sábado, 18 de julho de 2026

Prefeitos de Jaru: Leomar José Baratella

Baratella foi foto registrada
em 2012 (Foto: Elias Gonçalves)

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão de forma individualizada. 

Leomar José Baratella nasceu no dia 9 de maio de 1954 em Santa Tereza (ES). Filho do casal Felício Alberto Baratella e Maria Hilda Baratella, logo cedo demonstrou que nasceu para servir. Antes de chegar ao estado de Rondônia ele passou alguns dias em Altamira no Pará, local onde buscava novas oportunidades. Contudo, como não havia encontrado o que almejava, voltou para a sua terra natal e em meados da década de setenta procurou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Velho com o objetivo de alcançar o que havia planejado.

Ao procurar o Incra na Capital de Rondônia, Baratella recebeu uma resposta positiva e foi encaminhado para a vila de Jaru em 8 de março de 1976. Trabalhar no órgão era um sonho que ele havia conseguido e desde então procurava fazer jus ao cargo que lhe fora atribuído. “Naquela época, a localidade era um projeto do Incra e demonstrava ser um lugar promissor, pois todos os dias chegavam novas famílias de colonos”, revelou Leomar Baratella ao escritor Elias Gonçalves. A formação que Baratella teve em Santa Tereza na área de Técnicas Agrícolas (nível médio) lhe ajudou muito na hora de tomar decisões de acordo com as necessidades dos moradores do distrito de Jaru, um local que, segundo ele, desde o princípio, apresentou plenas condições de desenvolvimento.

Leomar José Baratella em foto registrada
no ano de 2006 (Foto: Elias Gonçalves)
Leomar Baratella se casou com Alzira Baratella em 22 de novembro de 1980. Dessa união nasceram três filhos: Renato, Luana e Luciana. O trabalho desenvolvido por Baratella no então distrito fez com que ele conquistasse a simpatia de muita gente. Diante disso, após a emancipação de Jaru, surgiu a oportunidade de disputar a primeira eleição municipal que ocorreu em 15 de novembro de 1982. Baratella revelou que o pleito eleitoral foi um dos mais difíceis que ele participou. 

As regras da eleição permitiram que mais de um candidato do mesmo partido disputasse o pleito. Estiveram na disputa seis candidatos, dois do Partido Democrático Social (PDS), três do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e um do Partido dos Trabalhadores (PT). São eles: Sidney Rodrigues Guerra (PMDB), José Alves do Nascimento (PMDB), Vicente de Souza Ramos (PMDB), Anedino Carvalho (PT), Francisnaldo Bezerra (PDS – candidato apoiado pelo governador Jorge Teixeira) e Leomar José Baratella (PDS). A disputa foi a mais acirrada de todos os tempos em Jaru. Baratella foi eleito com 2544 votos, uma diferença de apenas três votos para o segundo colocado do partido, o funcionário da Companhia de Desenvolvimento de Rondônia (Codaron), Francisnaldo Bezerra, falecido em 08 de junho de 2019, aos 66 anos

A diplomação dos candidatos eleitos foi realizada no dia 15 de dezembro de 1982. O evento foi realizado no então Cine San Remo sob a presidência do juiz Roosevelt Queiroz Costa. A posse do prefeito e dos vereadores ocorreu em 1º de fevereiro de 1983, data da instalação do município de Jaru. Na ocasião, o prefeito nomeado em Cargo de Comissão, Raimundo Nonato da Silva, deixa o cargo e Leomar José Baratella, tendo como vice-prefeito Milton Louzada, assume como primeiro prefeito eleito pelo voto popular. O mandato de Baratella foi concluído em 31 de dezembro de 1988, sendo precedido por Sidney Rodrigues Guerra, o segundo prefeito eleito a assumir o cargo no município.

O Estádio Leal Chapelão (na fonte acima em
2024) foi construído na gestão Baratella
(Foto: Assessoria de Imprensa / Prefeitura de Jaru)
Baratella relatou algumas obras feitas em Jaru durante o período em que administrou o município. As principais realizações são referentes à área de infra-estrutura como asfalto, aberturas de ruas, dentre outras. Ele destaca também as seguintes construções: Estádio Leal Chapelão, Praça Municipal, Câmara de Vereadores, Prefeitura, Fórum, Hospital Público, além das escolas Plácido de Castro e Raimundo Cantanhêde (hoje CTPM XIII) e cerca de cem estabelecimentos de ensino na área rural. 
              

Leomar José Baratella (de barba) ao lado do Presidente da República, João Figueiredo
e do governador de Rondônia, Jorge Teixeira. Na foto acima, o presidente do Incra em Rondônia,
 Paulo Yokota discursa durante a entrega de 3.700 títulos do Projeto Integrado de Colonização
 Padre Adolpho Rohl em Jaru no dia 26 de julho de 1984
 (Foto: Acervo Pessoal de Leomar José Baratella)

Em toda a história de Jaru, apenas em uma oportunidade o município recebeu a visita da autoridade política mais importante do país: o Presidente da República. E isso aconteceu justamente no mandato de Leomar José Baratella. A visita foi em 26 de julho de 1984 para a entrega de 3.700 títulos definitivos do Projeto Integrado de Colonização (PIC) Padre Adolpho Rohl. O então prefeito Leomar Baratella recepcionou o Presidente João Batista de Oliveira Figueiredo e o presidente do Incra em Rondônia, Paulo Yokota em um evento que marcou positivamente a cidade. Para ver mais fotos da visita do Presidente da República em Jaru clique aqui.

Leomar Baratella retornou à política jaruense na eleição de 1990, onde concorreu ao cargo de deputado federal, assim como o seu ex-vice Milton Louzada e o dentista e futuro prefeito de Jaru, Ruy Zimmer. Na ocasião obteve 1148 votos e ficou como suplente. Em 2000, apareceu novamente no cenário político, participando da disputa ao lado de José Amauri dos Santos (Amauri) com o cargo de vice-prefeito. Juntos, vencem com uma expressiva votação o então prefeito Ademário Serafim de Andrade (Dema) que buscava a reeleição. O último cargo de Baratella na esfera municipal foi na função de Chefe de Gabinete durante o mandato do ex-prefeito Ulisses Borges de Oliveira

Perfil do vice-prefeito 

Milton Louzada na época em que foi 
vice-prefeito de Jaru
(Foto: Acervo de Teófilo Lourenço de Lima)
Milton Louzada de Almeida nasceu no dia 07 de fevereiro de 1948 em Érico Cardoso (BA). Filho de Exuperio Domingues de Almeida e Alaydes Louzada de Almeida, Milton veio para Jaru em março de 1977. Em 1982, disputou o cargo de vice-prefeito com Leomar José Baratela candidato a prefeito e ambos foram eleitos para o mandato de 1º de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988.

Em 1990, Milton concorreu a deputado federal e alcançou 1379 votos, ficando como segundo suplente da coligação por apenas nove votos. No ano 2000, ao disputar o cargo de vereador em Jaru, teve 357 votos e foi eleito por média. Já em 2004, conseguiu 579 votos e ficou na suplência. Depois disso, Milton não se envolveu mais na política como candidato. 

Milton Louzada como vereador em Jaru
(Foto: Acervo da Câmara Municipal de Jaru)












Resultado das eleições municipais em Jaru:
                           Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru




Prefeitos de Jaru: Dema

Ex-prefeito Dema 
(Foto: Acervo da Família)
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Ademário Serafim de Andrade (1957-2014), conhecido popularmente como Dema, nasceu no dia 19 de maio de 1957 em Colônia Leopoldina no Estado de Alagoas. Filho dos agricultores Otávio Luís de Andrade e Maria Osair Nunes de Andrade, ainda criança Dema migrou com a família para Porecatu no Paraná antes de fixar residência em Rondônia. Em 1977, a família decide se mudar para a região de Ji-Paraná, local em que possuía terras. Na época, Dema começou a trabalhar no ramo de transporte, adquiriu um caminhão, depois uma frota, permanecendo algum tempo nessa localidade.

Familiares do ex-prefeito Dema que residem em Jaru disseram ao escritor Elias Gonçalves que ele chegou à cidade no ano de 1989 e em pouco tempo começou a trabalhar no ramo de beneficiamento da borracha e arrendou uma usina do ramo no município. Mais tarde, Dema adquiriu a usina e se mudou para Jaru, onde se estabeleceu. Durante vários anos, a empresa Quirino do Norte de sua propriedade funcionou no município, gerando assim diversos empregos e renda para parte da população. “Dema tinha um perfil de administrador e era muito organizado”, relatou a ex-esposa dele, Lúcia Costa. Dema se casou com Lúcia Costa em 1987, em uma união que durou até o ano de 2002. Dessa união nasceram duas filhas: Daiany e Beatriz. Em 2002, Dema foi residir em outra localidade, porém as filhas optaram por continuar morando em Jaru.

Ademário Serafim de Andrade disputou a primeira eleição em Jaru no ano de 1992 incentivado por um amigo, o saudoso advogado Aparício Paixão. Na oportunidade ele concorreu ao cargo de prefeito com outros três candidatos: Airam Fernandes Lage, Francisnaldo Bezerra e Ruy Luiz Zimmer. O pleito foi vencido por Ruy Zimmer e Dema alcançou o terceiro lugar com 4033 votos, uma diferença de 1846 votos para o 1.º colocado e de 940 para o segundo mais votado naquela eleição, Francisnaldo Bezerra. O resultado o colocou como uma das principais lideranças do município de Jaru, em virtude da grande aceitação popular.

Dema e Nilsão (Fonte desconhecida) 
Em virtude da votação expressiva obtida no pleito eleitoral de 1992, dois anos depois Dema reaparece no cenário político. Dessa vez, como 1.º suplente do candidato ao Senado, Ernandes Amorim. Amorim é eleito Senador e Dema passa a ser suplente do cargo e na ausência do titular poderia assumir uma cadeira no Senado Federal.

O ano de 1996 foi decisivo na vida política de Ademário Serafim de Andrade. O município se preparava para eleger o quarto prefeito e Dema colocou o seu nome para ser apreciado pelos eleitores. Além de Dema, outros quatro candidatos disputaram o cargo: José Amauri dos Santos (PPS), Sônia Lúcia Costa (PL), Severino Dias da Silva (PT) e Manoel Rodrigues Nonato (PPB). Segundo informações descritas no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO), a eleição apontou o seguinte resultado: Ademário Serafim de Andrade foi eleito com 9875 votos (42,362% dos votos válidos), José Amauri dos Santos alcançou 9.577 (41,084%), Sônia Lúcia Costa 580 (2,488%), Severino Dias da Silva 2.966 (12,724%) e Manoel Rodrigues Nonato com 89 votos e o percentual de 0,382%.

Dema administrou o município de Jaru em conjunto com o vice-prefeito João Nilson Dias, o popular Nilsão. Fontes ouvidas pelo autor relataram que Ademário Serafim de Andrade procurou conduzir os destinos da cidade com dedicação em tempo integral, exigindo muito de si mesmo, além de acompanhar e fiscalizar as obras que estavam sendo feitas. Dema possuía uma visão futurista e constatou e necessidade de se criar mais duas secretarias: a Secretaria Municipal do Trabalho e Ação Social (Semtas) e Secretaria Municipal de Agricultura. Ao criar as novas pastas, Dema traçou metas a serem desenvolvidas por cada uma delas e pelas demais, uma vez que, conforme acredita, era preciso investir na melhoria de vida da população, além de atrair novas empresas para o município, gerando assim emprego e renda.

Prefeito Dema abraçando Maria Graciana, a doadora do terreno onde a escola JK, situada à Linha 617, foi construída (Fonte: Jornal A Notícia)

Um dos projetos implantados pela administração do então prefeito Dema (1997-2000) trata-se do Projeto Água Viva, um projeto de piscicultura que visava aumentar a renda familiar, executado com o apoio da Suframa. Além disso, foram distribuídas cerca de três milhões de mudas de café através da Secretaria de Agricultura, prestando assim um atendimento diferencial ao produtor rural. 

Dema sendo entrevistado pelo radialista Ivan Gonzaga
(Fonte desconhecida)
Durante o mandato do prefeito Ademário Serafim de Andrade, diversas obras que aconteceram no município tiveram o apoio da esfera federal. Foi o primeiro momento que Jaru teve um deputado federal, sendo representado, à época, por Silvernani Santos. As emendas liberadas pelo governo federal contemplaram várias obras, dentre elas estão as seguintes: construção de um ginásio coberto e um centro olímpico nas dependências do Estádio Municipal Leal Chapelão, a quadra esportiva da Escola Municipal Jean Carlos Muniz, implantação da Biblioteca Municipal, canalização de córregos entre as Ruas Afonso José e Rio de Janeiro, além da construção da Maternidade Infantil anexa ao prédio do Hospital Municipal.

As obras feitas durante a administração Dema possibilitaram ao município de Jaru a indicação de “Cidade Modelo Ano 2000” pelo jornal Correio do Recife. O fato foi muito comemorado pelo prefeito, principalmente após a divulgação do resultado, pois o município recebeu dos organizadores o diploma de honra ao mérito. À época, Dema que foi escolhido como “Prefeito Expoente Nacional” definiu a conquista inédita na história do município como o reconhecimento de um trabalho feito com zelo e ações concretas em benefício da coletividade.

O ano 2000 seria muito importante para Ademário Serafim de Andrade demonstrar que estava preparado para continuar administrando o município. As eleições municipais haviam chegado e ele disputou a reeleição concorrendo com os seguintes candidatos: José Amauri dos Santos (PMDB) e Carlos Henrique Bueno da Silva, o doutor Carlos (PT). Contudo o inesperado aconteceu após a abertura das urnas. O pleito municipal apontou o seguinte resultado: José Amauri dos Santos foi eleito com 15.107 votos (56,58% dos votos válidos) e Dema ficou em segundo lugar com 7.648 (28,64%). O representante do Partido dos Trabalhadores conseguiu 3.945 votos, o que representava 14,77%, conforme informa o Tribunal Regional Eleitoral.

Ademário Serafim de Andrade não concluiu o mandato de prefeito até o dia 31 de dezembro do ano 2000, data definida como o último dele no cargo em virtude de não ter alcançado a almejada reeleição. Em 10 de novembro de 2000, por decisão da Justiça, o vice-prefeito Nilsão foi empossado como prefeito devido ao afastamento do então gestor municipal.  

Em 18 de agosto de 2002, o ex-administrador de Tarilândia, José de Souza Silva (1954-2002) foi assassinado e a investigação apontou Dema como mandante do crime durante julgamento realizado em dezembro de 2004. Dema também enfrentou condenações relacionadas à área da saúdeO ex-prefeito foi preso, cumpriu a pena imposta pela Justiça, em 1º de maio de 2014, quando morreu em um acidente de trânsito no km 08 da RO-479 na região de Rolim de Moura (RO), estava respondendo em liberdade às acusações que enfrentou ao longo da vida. 

Perfil do vice-prefeito

Nilsão foi prefeito de Jaru de 10 de
novembro a 31 de dezembro de 2000 
(Foto: Acervo da Família)  
João Nilson Dias, conhecido popularmente como Nilsão, nasceu em 24 de julho de 1951 em Tabatinga, São Paulo. Em seguida, morou com os pais na cidade de Mamburê, no Paraná. Em 1980, mudou-se para Rondônia, onde enfrentou uma série de dificuldades, mas, pela sua persistência, conseguiu superá-las.

Como vice-prefeito, Nilsão trabalhou de forma conjunta com o então prefeito Dema, sempre procurando auxiliar o gestor naquilo que o responsável pelo município gostaria de colocar em prática. Durante a gestão do então governador do Estado de Rondônia, José de Abreu Bianco (PFL), Nilsão chegou a ocupar de forma paralela ao cargo de vice-prefeito em Jaru a função de secretário adjunto de obras  no Estado. 

Um dos grandes desafios enfrentados por Nilsão no pouco tempo que ficou à frente da prefeitura foi a queima do prédio do Paço Municipal em 23 de dezembro de 2000, em um incêndio considerado como criminoso pelas autoridades policiais. Mesmo faltando oito dias para terminar a gestão, o então prefeito conduziu o município com firmeza até 31 de dezembro daquele ano e, no dia seguinte, foi substituído por José Amauri dos Santos. Veja aqui uma reportagem do jornal Folha de São Paulo sobre o sinistro que destruiu o prédio da Prefeitura. 

 João Nilson Dias foi diagnosticado com um câncer em 2018 e faleceu aos 67 anos, no dia 22 de dezembro do mesmo ano que recebera o diagnóstico.

                    Resultado das eleições municipais em Jaru:
         Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru






Veja abaixo: Atualização feita em 02/05/2014

Fonte: Jaru Online


Urgente: ex-prefeito de Jaru tem veículo 

alvejado a tiros e morre ao colidir 

de frente com caminhão

O ex-prefeito da cidade de Jaru Ademário Serafim de Andrade, popular Dema, faleceu nesta noite de quinta-feira (01), vítima de um acidente de transito ocorrido na cidade Rolim de Moura, mais precisamente na RO-479 km 08, próximo ao aeroporto daquela cidade.
O veículo HB-20 que era conduzido pelo ex-prefeito bateu de frente com um caminhão boiadeiro, resultando em sua morte instantânea. A perícia da Policia Civil constatou no veículo de Dema, duas perfurações a bala.
O motorista do caminhão disse a Polícia, que Dema seguia em sentido contrário e de repente invadiu a sua pista, ele informou também não lembrar de ter avistado outro veículo seguindo o ex-prefeito.
A Polícia já trabalha na tentativa de elucidar as causas do acidente bem como na identificação dos autores do atentado a bala contra o ex-prefeito da cidade de Jaru.
A situação que ainda está envolto em mistérios, tem como uma das versões para as perfurações no veículo, que ele teria sido alvejado por um motociclista ainda por volta das 19:00 horas na BR 364, entre os município de Ji-Paraná e Presidente Médici, onde segundo informações repassadas por parentes, Dema não teria sido atingido e teria resolvido continuar a viagem até Rolim de Moura, mas ficou com medo e resolveu retornar, momento que teria ocorrido o acidente por volta das 22:00 horas.
Ademário Serafim de Andrade morreu aos 56 anos, ele administrou a cidade de Jaru de 1997 a 2000. Dema era considerado uma das personalidades mais marcante na política local. Ademário tem parte de sua família estabelecida na cidade de Jaru, mas ultimamente residia na cidade de Porto Velho. 
O Vereador Moisés da Manaim, que é genro de Dema, se deslocou nesta madrugada para Rolim de Moura onde está providenciado o traslado do corpo do ex-prefeito para a cidade de Jaru onde será velado até as 18h00 na Primeira Batista Nacional e em seguida levado para Porto Velho na Igreja Presbiteriana do Brasil Gileade onde será velado até as 11h00 deste sábado (03), e em seguida sepultado.
Dema esteve reunido pela última vez com sua família na cidade de Jaru, na tarde desta quinta-feira, e posteriormente seguiu para a cidade de Rolim de Moura. 











Prefeitos de Jaru: José Amauri dos Santos


Então prefeito Amauri (Foto: Beto Neves)
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José Amauri dos Santos nasceu no dia 06 de maio de 1964 em Graccho Cardoso (SE). Filho de Manoel Benivaldo dos Santos e Maria Narcisa Andrade Santos, Amauri viveu em sua cidade natal até 1978 quando se mudou para o município de Conde, localizado na Bahia. Após residir por alguns anos na cidade baiana, Amauri decide se mudar para Pimenta Bueno em 1983 e dois anos depois chega ao município de Jaru. Em 1988, José Amauri dos Santos se casa com Maria Auxiliadora de Oliveira Silva e dessa união nasce um filho: Rafael Oliveira Santos.

 A primeira função pública de Amauri em Jaru foi de Assessor do prefeito Sidney Rodrigues Guerra (PMDB), embora estivesse sido eleito para o cargo de vereador com 405 votos na Eleição Municipal de 1988. Ele trabalhou também como vigia, frentista, garçom, dentre outras funções, mas o seu trabalho predileto, como define, é mesmo fazer política. E foi exatamente na política que Amauri passou a ser conhecido por grande parte da população jaruense.

 José Amauri dos Santos concorreu com inúmeros candidatos na eleição de 1992 e obteve 426 votos, quantidade suficiente para colocá-lo como o segundo mais votado para o cargo de vereador. A atuação de Amauri na Câmara Municipal fez com que o partido em que era filiado o escolhesse como candidato a prefeito na eleição de 1996 pelo Partido Popular Socialista (PPS). Amauri concorreu ao cargo tendo o saudoso Ivo Pereira Lima como candidato a vice-prefeito. Na ocasião eles conquistaram 9.577 votos (41,084% dos votos válidos) e os demais concorrentes alcançaram a seguinte votação: Manoel Rodrigues Nonato (PPB) 89 votos (0,382%), Severino Dias da Silva (PT) 2.966 (12,724%) e Ademário Serafim de Andrade, conhecimento popularmente como Dema, foi eleito como 9.875 votos, o que representava 42,362% do eleitorado. Além disso, durante o mandato do ex-governador Valdir Raupp (PMDB), Amauri foi Secretário de Articulação e desenvolveu diversas ações com os municípios rondonienses.  

Tecnicamente Amauri não saiu derrotado do pleito de 1996, pois mesmo sem um mandato eletivo ele não esqueceu o sonho de ser prefeito de Jaru. Contudo em 1998, ele havia retornado ao PMDB e coloca o seu nome como opção para deputado federal visando representar o Estado de Rondônia em Brasília. Na ocasião, ele recebe 15.208 votos, mas por quatro votos, o município deixa de ter um representante na Câmara Federal. Como a política está em sua veia, Amauri não desiste jamais. Em 2000, ele está de volta ao cenário político e em uma coligação formada por oito partidos é eleito prefeito de Jaru com 15.107 votos, tendo como candidato a vice-prefeito, Leomar José Baratella, o primeiro prefeito eleito pelo povo no município de Jaru. Amauri assume a Prefeitura em 1.º de janeiro de 2001 tendo várias dificuldades para administrar a cidade, pois dias antes de assumir o cargo, um incêndio de grandes proporções – segundo a perícia que investigou o caso, criminoso – destruiu o prédio da prefeitura e consumiu inúmeros documentos ali existentes. 

Prédio da Prefeitura de Jaru sendo consumido pelas chamas no dia 23 de dezembro de 2000 - 9 dias antes da posse de Amauri
Amauri participando da inauguração do prédio do MP de Jaru 

O ano de 2004 seria decisivo para a vida política de Amauri e teoricamente fácil o processo de reeleição. A administração municipal estava estabilizada e ele havia conseguido dezenas de obras de emendas federais e outras com recursos próprios para o município. Durante a entrevista concedida com exclusividade ao escritor Elias Gonçalves, Amauri relembrou algumas delas: asfaltamento das margens da BR 364 (Avenida JK) do Trevo ao Posto Aliança, construção da Clínica da Mulher, Escola de Jaru-Uaru no distrito de mesmo nome e José de Sousa em Tarilândia, além de compra de equipamentos e maquinários para a realização de obras. Amauri considera que a presença constante e diálogo que teve com a bancada federal foram decisivos para a efetivação de diversos convênios que após serem concretizados, trouxeram benefícios concretos para a sociedade jaruense, culminando assim no período em que o município foi contemplado com a maior quantidade de obras de sua história. Amauri foi para a reeleição com o apoio de dez partidos e a votação nas urnas apontou o seguinte resultado: Amauri com 13.625 votos (47,849% dos votos válidos), Ulisses Borges 12.129 (42,595%) e Severino Dias 2.721 (9,556%). Amauri foi considerado oficialmente como prefeito reeleito, entretanto aquela eleição não seria decidida nas urnas, mas na esfera judicial.

Página 01 do Decreto de Amauri por causa do
incêndio no prédio da Prefeitura de Jaru
Poucos dias depois após a proclamação do resultado, uma denúncia foi protocolada na Justiça acusando José Amauri dos Santos e o companheiro dele de partido, o vereador reeleito Ivo Lima de terem supostamente comprado votos. Após a Justiça ouvir várias pessoas das partes envolvidas, Amauri é afastado do cargo no dia 10 de outubro de 2005 e teria que se defender das acusações fora do mandato para qual havia sido conduzido pelo povo. O fato foi precedido por uma turbulência política no município, causando-lhe quase uma intervenção estadual. Veja aqui e também aqui detalhes  do processo de acusação de compra de votos. 

 Indagado pelo escritor Elias Gonçalves a respeito do processo que lhe custou o cargo de prefeito, José Amauri dos Santos foi claro e objetivo. “Uma quadrilha liderada por adversários fez um processo bem montado que não prejudicou o cidadão Amauri, mas a cidade de Jaru”, diz, referindo-se às obras que, segundo ele, foram paralisadas após a mudança repentina na administração municipal. O projeto era asfaltar as margens da BR 364 no perímetro das Linhas 625 a 627, mas foi interrompido em virtude da indefinição política que aconteceu após a saída de Amauri da Prefeitura. Tempos depois após ser afastado do cargo, uma testemunha de acusação alegou que havia recebido recursos financeiros para incriminar Amauri, mas a alegação não foi considerada válida pela Justiça, uma vez que, ao mudar a versão dos fatos, cometeria o crime de falso testemunho e teria de arcar com as consequências.  

Página 02 do Decreto 2960/GP/2001
A população de Jaru parece ter entendido com clareza a mensagem transmitida por Amauri dos Santos desde que o processo de compra de votos veio a público. Em menos de dois anos, o nome dele estava novamente nas ruas e no bom sentido. Amauri concorre ao cargo de deputado estadual em 2006 e alcança a expressiva quantidade de 11.849 votos, o sexto mais votado daquele pleito. Durante o biênio 2009-2010, Amauri foi o segundo secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia, período a qual ele valoriza com tanto carinho e respeito. A eleição de 2008 não teve a participação direta de Amauri. Mas ele participou de forma ativa do pleito que teve o primo dele, Jean Carlos dos Santos como prefeito eleito. Veja a história política de Jean Carlos clicando aqui

Impedido de disputar cargos públicos eletivos por problemas surgidos na época em que era prefeito de Jaru, Amauri ficou um bom tempo fora do pleito eleitoral. Entretanto, como o próprio declara que “tem a política na veia”, o político não desiste fácil. Na eleição municipal de 2020, mesmo disputando “sangrando” (como se diz no jargão político quando alguém concorre a um pleito com uma liminar que pode ser suspensa a qualquer momento), José Amauri dos Santos conseguiu 8.610 votos, o equivalente a 30,35% dos votos válidos. A eleição foi vencida pelo prefeito reeleito João Gonçalves Silva Junior que alcançou 19.357 votos, o que equivaleu a 68,24% da votação considerada válida. 

Vereador Waguinho, de camisa azul claro, professora Vandalúcia, de camiseta rosa e
 Amauri de boné e camisa azul escuro durante a gestão do prefeito

Perfil do vice-prefeito no primeiro mandato (2001-2004)

Leomar José Baratella nasceu em 09 de maio de 1954 em Santa Tereza (ES). Filho do casal Felício Alberto Baratella e Maria Hilda Baratella, logo cedo demonstrou que nasceu para servir. Antes de chegar ao Território Federal de Rondônia, passou alguns dias em Altamira (PA), onde buscava novas oportunidades. Em 22 de novembro de 1980, Baratella se casou com Alzira Baratella e nessa união permaneceu até 05 de junho de 2025, quando a sua esposa faleceu, aos 71 anos, vítima de câncer. Baratella participou do primeiro pleito eleitoral em Jaru e foi eleito como prefeito em 15 de novembro de 1982. Leomar Baratella retornou à política jaruense na eleição de 1990, onde concorreu ao cargo de deputado federal, assim como o seu ex-vice Milton Louzada e o dentista e futuro prefeito de Jaru, Ruy Zimmer. Na ocasião obteve 1148 votos e ficou como suplente. Entre 2001 e 2004 atuou como vice-prefeito de Jaru. O último cargo público de Baratella foi o de Secretário de Gabinete na gestão Ulisses Borges. Confira a história política completa dele clicando aqui.

Perfil do vice-prefeito (2º mandato - janeiro a outubro de 2005)

Melchior Sydnei Daniel, conhecido como Daniel Boiadeiro, nasceu em 06 de janeiro de 1959 no município de Califórnia (PR). Filho de Antônio Daniel Netto e Maria Rosa Daniel, ele veio para Rondônia em 1985 e em 1994 disputou o cargo de deputado estadual pelo PDT, partido a qual tem uma grande trajetória e alcançou 1227 votos, ficando como suplente. Entre 2001 e 2002 foi presidente da Associação dos Criadores de Jaru, organizadora da antiga Expoaja. Em 2002, conforme reportagem do jornal Folha de São Paulo, inicialmente, Daniel foi um dos candidatos a deputado federal pelo PDT, mas ele acabou desistindo da campanha e, com isso, o seu nome não apareceu no resultado oficial da eleição fornecido pelo TRE/RO. Em seguida, fez parte da diretoria de fundação da Associação Agrorural de Jaru, a Cooaja nos primórdios da entidade. 

Em 2004, disputou o cargo de vice-prefeito com José Amauri dos Santos e ambos foram eleitos com 13.625 votos (47,849% dos votos válidos). Porém, devido ao processo de compra de votos enfrentado por Amauri, acabou exercendo o mandato de janeiro a outubro de 2005. Após esse período, Daniel Boiadeiro continuou atuando como pecuarista com presença marcante na liderança da Cooaja, como entre 2022 e 2025, onde voltou a atuar na presidência da organização. Após o fim do mandato de vice-prefeito, Daniel Boiadeiro não disputou mais o voto do eleitor. 

 



Boletim de Ocorrência da queima do prédio da Prefeitura de Jaru 

Página 01

Página 02

Resultado das eleições municipais em Jaru:
Blog do Elias: Resultados das Eleições Municipais em Jaru

Prefeitos de Jaru: Stella Mari

Stella Mari foi prefeita de Jaru por aproximadamente seis meses
(Foto: Flávio Afonso)
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Stella Mari Martoni nasceu no dia 19 de agosto de 1969 em Jacarezinho, município do interior paranaense. Filha de José Martoni Netto e Miriam Figueiredo Martoni, Stella morou em Londrina e em outras cidades do Paraná, até se mudar para Ouro Preto do Oeste (RO) em 1995.

A vinda de Stella Mari para Jaru ocorreu no ano de 1998. Pouco depois ela já estava lecionando nas redes pública e particular do município, ofício que acredita desenvolver com maestria. Stella se considera uma pessoa extrovertida, simpática e coragem para vencer os desafios da vida diária.   Durante as horas vagas prefere ler para estar “sintonizada” com tudo o que acontece ao seu redor, além de obter os conhecimentos necessários no campo profissional.

Stella Mari é formada em Ciências Biológicas, ou Biologia, como é conhecido o curso atualmente. Os vários anos de experiência acabaram lhe credenciando para a vida política. Em 2004, Stella foi escolhida pelo Partido Progressista (PP), sigla partidária a qual estava filiada para ser a candidata na eleição municipal daquele ano. Na ocasião, o partido se coligou com o Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB) que tinha como candidato o então vereador Ulisses Borges de Oliveira. Após reuniões com os líderes dos partidos envolvidos, decidiu-se que Stella seria candidato a vice-prefeita na chapa de Ulisses Borges que contava à época com uma expressiva aceitação popular.

