas, bem como ensinando a bondade a quem queria mudar o seu estilo de vida. Numa fora visto sem a batina e sua gola sacerdotal, além de um crucifixo exposto no peito. A importância do Padre Adolpho Rohl na história de Jaru fica evidente na definição de locais públicos dados em sua homenagem. O primeiro caso que se tem notícia é a criação do Projeto Integrado de Colonização Padre Adolpho Rohl implantado pelo Incra no ano de 1975. Outra forma de homenagear o padre foi colocando nome dele na principal avenida do município, onde há bancos, comércio de roupas, calçados, gêneros alimentícios, dentre inúmeros outros, além da Comunidade Católica São João Batista. 

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão municipal de Jaru de forma individualizada. 

PARA MAIS DETALHES ADQUIRA OS LIVROS ABAIXO:
ENTRE EM CONTATO COM O AUTOR:
FACEBOOK: 
E-MAIL: eliasgpereira@uol.com.br 




        Informações Extras