segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Literatura jaruense: Biografia do Pastor Manoel Cardoso

 

Elizabete Cardoso, José Bernardes, Moisés Silveira
 e Jonas Matias são os autores jaruenses da
biografia do pastor Manoel Cardoso
(Foto: Acervo do Autor)

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Única obra do gênero lançada no município de Jaru até setembro de 2026, a biografia do pastor Manoel Cardoso da Cruz recebeu o título “Minha Vida, Minha História” e retrata de forma fidedigna a trajetória de um líder que ao longo da vida construiu a sua história baseando-se em princípios e valores.

A ideia de se produzir a biografia do pastor Manoel Cardoso da Cruz, segundo Moisés Silveira de Souza, um dos cinco responsáveis pela obra, surgiu durante a Escola Bíblica de Obreiros realizada em julho de 2017 no município de Buritis (RO) através do pastor e conferencista internacional Roberto de Carvalho. A sugestão foi bem aceita pelo Presbítero Moisés Silveira que posteriormente conversou com o pastor Jonas Matias sobre o assunto, solicitando ajuda para dar continuidade à produção biográfica.

Capa do Livro Minha Vida,
Minha História
(Foto: Acervo do Autor)

Antes de iniciar o processo de escrita, o assunto também foi abordado com o então vice-presidente da Assembleia de Deus em Jaru, pastor José Bernardes Rodrigues. A sugestão foi bem aceita e o passo seguinte foi definir a equipe responsável e a atribuição de cada um, visando dessa forma agilizar o processo de escrita. O livro contou com a autoria de cinco escritores: Elizabete Cardoso de Almeida (filha do pastor Manoel Cardoso), Jonas Matias dos Santos, José Bernardes Rodrigues, Moisés Silveira de Souza e Roberto de Carvalho.

Moisés Silveira de Souza em conjunto com Roberto de Carvalho foram os responsáveis por entrevistar o pastor Manoel Cardoso e reunir as informações da vida de um dos líderes religiosos mais influentes de Jaru. Infância, juventude, o relacionamento com os pais, a conversão ao Evangelho, a constituição familiar e a trajetória percorrida na caminhada cristã estão entre os assuntos abordados no livro que não se restringe à vida pessoal em si, mas apresenta uma mensagem de coragem e determinação para vencer os desafios do conturbado mundo do século XXI tendo como base os ensinamentos deixados por Jesus Cristo em sua missão terrena.

Vereador Wilson Felix entrega placa de Cidadão
Honorário ao pastor Manoel Cardoso
(Foto: Acervo do Autor)
A produção do livro foi relativamente rápida. Os cinco autores se reuniam diariamente para discutir os detalhes e aproximadamente dois meses depois do início dos trabalhos, tudo o que havia sido planejado fora concluído. Produzida pela Editora Visão, sediada em Goiânia (GO), a obra foi lançada em 22 de novembro de 2017 durante um Culto de Ação de Graças no templo sede da igreja Assembleia de Deus, em Jaru. Diversas autoridades prestigiaram a solenidade, entre elas, os pastores Pedro Pernas (representando a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, a CGADB), o Presidente da Convenção Estadual dos Ministros da Assembleia de Deus em Rondônia - CEMADERON, pastor Nelson Luchtenberg e Sérgio Pereira, então responsável pela Assembleia de Deus em Candeias do Jamari (RO).

Presidente da Assembleia Legislativa Maurão de Carvalho
e o pastor Sérgio Pereira entregando o
Certificado ao pastor Cardoso
(Foto: Acervo do Autor)
O dia de lançamento representou algo especial na vida de Manoel Cardoso da Cruz, pois além de comemorar o 83º aniversário dele e o de sua esposa Izabel de Almeida Cruz, o líder eclesiástico recebeu o título de Cidadão Honorário de Jaru, concedido pela Câmara Municipal e do Estado de Rondônia, por meio da Assembleia Legislativa.

Pastor Manoel Cardoso durante evento realizado
na sede da Assembleia de Deus em agosto de 2011
(Foto: Elias Gonçalves)

Conhecer a história do pastor Manoel Cardoso e o seu legado no meio cristão é imprescindível para as gerações atuais e vindouras entenderem o quanto é essencial estar na presença de Deus e deixar que o Criador de todas as coisas seja como uma bússola que norteia o pensamento e as ações de cada um.

Em 18 de setembro de 2021, a direção estadual da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na pessoa do pastor Nelson Luchtenberg, fez a jubilação do pastor Manoel Cardoso, após quase 42 dedicados à fé na igreja em Jaru com o cargo de pastor. Desde então, ele estava ausente da liderança das atividades pastorais. Entretanto, o líder religioso permaneceu firme na igreja até o último instante de sua vida.

Manoel Cardoso da Cruz nasceu no dia 05 de novembro de 1934. Filho de José Cardoso da Cruz e Maria Laura da Conceição, o líder religioso era natural da cidade de Princesa Isabel, estado da Paraíba.  Ainda criança, seus pais mudaram-se para cidade de Triunfo, em Pernambuco. Com 22 anos, converteu-se ao evangelho, batizando-se nas águas no dia 15 de dezembro de 1957. Ele faleceu aos 90 anos, no município de Jaru, em 18 de abril de 2025.

Clique nos nomes abaixo e veja a história literária de cada um deles:

Escolas de Jaru: Tânia Barreto

Tânia viveu apenas três anos (Foto: Acervo da Família)

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Tânia Cristina Barreto Pessoa é filha de Edna Barreto Pessoa e nasceu em 12 de março de 1994 no município de Jaru. Seus avós maternos são João Batista Pessoa e Aparecida Barreto Pessoa. Tânia Barreto foi matriculada com 01 ano e meio na creche CEAM II (hoje Tânia Barreto) para que a mãe pudesse trabalhar com mais tranquilidade, já que o trabalho que exercia não era bem remunerado.

Por ironia do destino no dia 04 de junho de 1997, Tânia começou a sentir os primeiros sintomas de hepatite, sendo então encaminhada ao hospital São José existente na cidade de Ariquemes. O tempo passava, mas a menina não apresentava nenhum sinal de melhora. Em 06 de junho de 1997 os médicos responsáveis pelo tratamento decidiram encaminhá-la para Porto Velho em virtude da gravidade do caso, sendo então internada às 20 horas no CEMETRON da Capital do Estado. 

A chegada a Porto Velho não trouxe nenhuma melhoria ao quadro clínico de Tânia Barreto. Muito pelo contrário. Em menos de 24 horas (às 05h45 do dia seguinte), Tânia veio a falecer causando muita comoção a familiares e amigos. Em seguida, o médico plantonista Antônio Carlos Rodrigues elaborou o laudo que apresentava as seguintes causas para a morte: hepatite B viral, insuficiência respiratória e edema pulmonar.

A Escola Tânia Barreto

Em 1992, visando atender as demandas da comunidade jaruense, a Prefeitura buscou parceria com a Legião Brasileira de Assistência (LBA), órgão brasileiro fundado em 1942 pela então primeira-dama Darcy Vargas, com o objetivo de ajudar as famílias dos soldados enviados à Segunda Guerra Mundial. Durante o próprio ano de 1992, criou-se em Jaru o Centro Educacional de Assistência ao Menor (CEAM II), instituição para atender crianças de 0 a 3 anos (creche) e de 4 a 6 anos (Pré-Escolar), posteriormente, apenas até aos 05 anos de idade.

Escola Tânia Barreto em registro feito no dia 12 de janeiro de 2014
(Foto: Elias Gonçalves)

A instituição local iniciou-se como extensão da Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social (Semtas) com o nome de Centro de Assistência ao Menor (CEAM II) e teve como primeira diretora Terezinha Massuqueto de Souza. Em 03 de agosto de 2000, através do Decreto 2868/GP/2000, criou-se a Escola Municipal de Educação Infantil Tânia Barreto.

Instalações da escola Tânia Barreto à época do seu funcionamento no
Setor 01-A de Jaru (Foto: Elias Gonçalves)

O incentivo para que a instituição recebesse o nome de uma aluna partiu da professora Elaine Maria da Silva Lobo. Na ocasião ela idealizou junto ao então prefeito Ademário Serafim de Andrade (1957-2014) que acatou a ideia do desmembramento da Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social (SEMTAS) e de se homenagear a aluna Tânia Barreto com o nome da instituição.

Em 09 de maio de 2017, a escola Tânia Barreto passou a funcionar no prédio que anteriormente pertencia à extinta escola Tito Lourenço de Lima no Bairro Setor 01-A, em Jaru. O motivo da mudança foi devido às obras de reconstrução das instalações da escola, situada na esquina das ruas Rio Grande do Norte e Paraná. Porém, no início do ano letivo de 2020, ocorreu outra mudança e a instituição passou a funcionar no prédio da recém-criada escola municipal de educação infantil Maria do Socorro Lopes Soares. Nas novas instalações, inauguradas em 20 de dezembro de 2024, o endereço da escola também foi alterado e a frente da instituição passou a ser direcionada para a Avenida Tiradentes, ou seja, diferente do antigo local que era destinado para a Rua Rio Grande do Norte.
Prédio da Escola Tânia Barreto em 24 de julho
de 2026 (Foto: Elias Gonçalves)

O ano de 2025 representa a entrada em uma nova era educacional na Escola Municipal Tânia Barreto com o início das atividades do Ensino Integral, modalidade educacional onde as crianças permanecem no estabelecimento de ensino das 7 às 17 horas. Por essa metodologia, as crianças estudam os conteúdos pedagógicos no período matutino e à tarde acontecem as atividades extracurriculares, sempre com o acompanhamento de profissionais da escola, que planejam cada atividade a ser desenvolvida.

Em 2026, estão inseridas no Ensino Integral duas turmas de Berçário, duas do Maternal I e duas do Maternal II, o que contempla alunos na faixa etária de 0 a 3 anos de idade.  As turmas contam com duas professoras, sendo uma delas de 40 horas semanais e outra de 20 horas, além de uma Auxiliar de Creche para garantir o devido cuidado, enquanto as crianças estiverem na unidade escolar. O Ensino Integral tem uma rotina diferenciada, onde os as crianças fazem atividades pedagógicas, dormem duas horas por dia na escola, contam com quatro refeições diárias, entre elas o café da manhã e o jantar às 16 horas.

O ingresso ao Ensino Integral é feito através da Central de Vagas, metodologia utilizada pela Prefeitura de Jaru e sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, que visa garantir o acesso às escolas municipais. A escola Tânia Barreto conta com instalações amplas e apropriadas para atender o seu público, sendo uma delas, um espaço onde as mamães podem amamentar os seus bebês, sendo eles alunos do estabelecimento de ensino. 

 Clique no nome do estabelecimento de ensino e veja a história de cada um deles:

  Abrão Rocha    Aldemir Lima Cantanhêde APAE JARU  Beatriz Mireya   

Capitão Silvio de Farias Creche Domiciliar Casa dos Batutinhas

Cooped CEEJA CTPM XIII   Dayse Mara de Oliveira Martins EFA Dom Antônio

Possamai Escola D' Jaruaru  Elza Maria Fábris  Escola Adventista   Fimca Jaru

Florisvaldo Simões de Oliveira Gabriel Balmant 

 Instituto Federal de Rondônia - IFRO  José de Souza  Josué Montello 

 Governador Jorge Teixeira  Jean Carlos Muniz 

Juscelino Kubitschek Marechal Cordeiro de Farias 


 Maria da Conceição (Clube de Mães)  Maria de Lourdes  


Maria do Socorro Maria Gomes Marechal Costa e Silva 


Menézio de Victo Nilton Araújo  Olga Dellaia   Pato Donald  Pedro Vieira


 Plácido de Castro   Primavera Tânia Barreto Tito Lourenço  Zenir Carvalho


sábado, 19 de setembro de 2026

Literatura Jaruense: Cristóvão Marques

O escritor Cristóvão Marques com
o livro Garotos de Rua lançado por ele em 1999
(Foto: Elias Gonçalves)

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Natural de Bocaiúva (MG), Cristóvão Ferreira Marques, tomou gosto pela escrita ainda adolescente, por volta dos doze anos de idade, quando escreveu as primeiras peças de teatro e outras produções em sala de aula. Até o primeiro semestre de 2026, o escritor contava com três obras prontas, mas apenas uma delas publicada.

Capa do livro Garotos de Rua
(Foto: Elias Gonçalves)

O livro “Garotos de Rua”, lançado em 1999 pela editora Scortecci, começou como uma peça de teatro escrita por Cristóvão Marques para que a filha dele, Fabíola Ferreira (a garota que aparece na capa da obra) pudesse apresentar na então escola estadual Raimundo Cantanhêde (hoje Colégio Tiradentes da Polícia Militar, o CTPM XIII). O enredo aborda diversos temas, entre eles, prostituição e drogas, bem como suas drásticas consequências. A apresentação contida na contracapa do livro é bastante precisa: “o desrespeito dos adultos é a perdição das crianças”. Embora a obra seja ficcionista, o drama vivido pelos personagens é muito parecido com a realidade de crianças, adolescentes e jovens que se tornaram “escravos” das drogas e se veem sem força para se livrarem desse mal.

O lançamento do livro “Garotos de Rua” ocorreu de forma inusitada. Cristóvão Marques havia encaminhado à editora a obra “Desencontros”, mas diante da impossibilidade de se lançá-la, o escritor optou por uma segunda alternativa e encaminhou o livro para análise. Tão logo recebeu o texto, a Scortecci acertou os detalhes de publicação e a obra foi lançada em Jaru no fim do ano de 1999 contendo 51 páginas.

Davi Renhoz e Cristóvão Marques receberam o
 prêmio Nelson Townes  de Melhor Produção
 Rondoniense no ano de 2013
(Foto: Elias Gonçalves)

O objetivo de Cristóvão Marques com a produção do livro “Garotos de Rua” foi conscientizar as pessoas sobre o perigo que as drogas e a prostituição representam na vida do ser humano. À época foram produzidos 5000 exemplares e em pouco tempo toda a produção se esgotou. Paralelamente à vida de escritor, Marques exerce o ofício de cineasta e chegou a produzir em Jaru no ano de 2005 a comédia “Os Laranjas da Máfia” em parceria com Davi Reinholz. 

O elenco foi formado por atores jaruenses e o filme ganhou diversos prêmios, entre eles o Festival Amazônia Arara Azul realizado em 2013 na capital amazonense e o Prêmio Nelson Townes no estado de Rondônia.

Clique nos nomes abaixo e veja a história literária de cada um deles:

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Literatura Jaruense: Rodrigo Bathe e Guibson Salvino

 

Rodrigo Bathe e Guibson Salvino em registro feito no 

dia 02 de julho de 2015 (Foto: Acervo dos Autores)

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O município conta também com jovens talentos na área literária, entre eles, Rodrigo de Jesus Bathe e Guibson Salvino da Conceição. A dupla lançou em novembro de 2013 pela Editora Clube dos Autores o livro “Katylin Milles”, obra de ficção, cujo nome é o mesmo da personagem principal da história. Amante da área literária, Rodrigo ingressou-se no ramo escrevendo poesias aos doze anos e sempre gostou de ler. Produziu vários textos poéticos, mas, em pouco tempo, se interessou pela produção de outras formas literárias.

Capa do Livro de Rodrigo Bathe 

e Guibson Salvino

(Foto: Acervo dos Autores)

 

A parceria entre Rodrigo e Guibson gerou a produção de diversos livros, alguns ainda sem serem concluídos [até o fechamento deste texto]. Embora, tenham optado por escrever alguns livros de forma solo, os escritores continuam com a mesma amizade e pouca coisa mudou com a decisão de ambos. Rodrigo ressalta que desenvolver o hábito da leitura é muito importante para aperfeiçoar o conhecimento e melhor argumentar nas mais diversas circunstâncias da vida cotidiana.

Ao ser entrevistado em 2015, o também escritor Guibson Salvino possuía várias obras em andamento e se identificava bastante com a escrita. Salvino relatou ao autor que também se interessa pelo tema de suspense. O livro “O Mistério do Lago do Menino Caçador” foi produzido em 2008 e demorou aproximadamente seis meses para ficar pronto. Na época, o escritor tinha apenas onze anos e recebeu o apoio da professora de Língua Portuguesa, Luzia Rosa de Araújo. A obra foi lançada apenas para um seleto grupo e recebeu vários elogios de professores e amigos que destacaram o talento de Guibson.

Rodrigo e Guibson são unânimes ao destacar a importância da escrita, mas ressaltam que falta incentivo, oportunidade e estrutura para a existência de novos escritores no município e, consequentemente, a descoberta de novos talentos na área literária.

 Clique nos nomes abaixo e veja a história literária de cada um deles: