quarta-feira, 22 de julho de 2026

Escolas de Jaru: Plácido de Castro

José Plácido de Castro (1873-1908)
Veja aqui a fonte da foto acima

 José Plácido de Castro (São Gabriel9 de Setembro de 1873 — Seringal Benfica11 de agosto de 1908) foi um político e militar brasileiro, líder da Revolução Acreana e que governou o Estado Independente do Acre. Era filho do capitão Prudente da Fonseca Castro, veterano das campanhas do Uruguai e Paraguai, e de Dona Zeferina de Oliveira Castro. Descendente de família cristã, recebeu no seu batismo o nome do avô José Plácido de Castro, o major paulista que, após combater na Campanha Cisplatina, trocou o chão paulista pelo do Rio Grande do Sul. Um de seus bisavós, Joaquim José Domingues, foi companheiro de Borges do Canto, na conquista das Missões em 1801, quando este território foi incorporado ao espaço brasileiro.

Plácido começou a trabalhar aos 12 anos - quando perdeu o pai - para sustentar a mãe e seus seis irmãos. Aos 16 anos, ingressou na vida militar chegando a 2° sargento do 1° Regimento de Artilharia de Campanha, mais conhecido como "Boi de Botas", em São Gabriel, hoje quartel do 6° Batalhão de Engenharia de Combate. Quando foi deflagrada a Revolução Federalista, Plácido encontrava-se na Escola Militar do Rio Grande do Sul, o velho Casarão da Várzea, hoje Escola Militar. Um grupo de oficiais e cadetes pediu o fechamento da escola ao presidente Floriano Peixoto, para que pudessem participar, com as forças legais, no combate à Revolução Federalista. Plácido discordava da maioria: acreditava que Deodoro da Fonseca, o presidente anterior, não deveria ter sido substituído por Floriano Peixoto; deveria ter havido eleições diretas e não a posse - como ocorreu - do então vice-presidente. Plácido lutou na Revolução ao lado dos Maragatos, chegando ao posto de Major. Com a derrota para os "Pica-paus", que defendiam o governo Floriano Peixoto, Plácido decide abandonar a carreira militar e recusou a anistia oferecida aos envolvidos na Revolução.                  

Estátua de Plácido de Castro no centro de Rio
Branco em registro feito no dia 29 de julho de 2007
(Foto: Elias Gonçalves)
Em seguida, Plácido mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi inspetor de alunos do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Algum tempo depois, foi fiscal nas docas do porto de Santos, em São Paulo e, voltando ao Rio, obteve o título de agrimensor. Inquieto e à procura de desafios, viajou para o Acre, em 1899, para tentar a sorte como agrimensor. Plácido de Castro estava demarcando o seringal Victoria', quando ficou sabendo do acordo pelos jornais, e viu nisto uma ameaça à integridade do Brasil. Enquanto arregimentava combatentes, o governo do Brasil reconheceu os direitos bolivianos sobre o Acre. Iniciou então um movimento armado contra a Bolívia, pela posse da região.

O governo boliviano enviou um contingente de 400 homens, comandados por Rosendo Rojas. Plácido, com 60 seringueiros, enfrentou a tropa, mas foi fortificado no seringal Empreza (hoje atual Rio Branco), desta vez saindo vencedor. Depois, venceu guarnições bolivianas em Empreza e Puerto Alonso (atual Porto Acre), onde se renderam o general Ibañes e seus soldados. O presidente da Bolívia, general José Manuel Pando, decide então acabar com a revolta e, no comando das tropas, vai ao ataque de Plácido, sem sucesso. Plácido, que na época tinha 27 anos de idade, liderou uma forte revolução com mais de 30 mil homens, vencendo as tropas bolivianas, com quase 100 mil soldados oficiais, e proclamando, pela terceira e última vez, o Estado Independente do Acre, tornando-se presidente do novo país.

Em 1903, através do Tratado de Petrópolis, o Acre foi anexado ao Brasil e o Estado Independente foi dissolvido. Em 1906, Plácido foi nomeado governador do Território do Acre. Depois, viajou para o Rio de Janeiro, para visitar a família. Na então capital federal, ofereceram-lhe os galões de coronel da Guarda Nacional, mas Plácido rejeitou. Quando de seu retorno ao Acre, foi nomeado prefeito da Região do Alto Acre. No dia 9 de agosto de 1908, Plácido de Castro se dirigia à sua propriedade, ao lado de seu irmão Genesco de Castro, quando foi ferido numa emboscada que lhe prepararam mais de uma dezena de jagunços, próximo à propriedade e sob a liderança de Alexandrino José da Silva, o subdelegado das tropas acreanas na Revolução Acreana. Rumores da época diziam que coronel Alexandrino estava insatisfeito com a sua posição no poder do Acre, um posto bem menor que o de Plácido, e por isso armou a emboscada. No dia 11, ardendo em febre, implorou ao irmão, Genesco, de olhos fechados, na presença de vários companheiros dizendo: "Logo que puderes, retira daqui os meus ossos. Direi como aquele general africano: “Esta terra que tão mal pagou a liberdade que lhe dei, é indigna de possuí-los.” Ah, meus amigos, estão manchadas de lodo e de sangue as páginas da história do Acre... tanta ocasião gloriosa para eu morrer...”

O herói rio-grandense foi covardemente trucidado, aos 35 anos de idade, ficando esse crime para sempre impune. Próximo à propriedade do seu assassino, erguido pelos fiéis amigos de Plácido de Castro, há um pedaço de mármore assinalando o local da emboscada. Seus ossos, porém, foram sepultados logo à entrada do Cemitério da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre. Na fronte do pedestal, a família fez questão de deixar gravados, um a um, nome e sobrenome dos suspeitos pelo bárbaro crime.

Demorou mais de um século para o Brasil fazer, finalmente, justiça a um dos seus mais bravos heróis. Em 17 de novembro de 2004, Plácido de Castro - o Libertador do Acre, foi entronizado no Panteão da Pátria e da Liberdade e, teve seu nome escrito no "Livro dos Heróis da Pátria" como o mais novo herói brasileiro. O Panteão da Pátria, construído entre 1985 e 1986, idealizado como um espaço para homenagear os heróis nacionais, está localizado no subsolo da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Por ter sido um dos grandes responsáveis pela anexação do hoje estado do Acre ao Brasil, após a ação diplomática do Barão do Rio Branco no Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903, o intrépido gaúcho, reverenciado como um de seus maiores heróis é o patrono do 4º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro - "Batalhão Plácido de Castro", sediado na capital do estado e integrante do Comando de Fronteira do Acre — e também, da Polícia Militar do Acre.

Em 1976 foi criado um novo município a cem quilômetros de Rio Branco que recebeu o nome de Plácido de Castro, em sua homenagem. Este município, por lei, foi considerado "cidade-irmã" de São Gabriel, cidade natal do heroico revolucionário. Em 1973, quando do centenário de nascimento, foi inaugurado um busto em sua homenagem na Praça Nações Unidas, em Porto Alegre.

 

 A Escola Estadual Plácido de Castro

Decreto de criação da Escola
Plácido de Castro

 A  Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Plácido de Castro é uma das primeiras escolas públicas de Jaru e começou a funcionar  em um prédio oficial no de 1973.  Contudo, conforme consta em documentos oficiais da instituição, o Decreto de Criação é o de n.º 589 de 28 de abril de 1970 e publicado em Diário Oficial nº 4539, de 21 de julho de 1970. Registros apontam a Escola Isolada São João Bosco, localizada às margens da BR-364 nas proximidades do antigo seringal Curralinho, como sendo o primeiro estabelecimento local, cuja construção aconteceu em dezembro de 1970 e a instituição foi inaugurada em 1971.

A escola Plácido de Castro originou-se pela necessidade de atender à clientela existente em Jaru, então impulsionada pela migração. Seu funcionamento estava a cargo do Projeto Ouro Preto e suas primeiras salas de aula ficavam localizadas num prédio do Incra. Teve como fundadores Clara Batista de Andrade, Maria Anna Silva Costa e Dr. Assis Canuto, obtendo aprovação de Marise Castiel. Sua primeira diretora foi a professora Valdivina Rosa de Jesus e Pinho (1947-2025). A escola obteve autorização de funcionamento para vários cursos: Ensino Fundamental (21 de agosto de 1978, através da Portaria n.º 78, homologada no mesmo ano), Magistério (1979, através do decreto n.º 982), Técnico em Contabilidade (1987, mediante a Portaria 105/GAB/SEDUC), Pré-Escolar (Resolução n.º 65/88) e Formação Geral (1998).

Escola Plácido de Castro em registro feito no dia 13 de dezembro de 2006
(Foto: Elias Gonçalves)

Em 2026, a escola Plácido de Castro atende ao Ensino Fundamental II e ao Ensino Médio. A instituição funcionou por um bom período no local onde hoje se localiza a escola Olga Dellaia e em 1980 foi constatada a necessidade de mudar o estabelecimento de ensino de lugar. Naquela época, os alunos de 2.ª a 8.ª séries do do 1º Grau e todos aqueles que cursavam o 2º Grau foram transferidos para a Escola Capitão Sílvio de Farias, ficando apenas com 14 turmas de 1.ª série. Três anos depois, a instituição passou a funcionar com todas as turmas originais num novo prédio, localizado à Rua Plácido de Castro, n.º 2648, construído pelo governo Jorge Teixeira de Oliveira. A escola conta com várias salas de aula, Sala de Recursos, sala de informática, biblioteca devidamente climatizada, sala de multimeios e outras dependências importantes para o seu pleno funcionamento.

Além da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Plácido de Castro em Jaru (RO), existe outra com o mesmo nome no município de Rosário do Sul, no Estado de Rio Grande do Sul, ambas em homenagem ao saudoso José Plácido de Castro.  

Frente da escola Plácido de Castro em registro feito no dia 31 de janeiro de 2020
(Foto: Elias Gonçalves)

Clique aqui  e veja uma Monografia produzida em 2024 especialmente sobre a história da Escola Plácido de Castro.


Clique aqui e conheça um pouco mais da história de Plácido de Castro.

Veja aqui o que Senado Federal publicou sobre José Plácido de Castro.

Veja aqui outros detalhes da história de José Plácido de Castro. 


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Fimca Jaru: História da primeira faculdade de Jaru

 Clique aqui e veja um resumo de cada gestão municipal de Jaru de forma individualizada. 


Prédio da Unicentro em 12 de janeiro de 2014 (Foto: Elias Gonçalves)
Por muito tempo, os estudantes que concluíssem o Ensino Médio em Jaru, não tinham a oportunidade de fazer um curso superior no próprio município. Mas essa realidade começou a mudar no ano de 1999 durante a administração do saudoso prefeito Ademário Serafim de Andrade (1957-2014). A mudança começou através de uma reunião realizada no mês de novembro daquele ano, onde a administração municipal, vereadores, além de representantes da sociedade e da Unipec, faculdade existente em Porto Velho, se reuniram com o intuito de discutir a implantação da primeira instituição com ensino superior presencial na cidade. Um Projeto de Lei de autoria da Prefeitura foi encaminhado à Câmara de Vereadores solicitando autonomia do Executivo Municipal para liberar uma área no perímetro urbano com objetivo de construir o Campus Universitário e a cessão, em regime de comodato, de uma escola que estivesse ociosa no período noturno. Mediante a aprovação do projeto, o município de Jaru contou com a primeira instituição de Ensino Superior: União Centro Rondoniense de Ensino Superior Ltda, depois conhecida apenas como Unicentro. A contrapartida da universidade ficou definida em concessão de uma porcentagem de bolsas a funcionários públicos e familiares destes.

Jornal A Notícia de 22 de novembro de 1999 anunciando a vinda da primeira faculdade
 para Jaru (Foto: Acervo Pessoal de Elias Gonçalves)

O estabelecimento de ensino escolhido à época para abrigar as instalações da Unicentro foi a escola municipal Menézio de Victo, instituição criada através do Decreto nº 2624/GP/99, de 20 de maio de 1999, portanto recém-inaugurada. Informações de bastidores apontam que antes de decidir por implantar a instituição em Jaru, o professor Juarez Américo do Prado (1932-2021) – fundador de várias faculdades, entre elas, Unipec em Porto Velho e Unicentro em Jaru -  esteve em conversa com uma professora local de nome Lucinha durante uma viagem entre Cacoal e Porto Velho. Na oportunidade, tomou conhecimento das dificuldades enfrentadas pela sociedade jaruense para cursar nível superior e que no município haveria demanda para os cursos de Ciências Contábeis, Pedagogia e Letras. Com isso, o planejamento inicial, que era implantar uma faculdade em Guajará-Mirim, acabou ficando em Jaru.

No início da história da Unicentro em Jaru, o senhor Juarez e sua equipe enfrentaram grandes desafios para implantar a primeira faculdade do município, devido, entre outros fatores, à falta de professores capacitados e qualificados para atuarem no ensino superior. Em um primeiro momento, se contratou profissionais de Porto Velho, Ariquemes, Ouro Preto D’ Oeste e Ji-Paraná, uma vez que a instituição tinha como objetivo um ensino qualitativo, além de formar profissionais comprometidos com o desenvolvimento do Estado como um todo. Apesar das dificuldades, em março de 2001, a Unicentro se tornou realidade, sendo autorizada pelo Ministério da Educação a lançar o vestibular para o curso de Administração com habilitação em administração de empresas e administração pública. Devido ao alto número de inscritos para o primeiro vestibular, em janeiro de 2002, passou-se a oferecer também a graduação em Pedagogia.

Em julho de 2002, graças aos investimentos feitos pela Unicentro, foi implantado o Curso de Ciências Contábeis e, logo após, em janeiro de 2003, foi a vez do curso de Letras. O município, carente de profissionais em várias áreas do conhecimento, passou a contar com uma nova opção de formação acadêmica com ensino de qualidade e referência profissional. Ainda em 2003, a Unicentro – também chamada de Faculdade de Educação de Jaru – iniciou a construção do próprio prédio, com objetivo de ampliar as instalações oferecidas aos acadêmicos, já que o ensino de qualidade já havia sido percebido pelos munícipes, além de pessoas oriundas de outras cidades que vinham cursar o ensino superior na referida faculdade. A obra transcorreu em ritmo acelerado e no início do ano de 2004, ocorreu a inauguração do campus da Unicentro, situado à Avenida Otaviano Pereira Neto, s/n, Gleba 53-A.

Agora em um prédio novo com capacidade para atender um número ampliado de acadêmicos, a nova estrutura da Unicentro contava com salas climatizadas, laboratório de informática, biblioteca ampla, além de um excelente corpo docente composto por mestres e especialistas. Desde os seus primórdios, a Unicentro manteve convênios com outras instituições de ensino superior, entre elas a UNIC, de Cuiabá e a UNIPEC, de Porto Velho, pertencente ao mesmo grupo educacional. Além disso, houve parcerias com a Universidade Federal de Rondônia, a UNIR e a APAE, entre outros. As primeiras turmas do curso de Administração se formaram em dezembro de 2004, garantindo assim, a devida qualificação a dezenas de profissionais. Em seguida, no ano de 2005, foi a vez das áreas de Ciências Contábeis e Pedagogia. Cursos como Ciências Biológicas, Gestão Ambiental e Serviço Social, também fizeram parte da extensa gama de graduações ofertadas ao longo da história.

É importante salientar que projetos pedagógicos grandiosos fazem parte da história da Unicentro em Jaru desde o início de suas atividades. Em 10 de outubro de 2005, por exemplo, os universitários do curso de Letras desenvolveram nas dependências da escola Capitão Silvio o projeto “A Última Flor do Lácio”. Por outro lado, a história da Língua Portuguesa foi o destaque durante a “Noite de Arte Moderna”, em ação desenvolvida pelos mesmos acadêmicos. O Arrastacentro, festa junina da Unicentro, também da mesma época, foi um dos destaques que marcou a identidade da faculdade junto à população local.

Mudança em uma marca já consolidada

Fimca Jaru em 20 de julho de 2026 (Foto: Elias Gonçalves)

Em 08 de dezembro de 2016, o grupo que administra a Faculdades Integradas Aparício Carvalho – FIMCA – de Porto Velho, durante evento especial realizado em um conceituado hotel de Jaru, firma termo de Cooperação Técnica com a Faculdade de Educação de Jaru, mantida pela Unicentro – União Centro Rondoniense de Ensino Superior. Como resultado, a então Unicentro passa a fazer parte de um novo grupo educacional e adota o nome FIMCA JARU. A mudança vem com uma grandiosa campanha para os vestibulares do ano seguinte, demonstrando a força e a capacidade da instituição que já se encontrava consolidada no município.

Em 2017, a nova FIMCA JARU contou com os seguintes cursos: Ciências Contábeis e Biológicas, Gestão Ambiental, Recursos Humanos, Agronegócio e Hospitalar, Pedagogia e Serviço Social. À época, o estabelecimento de ensino também ofertou pós-graduação nas respectivas áreas: MBA em Engenharia em Processos de Negócios, MBA em Engenharia Financeira, MBA em Gestão de Pessoas, MBA Gestão e Planejamento, Auditoria e Perícia em Gestão Ambiental, MBA em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Novos Negócios. Outras formações como Direito, curso com bacharelado e duração de cinco anos, também fizeram parte da faculdade em Jaru.

Aguardado com muita expectativa, em 15 de dezembro de 2022, a FIMCA anunciou as inscrições para o curso de Medicina com a quantidade inicial de 50 vagas, o que contribui para que Jaru se transforme, de fato, em um polo acadêmico. Da mesma forma, o IFRO, outro estabelecimento de ensino superior local, também atua no ensino superior, só que, entre outras formações, a de Medicina Veterinária.

Em 2026, a FIMCA JARU conta com as seguintes graduações: Medicina, Direito, Gestão Ambiental, Engenharia Elétrica, Gestão Pública, Gestão de Recursos Humanos, Biomedicina, Enfermagem, Engenharia Civil, Ciências Contábeis, Farmácia, Ciências Biológicas, Gestão Hospitalar, Administração, Odontologia, Agronegócio, Pedagogia, Psicologia e Serviço Social. Além disso, há cursos de pós-graduações em: Análises Clínicas e Toxicologia, Docência na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), Enfermagem em Urgência e Emergência com Ênfase em UTI, Farmacologia Clínica e Atenção Farmacêutica, Gestão, Coordenação e Supervisão Educacional, MBA em Gestão de Marketing e Cooperativas, Metodologia e Didática do Ensino Superior e Saúde Mental e Atenção Psicossocial.

O legado de um nome

Juarez do Prado ao ser homenageado como Cidadão Honorário de Rondônia pela
Assembleia Legislativa do Estado em 2014, uma indicação da deputada Stella Mari
 (Foto: Gente de Opinião)
Juarez Eduardo de Toledo Prado, era conhecido como Juarez Américo Prado, foi fundador da Unicentro em Jaru e nasceu no dia 27 de junho de 1932 no município de Guaxupé (MG). Filho de cafeicultores, ele se formou em Pedagogia, Direito e Administração de empresas. Em 1984, se muda para a cidade de Cacoal, em Rondônia, onde funda a Faculdade de Educação de Cacoal – FEC, posteriormente conhecida como Associação Educacional de Cacoal (UNESC). Veja aqui a publicação original da foto de Juarez do Prado.

Tempos depois, já residindo na Capital de Rondônia, o pioneiro cria a Faculdade de Educação de Porto Velho – UNIPEC em 1997 e  a Faculdade Interamericana de Porto Velho – UNIRON em 1999. Em Jaru, fundou a Faculdade de Educação de Jaru – UNICENTRO em 2001 e em Ji-Paraná, a Faculdade Panamericana de Ji-Paraná – UNIJIPA no ano de 2005.

Juarez do Prado faleceu em 06 de janeiro de 2021, aos 88 anos, vítima de complicações da Covid-19. À época de sua morte, ele residia em Dracena (SP), local que também teve uma história marcante. Sua então esposa, Maria Julia de Toledo Prado, morreu onze dias depois, aos 90 anos.

Escolas de Jaru: Instituto Federal de Rondônia - IFRO

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Professor Sérgio, servidor do IFRO, discursando em Jaru no dia 21 de maio de 2012 durante
a aula inaugural do Polo Avançado do IFRO em Jaru (Foto: Elias Gonçalves)














A história do IFRO – Instituto Federal de Rondônia – em Jaru começou no ano de 2012 com a criação de um Polo Avançado em parceria com a Prefeitura de Jaru, onde eram oferecidos diversos cursos à distância nas áreas de Informática, Finanças e Agente Comunitário de Saúde. O passo seguinte foi pensar em um local em que a instituição pudesse funcionar de forma estruturada e com isso o município pudesse contar com o primeiro estabelecimento de ensino federal.

 Em 02 de dezembro de 2014, a Prefeitura de Jaru, durante a gestão da prefeita Sônia Cordeiro, mediante a aprovação da Câmara Municipal, sancionou a Lei nº 1974/GP/2014, onde o Executivo Municipal estava autorizado a doar ao IFRO um imóvel, onde, à época, funcionava a secretaria municipal de Obras e Meio Ambiente. O terreno era no mesmo lugar em que décadas passadas acontecia as festividades da Exposição Agropecuária de Jaru, a Expoaja.

O terreno doado conta com 49 mil m², tamanho suficiente para que o futuro campus do Instituto Federal de Rondônia tivesse plenas condições de se instalar e construir suas dependências de forma que pudesse atender à classe discente no mesmo padrão de outras localidades do Estado onde o IFRO se faz presente. Após os trâmites necessários no que se refere ao processo de doação, houve uma grande união da classe política para que o município pudesse contar de fato com uma instituição federal de grande porte.

Um dos políticos entusiastas do projeto, o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB) colocou emendas federais com valores até então jamais vistos para Jaru. Com isso, as emendas liberadas por meio do parlamentar custearam boa parte das despesas que eram necessárias para colocar em prática as atividades projetadas pela instituição.´

Prédio do IFRO em 28 de outubro de 2024 
(Foto: Elias Gonçalves)

As aulas presenciais no IFRO em Jaru tiveram início em fevereiro de 2017 com os seguintes cursos: Técnico em Segurança do Trabalho (concomitante e subsequente ao ensino médio), Técnico em Comércio (concomitante ao ensino médio), além de Técnico em Finanças e Técnico em Cooperativismo. A inauguração da primeira etapa das instalações ocorreu em maio de 2017, com a presença do então Ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho e possibilitou que o então Campus Avançado se transformasse em Campus Jaru, garantindo assim um grande progresso na instituição no que tange não apenas à sua estrutura física, mas ao apoio logístico do governo federal com equipamentos, bem como no quantitativo de servidores.

Jaru e Região estão em um local onde a produção rural se destaca em vários sentidos. Pensando em oportunizar aos munícipes uma formação onde há público para se atuar, o Instituto Federal de Rondônia lançou com grande sucesso em outubro de 2018 o Edital para o processo de seleção dos acadêmicos de Medicina Veterinária, cuja duração é de cinco anos. As aulas da primeira turma foram iniciadas no primeiro semestre de 2019 e representaram um marco na história contemporânea local, sendo o primeiro curso superior presencial oferecido gratuitamente à população.

Em março de 2023, a Prefeitura de Jaru anunciou a aquisição de um lote rural para a implantação de uma fazenda experimental destinada às atividades dos cursos Medicina Veterinária e Zootecnia. Com isso, o campus do IFRO Jaru terá plenas condições de possibilitar à classe discente aulas mais dinâmicas e diversificadas, visando, dessa maneira, formar alunos e acadêmicos devidamente capacitados para desenvolver as suas habilidades de forma mais eficiente.

Outro projeto que marca a história do campus IFRO Jaru é a “Escola do Chocolate”. Conforme afirma a instituição,  “o projeto surge a partir de parcerias institucionais firmadas inicialmente entre o Campus Jaru e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RO), no ano de 2021, para o desenvolvimento de ações em prol do Projeto Cacau Sustentável de Rondônia, que é coordenado pela gerência local do Sebrae em Jaru e conta com outros parceiros como: Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), entre outros parceiros”.

Ainda sobre o assunto, conforma declara o IFRO, um dos grandes focos do projeto Escola do Chocolate “é valorizar e impulsionar a agricultura familiar, oportunizando novas formas de renda e a venda de produtos de maior qualidade. Para isso, em 2023 foram direcionados 5 milhões de reais via emenda parlamentar do Senador Confúcio Moura. Para 2024, estão programados mais 5 milhões para continuidade e expansão do projeto, também via emenda do senador. “Ainda existe o planejamento de liberação por parte do senador de um valor aproximado de 10 milhões, em um prazo de três anos, para que se chegue a 2.100.000 (dois milhões e cem) mudas doadas aos produtores rurais (cacauicultores) do estado de Rondônia”.

Em 2024, o campus do IFRO em Jaru oferece os seguintes cursos: Técnico em Agronegócio (subsequente ao ensino médio), Técnico em Alimentos (integrado ao ensino médio), Técnico em Comércio (integrado e subsequente), Zootecnia (nível médio), Técnico em Segurança do Trabalho (subsequente), além de Bacharelado (nível superior) em Medicina Veterinária, Tecnologia em Gestão Pública (EaD) e em Gestão Comercial (EaD). Já em julho de 2026, o campus do IFRO em Jaru foi contemplado com o curso de Agronomia.

 Referências:

INSTITUTO FEDERAL DE RONDÔNIA. Campus Avançado Jaru inicia atividades em sede própria. Disponível em: <https://portal.ifro.edu.br/ultimas-noticias/2171-campus-avancado-jaru-inicia-atividades-em-sede-propria>. Acesso em: 13. Jun. 2024.

________________________. Campus Jaru realiza lançamento de curso técnico em zootecnia. Disponível em: <https://portal.ifro.edu.br/ultimas-noticias/11468-campus-jaru-realiza-lancamento-de-curso-tecnico-em-zootecnia>. Acesso em: 28. Jun. 2024.

___________________________. Conheça o Projeto Escola do Chocolate desenvolvido pelo IFRO Campus Jaru. Disponível em: <https://portal.ifro.edu.br/ultimas-noticias/14755-do-cultivo-ao-processamento-do-cacau-conheca-o-projeto-escola-do-chocolate-desenvolvido-pelo-ifro-campus-jaru>. Acesso em: 18. Jun. 2024.

________________________. Curso Técnico em Zootecnia do Campus Jaru contribuirá com o desenvolvimento regional. Disponível em: <https://portal.ifro.edu.br/ultimas-noticias/11481-curso-tecnico-em-zootecnia-do-campus-jaru-contribuira-com-desenvolvimento-regional>. Acesso em: 28 Jun. 2024.

_______________________________. Cursos Jaru. Disponível em: <https://portal.ifro.edu.br/jaru/cursos>. Acesso em: 13. Jun. 2024.

______________________________. Ministro da Educação inaugura primeira etapa da unidade do IFRO em Jaru. Disponível em: https://portal.ifro.edu.br/ultimas-noticias/2709-ministro-da-educacao-inaugura-primeira-etada-da-unidade-do-ifro-em-jaru>. Acesso em: 13. Jun. 2024.

JARU ONLINE. Ministro da Educação em Jaru lança obra de Clínica Veterinária do IFRO com recursos do deputado Lúcio Mosquini. Disponível em: https://jaruonline.com.br/ministro-da-educacao-em-jaru-lanca-obra-da-clinica-veterinaria-do-ifro-com-recursos-do-deputado-federal-lucio-mosquini/>. Acesso em 14. Jun. 2024.

__________. Agronomia será realidade no IFRO de Jaru. Disponível em: <https://jaruonline.com.br/agronomia-sera-realidade-no-ifro-de-jaru/>. Acesso em 11. Jul. 2026.

___________________________. Realidade! Processo seletivo para curso de Medicina Veterinária no IFRO Jaru está aberto. Disponível em: <https://jaruonline.com.br/realidade-processo-seletivo-para-curso-de-medicina-veterinaria-no-ifro-jaru-esta-aberto/>. Acesso em: 18. Jun. 2024.

___________________________. Jaru: Construção da Clínica Veterinária do IFRO segue em ritmo acelerado. Disponível em: <https://jaruonline.com.br/jaru-construcao-da-clinica-veterinaria-do-ifro-segue-em-ritmo-acelerado/>. Acesso em: 18. Jun. 2024.

NEWS RONDÔNIA. Prefeito de Jaru anuncia aquisição de um lote rural para a implantação da fazenda experimental do IFRO. Disponível em: <https://newsrondonia.com.br/noticias/2023/03/13/prefeito-de-jaru-anuncia-a-aquisicao-de-um-lote-rural-para-a-implantacao-da-fazenda-experimental-do-ifro/>. Acesso em: 13. Jun. 2024.

PREFEITURA DE JARU. Lei nº 1974/GP/2014. Disponível em: <https://transparencia.jaru.ro.gov.br/transparencia/aplicacoes/publicacao/download.php?id_doc=002078&extencao=PDF>. Acesso em: 13. Jun. 2024.

RONDONIAGORA. IFRO de Jaru poderá sair do papel, garante deputado Lúcio Mosquini. Disponível em: <https://www.rondoniagora.com/geral/ifro-de-jaru-podera-sair-do-papel-garante-deputado-lucio-mosquini>. Acesso em: 13. Jun. 2024.

TUDO RONDÔNIA. Jaru terá hospital veterinário público do IFRO com recursos do deputado Mosquini. Disponível em: <https://www.tudorondonia.com/noticias/jaru-tera-hospital-veterinario-publico-do-ifro-com-recursos-do-deputado-mosquini,55331.shtml>. Acesso em: 18. Jun. 2024.

sábado, 18 de julho de 2026

Prefeitos de Jaru: Leomar José Baratella

Baratella foi foto registrada
em 2012 (Foto: Elias Gonçalves)

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Leomar José Baratella nasceu no dia 9 de maio de 1954 em Santa Tereza (ES). Filho do casal Felício Alberto Baratella e Maria Hilda Baratella, logo cedo demonstrou que nasceu para servir. Antes de chegar ao estado de Rondônia ele passou alguns dias em Altamira no Pará, local onde buscava novas oportunidades. Contudo, como não havia encontrado o que almejava, voltou para a sua terra natal e em meados da década de setenta procurou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Velho com o objetivo de alcançar o que havia planejado.

Ao procurar o Incra na Capital de Rondônia, Baratella recebeu uma resposta positiva e foi encaminhado para a vila de Jaru em 8 de março de 1976. Trabalhar no órgão era um sonho que ele havia conseguido e desde então procurava fazer jus ao cargo que lhe fora atribuído. “Naquela época, a localidade era um projeto do Incra e demonstrava ser um lugar promissor, pois todos os dias chegavam novas famílias de colonos”, revelou Leomar Baratella ao escritor Elias Gonçalves. A formação que Baratella teve em Santa Tereza na área de Técnicas Agrícolas (nível médio) lhe ajudou muito na hora de tomar decisões de acordo com as necessidades dos moradores do distrito de Jaru, um local que, segundo ele, desde o princípio, apresentou plenas condições de desenvolvimento.

Leomar José Baratella em foto registrada
no ano de 2006 (Foto: Elias Gonçalves)
Leomar Baratella se casou com Alzira Baratella em 22 de novembro de 1980. Dessa união nasceram três filhos: Renato, Luana e Luciana. O trabalho desenvolvido por Baratella no então distrito fez com que ele conquistasse a simpatia de muita gente. Diante disso, após a emancipação de Jaru, surgiu a oportunidade de disputar a primeira eleição municipal que ocorreu em 15 de novembro de 1982. Baratella revelou que o pleito eleitoral foi um dos mais difíceis que ele participou. 

As regras da eleição permitiram que mais de um candidato do mesmo partido disputasse o pleito. Estiveram na disputa seis candidatos, dois do Partido Democrático Social (PDS), três do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e um do Partido dos Trabalhadores (PT). São eles: Sidney Rodrigues Guerra (PMDB), José Alves do Nascimento (PMDB), Vicente de Souza Ramos (PMDB), Anedino Carvalho (PT), Francisnaldo Bezerra (PDS – candidato apoiado pelo governador Jorge Teixeira) e Leomar José Baratella (PDS). A disputa foi a mais acirrada de todos os tempos em Jaru. Baratella foi eleito com 2544 votos, uma diferença de apenas três votos para o segundo colocado do partido, o funcionário da Companhia de Desenvolvimento de Rondônia (Codaron), Francisnaldo Bezerra, falecido em 08 de junho de 2019, aos 66 anos

A diplomação dos candidatos eleitos foi realizada no dia 15 de dezembro de 1982. O evento foi realizado no então Cine San Remo sob a presidência do juiz Roosevelt Queiroz Costa. A posse do prefeito e dos vereadores ocorreu em 1º de fevereiro de 1983, data da instalação do município de Jaru. Na ocasião, o prefeito nomeado em Cargo de Comissão, Raimundo Nonato da Silva, deixa o cargo e Leomar José Baratella, tendo como vice-prefeito Milton Louzada, assume como primeiro prefeito eleito pelo voto popular. O mandato de Baratella foi concluído em 31 de dezembro de 1988, sendo precedido por Sidney Rodrigues Guerra, o segundo prefeito eleito a assumir o cargo no município.

O Estádio Leal Chapelão (na fonte acima em
2024) foi construído na gestão Baratella
(Foto: Assessoria de Imprensa / Prefeitura de Jaru)
Baratella relatou algumas obras feitas em Jaru durante o período em que administrou o município. As principais realizações são referentes à área de infra-estrutura como asfalto, aberturas de ruas, dentre outras. Ele destaca também as seguintes construções: Estádio Leal Chapelão, Praça Municipal, Câmara de Vereadores, Prefeitura, Fórum, Hospital Público, além das escolas Plácido de Castro e Raimundo Cantanhêde (hoje CTPM XIII) e cerca de cem estabelecimentos de ensino na área rural. 
              

Leomar José Baratella (de barba) ao lado do Presidente da República, João Figueiredo
e do governador de Rondônia, Jorge Teixeira. Na foto acima, o presidente do Incra em Rondônia,
 Paulo Yokota discursa durante a entrega de 3.700 títulos do Projeto Integrado de Colonização
 Padre Adolpho Rohl em Jaru no dia 26 de julho de 1984
 (Foto: Acervo Pessoal de Leomar José Baratella)

Em toda a história de Jaru, apenas em uma oportunidade o município recebeu a visita da autoridade política mais importante do país: o Presidente da República. E isso aconteceu justamente no mandato de Leomar José Baratella. A visita foi em 26 de julho de 1984 para a entrega de 3.700 títulos definitivos do Projeto Integrado de Colonização (PIC) Padre Adolpho Rohl. O então prefeito Leomar Baratella recepcionou o Presidente João Batista de Oliveira Figueiredo e o presidente do Incra em Rondônia, Paulo Yokota em um evento que marcou positivamente a cidade. Para ver mais fotos da visita do Presidente da República em Jaru clique aqui.

Leomar Baratella retornou à política jaruense na eleição de 1990, onde concorreu ao cargo de deputado federal, assim como o seu ex-vice Milton Louzada e o dentista e futuro prefeito de Jaru, Ruy Zimmer. Na ocasião obteve 1148 votos e ficou como suplente. Em 2000, apareceu novamente no cenário político, participando da disputa ao lado de José Amauri dos Santos (Amauri) com o cargo de vice-prefeito. Juntos, vencem com uma expressiva votação o então prefeito Ademário Serafim de Andrade (Dema) que buscava a reeleição. O último cargo de Baratella na esfera municipal foi na função de Chefe de Gabinete durante o mandato do ex-prefeito Ulisses Borges de Oliveira

Perfil do vice-prefeito 

Milton Louzada na época em que foi 
vice-prefeito de Jaru
(Foto: Acervo de Teófilo Lourenço de Lima)
Milton Louzada de Almeida nasceu no dia 07 de fevereiro de 1948 em Érico Cardoso (BA). Filho de Exuperio Domingues de Almeida e Alaydes Louzada de Almeida, Milton veio para Jaru em março de 1977. Em 1982, disputou o cargo de vice-prefeito com Leomar José Baratela candidato a prefeito e ambos foram eleitos para o mandato de 1º de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988.

Em 1990, Milton concorreu a deputado federal e alcançou 1379 votos, ficando como segundo suplente da coligação por apenas nove votos. No ano 2000, ao disputar o cargo de vereador em Jaru, teve 357 votos e foi eleito por média. Já em 2004, conseguiu 579 votos e ficou na suplência. Depois disso, Milton não se envolveu mais na política como candidato. 

Milton Louzada como vereador em Jaru
(Foto: Acervo da Câmara Municipal de Jaru)












Resultado das eleições municipais em Jaru:
                           Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru




Prefeitos de Jaru: Dema

Ex-prefeito Dema 
(Foto: Acervo da Família)
Clique aqui e veja um resumo de cada gestão de forma individualizada. 

Ademário Serafim de Andrade (1957-2014), conhecido popularmente como Dema, nasceu no dia 19 de maio de 1957 em Colônia Leopoldina no Estado de Alagoas. Filho dos agricultores Otávio Luís de Andrade e Maria Osair Nunes de Andrade, ainda criança Dema migrou com a família para Porecatu no Paraná antes de fixar residência em Rondônia. Em 1977, a família decide se mudar para a região de Ji-Paraná, local em que possuía terras. Na época, Dema começou a trabalhar no ramo de transporte, adquiriu um caminhão, depois uma frota, permanecendo algum tempo nessa localidade.

Familiares do ex-prefeito Dema que residem em Jaru disseram ao escritor Elias Gonçalves que ele chegou à cidade no ano de 1989 e em pouco tempo começou a trabalhar no ramo de beneficiamento da borracha e arrendou uma usina do ramo no município. Mais tarde, Dema adquiriu a usina e se mudou para Jaru, onde se estabeleceu. Durante vários anos, a empresa Quirino do Norte de sua propriedade funcionou no município, gerando assim diversos empregos e renda para parte da população. “Dema tinha um perfil de administrador e era muito organizado”, relatou a ex-esposa dele, Lúcia Costa. Dema se casou com Lúcia Costa em 1987, em uma união que durou até o ano de 2002. Dessa união nasceram duas filhas: Daiany e Beatriz. Em 2002, Dema foi residir em outra localidade, porém as filhas optaram por continuar morando em Jaru.

Ademário Serafim de Andrade disputou a primeira eleição em Jaru no ano de 1992 incentivado por um amigo, o saudoso advogado Aparício Paixão. Na oportunidade ele concorreu ao cargo de prefeito com outros três candidatos: Airam Fernandes Lage, Francisnaldo Bezerra e Ruy Luiz Zimmer. O pleito foi vencido por Ruy Zimmer e Dema alcançou o terceiro lugar com 4033 votos, uma diferença de 1846 votos para o 1.º colocado e de 940 para o segundo mais votado naquela eleição, Francisnaldo Bezerra. O resultado o colocou como uma das principais lideranças do município de Jaru, em virtude da grande aceitação popular.

Dema e Nilsão (Fonte desconhecida) 
Em virtude da votação expressiva obtida no pleito eleitoral de 1992, dois anos depois Dema reaparece no cenário político. Dessa vez, como 1.º suplente do candidato ao Senado, Ernandes Amorim. Amorim é eleito Senador e Dema passa a ser suplente do cargo e na ausência do titular poderia assumir uma cadeira no Senado Federal.

O ano de 1996 foi decisivo na vida política de Ademário Serafim de Andrade. O município se preparava para eleger o quarto prefeito e Dema colocou o seu nome para ser apreciado pelos eleitores. Além de Dema, outros quatro candidatos disputaram o cargo: José Amauri dos Santos (PPS), Sônia Lúcia Costa (PL), Severino Dias da Silva (PT) e Manoel Rodrigues Nonato (PPB). Segundo informações descritas no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO), a eleição apontou o seguinte resultado: Ademário Serafim de Andrade foi eleito com 9875 votos (42,362% dos votos válidos), José Amauri dos Santos alcançou 9.577 (41,084%), Sônia Lúcia Costa 580 (2,488%), Severino Dias da Silva 2.966 (12,724%) e Manoel Rodrigues Nonato com 89 votos e o percentual de 0,382%.

Dema administrou o município de Jaru em conjunto com o vice-prefeito João Nilson Dias, o popular Nilsão. Fontes ouvidas pelo autor relataram que Ademário Serafim de Andrade procurou conduzir os destinos da cidade com dedicação em tempo integral, exigindo muito de si mesmo, além de acompanhar e fiscalizar as obras que estavam sendo feitas. Dema possuía uma visão futurista e constatou e necessidade de se criar mais duas secretarias: a Secretaria Municipal do Trabalho e Ação Social (Semtas) e Secretaria Municipal de Agricultura. Ao criar as novas pastas, Dema traçou metas a serem desenvolvidas por cada uma delas e pelas demais, uma vez que, conforme acredita, era preciso investir na melhoria de vida da população, além de atrair novas empresas para o município, gerando assim emprego e renda.

Prefeito Dema abraçando Maria Graciana, a doadora do terreno onde a escola JK, situada à Linha 617, foi construída (Fonte: Jornal A Notícia)

Um dos projetos implantados pela administração do então prefeito Dema (1997-2000) trata-se do Projeto Água Viva, um projeto de piscicultura que visava aumentar a renda familiar, executado com o apoio da Suframa. Além disso, foram distribuídas cerca de três milhões de mudas de café através da Secretaria de Agricultura, prestando assim um atendimento diferencial ao produtor rural. 

Dema sendo entrevistado pelo radialista Ivan Gonzaga
(Fonte desconhecida)
Durante o mandato do prefeito Ademário Serafim de Andrade, diversas obras que aconteceram no município tiveram o apoio da esfera federal. Foi o primeiro momento que Jaru teve um deputado federal, sendo representado, à época, por Silvernani Santos. As emendas liberadas pelo governo federal contemplaram várias obras, dentre elas estão as seguintes: construção de um ginásio coberto e um centro olímpico nas dependências do Estádio Municipal Leal Chapelão, a quadra esportiva da Escola Municipal Jean Carlos Muniz, implantação da Biblioteca Municipal, canalização de córregos entre as Ruas Afonso José e Rio de Janeiro, além da construção da Maternidade Infantil anexa ao prédio do Hospital Municipal.

As obras feitas durante a administração Dema possibilitaram ao município de Jaru a indicação de “Cidade Modelo Ano 2000” pelo jornal Correio do Recife. O fato foi muito comemorado pelo prefeito, principalmente após a divulgação do resultado, pois o município recebeu dos organizadores o diploma de honra ao mérito. À época, Dema que foi escolhido como “Prefeito Expoente Nacional” definiu a conquista inédita na história do município como o reconhecimento de um trabalho feito com zelo e ações concretas em benefício da coletividade.

O ano 2000 seria muito importante para Ademário Serafim de Andrade demonstrar que estava preparado para continuar administrando o município. As eleições municipais haviam chegado e ele disputou a reeleição concorrendo com os seguintes candidatos: José Amauri dos Santos (PMDB) e Carlos Henrique Bueno da Silva, o doutor Carlos (PT), eleito. Contudo o inesperado aconteceu após a abertura das urnas. O pleito municipal apontou o seguinte resultado: José Amauri dos Santos foi eleito com 15.107 votos (56,58% dos votos válidos) e Dema ficou em segundo lugar com 7.648 (28,64%). O representante do Partido dos Trabalhadores conseguiu 3.945 votos, o que representava 14,77%, conforme informa o Tribunal Regional Eleitoral. Doutor Carlos se candidatou a deputado estadual dois anos depois e, em 2002, foi eleito para o cargo com 4.618 votos. 

Ademário Serafim de Andrade não concluiu o mandato de prefeito até o dia 31 de dezembro do ano 2000, data definida como o último dele no cargo em virtude de não ter alcançado a almejada reeleição. Em 10 de novembro de 2000, por decisão da Justiça, o vice-prefeito Nilsão foi empossado como prefeito devido ao afastamento do então gestor municipal.  

Em 18 de agosto de 2002, o ex-administrador de Tarilândia, José de Souza Silva (1954-2002) foi assassinado e a investigação apontou Dema como mandante do crime durante julgamento realizado em dezembro de 2004. Dema também enfrentou condenações relacionadas à área da saúdeO ex-prefeito foi preso, cumpriu a pena imposta pela Justiça, em 1º de maio de 2014, quando morreu em um acidente de trânsito no km 08 da RO-479 na região de Rolim de Moura (RO), estava respondendo em liberdade às acusações que enfrentou ao longo da vida. 

Perfil do vice-prefeito

Nilsão foi prefeito de Jaru de 10 de
novembro a 31 de dezembro de 2000 
(Foto: Acervo da Família)  
João Nilson Dias, conhecido popularmente como Nilsão, nasceu em 24 de julho de 1951 em Tabatinga, São Paulo. Em seguida, morou com os pais na cidade de Mamburê, no Paraná. Em 1980, mudou-se para Rondônia, onde enfrentou uma série de dificuldades, mas, pela sua persistência, conseguiu superá-las.

Como vice-prefeito, Nilsão trabalhou de forma conjunta com o então prefeito Dema, sempre procurando auxiliar o gestor naquilo que o responsável pelo município gostaria de colocar em prática. Durante a gestão do então governador do Estado de Rondônia, José de Abreu Bianco (PFL), Nilsão chegou a ocupar de forma paralela ao cargo de vice-prefeito em Jaru a função de secretário adjunto de obras  no Estado. 

Um dos grandes desafios enfrentados por Nilsão no pouco tempo que ficou à frente da prefeitura foi a queima do prédio do Paço Municipal em 23 de dezembro de 2000, em um incêndio considerado como criminoso pelas autoridades policiais. Mesmo faltando oito dias para terminar a gestão, o então prefeito conduziu o município com firmeza até 31 de dezembro daquele ano e, no dia seguinte, foi substituído por José Amauri dos Santos. Veja aqui uma reportagem do jornal Folha de São Paulo sobre o sinistro que destruiu o prédio da Prefeitura. 

 João Nilson Dias foi diagnosticado com um câncer em 2018 e faleceu aos 67 anos, no dia 22 de dezembro do mesmo ano que recebera o diagnóstico.

                    Resultado das eleições municipais em Jaru:
         Blog do Elias: Resultado das Eleições Municipais em Jaru






Veja abaixo: Atualização feita em 02/05/2014

Fonte: Jaru Online


Urgente: ex-prefeito de Jaru tem veículo 

alvejado a tiros e morre ao colidir 

de frente com caminhão

O ex-prefeito da cidade de Jaru Ademário Serafim de Andrade, popular Dema, faleceu nesta noite de quinta-feira (01), vítima de um acidente de transito ocorrido na cidade Rolim de Moura, mais precisamente na RO-479 km 08, próximo ao aeroporto daquela cidade.
O veículo HB-20 que era conduzido pelo ex-prefeito bateu de frente com um caminhão boiadeiro, resultando em sua morte instantânea. A perícia da Policia Civil constatou no veículo de Dema, duas perfurações a bala.
O motorista do caminhão disse a Polícia, que Dema seguia em sentido contrário e de repente invadiu a sua pista, ele informou também não lembrar de ter avistado outro veículo seguindo o ex-prefeito.
A Polícia já trabalha na tentativa de elucidar as causas do acidente bem como na identificação dos autores do atentado a bala contra o ex-prefeito da cidade de Jaru.
A situação que ainda está envolto em mistérios, tem como uma das versões para as perfurações no veículo, que ele teria sido alvejado por um motociclista ainda por volta das 19:00 horas na BR 364, entre os município de Ji-Paraná e Presidente Médici, onde segundo informações repassadas por parentes, Dema não teria sido atingido e teria resolvido continuar a viagem até Rolim de Moura, mas ficou com medo e resolveu retornar, momento que teria ocorrido o acidente por volta das 22:00 horas.
Ademário Serafim de Andrade morreu aos 56 anos, ele administrou a cidade de Jaru de 1997 a 2000. Dema era considerado uma das personalidades mais marcante na política local. Ademário tem parte de sua família estabelecida na cidade de Jaru, mas ultimamente residia na cidade de Porto Velho. 
O Vereador Moisés da Manaim, que é genro de Dema, se deslocou nesta madrugada para Rolim de Moura onde está providenciado o traslado do corpo do ex-prefeito para a cidade de Jaru onde será velado até as 18h00 na Primeira Batista Nacional e em seguida levado para Porto Velho na Igreja Presbiteriana do Brasil Gileade onde será velado até as 11h00 deste sábado (03), e em seguida sepultado.
Dema esteve reunido pela última vez com sua família na cidade de Jaru, na tarde desta quinta-feira, e posteriormente seguiu para a cidade de Rolim de Moura.