Ex-prefeita Stella Mari (Foto: Flávio Afonso) 
Stella Mari e Ulisses Borges disputaram a Eleição Municipal de 2004 concorrendo com outros dois candidatos: José Amauri dos Santos (PMDB) que buscava a reeleição e Severino Dias da Silva (PT). A eleição apontou o seguinte resultado: Amauri obteve 13.625 votos (47,849% dos votos válidos); Ulisses Borges 12.129 (42,595%) e Severino Dias 2.721 (9,556%). O resultado das urnas definiu Amauri dos Santos como prefeito reeleito, mas o processo eleitoral daquele pleito não terminou no primeiro domingo do mês de outubro, data estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a eleição.

Após a eleição surgiram denúncias em que o então prefeito José Amauri dos Santos figurava como acusado de suposta compra de votos. A Justiça analisou o caso e decidiu afastar Amauri da Prefeitura para que ele se defendesse das acusações fora do cargo. Após o afastamento de Amauri, juntamente com o vereador Ivo Lima que estava passando pela mesma situação, o vice-presidente da Câmara, Agnaldo da Silva Lenque, o Agnaldão, assume a função de prefeito por alguns dias até que houvesse uma decisão judicial mais consistente. Clique aqui e veja a explicação do ex-prefeito Amauri para o caso. 

Ulisses Borges e Stella assumiram a prefeitura no dia 04 de novembro de 2005, mas naquela época ainda havia a possibilidade do prefeito afastado retornar ao cargo, pois o processo ainda não havia sido julgado em última instância. A saída de Amauri da prefeitura foi precedida por um período jamais visto em duas décadas e meia de história que o município tinha de emancipação. Nos onze meses posteriores ao primeiro afastado de Amauri houve dez trocas de prefeito, ou seja, praticamente um prefeito por mês. Em 23 de maio de 2006, Stella Mari foi “Prefeita por um Dia”, pois Ulisses foi afastado do cargo em virtude de algumas acusações que, ao ser entrevistado, negou todas elas. Em 02 de junho de 2008, Stella assume a função de prefeita de Jaru mais uma vez e novamente em 16 de julho de 2008, quando acaba com a turbulência política em que a cidade atravessava e conclui o mandato em 31 de dezembro daquele ano.

A administração da prefeita Stella Mari trouxe algumas conquistas para os cidadãos jaruenses. Ela relata o pagamento dos servidores municipais dentro do mês trabalhado, recuperação de aproximadamente quinze quilômetros de asfalto, o fim da inadimplência municipal, etc. Além disso, conforme detalhou, a instalação dos três primeiros semáforos existentes em Jaru foi feita por sua administração, deixando o município com o trânsito mais organizado, colocando-o no rol das grandes cidades do Estado de Rondônia.

Outras conquistas citadas por Stella Mari se referem à efetivação do Plano de Carreira dos servidores públicos municipais que, embora estivesse sancionado pela administração anterior, não havia saído do papel. Stella diz ainda ter deixado vários convênios assinados para realização de asfalto em algumas ruas de Jaru e dos distritos de Bom Jesus e Tarilândia.

Stella como deputada estadual (Foto: Assessoria)
Em 2010, Stella disputou o cargo de deputada estadual pelo Partido da República e obteve 3.790 votos, o que lhe garantiu a condição de suplente no pleito.  Já no ano de 2011, chegou a figurar na lista de suplentes convocados para deliberar sobre a prisão do então presidente da Assembleia Legislativa, Valter Araújo, acusado de liderar um esquema criminoso durante a Operação Termópilas. Porém, seu mandato propriamente dito foi de 09 de abril de 2014 a 02 de setembro do mesmo ano, por ocasião do afastamento pelo período de 180 dias da deputada Ana Lúcia Dermani de Aguiar, a Ana da 8 (1970-2021), denunciada e condenada por suspeita de corrupção passiva, lavagem dedinheiro e peculato. Clique aqui e veja um resumo da participação feminina na Assembleia Legislativa de Rondônia. 

Stella em 2016 quando foi
candidata a prefeita de Jaru
(Foto: Assessoria)
Fontes da Assembleia Legislativa indicam que durante o mandato Stella Mari fez 43 indicações, 11 Projetos de Decreto Legislativo, 11 Projetos de Lei e dois Requerimentos, além de participar de sessões ordinárias e extraordinárias em sua breve passagem como deputada estadual. Stella se reuniu com prefeitos, representantes de associações e procurou pautar suas ações em defesa da região a qual estava representando.

A última vez em que Stella esteve envolvida na política no âmbito municipal foi em 2016, quando concorreu ao cargo de prefeita ao lado de Cássia Gomes dos Santos, a Cássia Muleta, candidata a vice-prefeita. Na ocasião, obteve a confiança de 6.042 eleitores, o equivalente a 21,94% dos votos válidos. A eleição foi vencida por João Gonçalves Junior. 

Resultado das eleições municipais em Jaru:
         Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru