quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Literatura Jaruense: Maurício Brito

 Clique aqui e conheça a história da educação em Jaru

Clique aqui e veja o resumo da vida literária do escritor Elias Gonçalves, o autor desse blog

Maurício Brito em 13 de fevereiro em 2022
(Foto: Acervo do Autor)

A produção literária em Jaru contempla vários gostos e estilos. E o público evangélico, além de outras pessoas que buscam respostas para questões essenciais da vida dentro da respectiva literatura, tem opção local para servir de referências em suas indagações. Um dos nomes literários dentro do segmento trata-se do pastor Maurício Ferreira Brito, autor de mais de cinquenta artigos com os temas família, teologia e outros assuntos relacionados à igreja evangélica.

Maurício Brito chegou a Jaru em 1982 e o seu primeiro contato com a literatura ocorreu dez anos depois com a publicação dos primeiros artigos dentro do tema teológico. Além da produção de artigos, Brito foi responsável pela elaboração de vários livros pequenos e apostilas para estudos bíblicos direcionado a casais, jovens e adolescentes para estudos rotineiros na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em Jaru. Por sempre gostar de ler e pesquisar, nesse percurso da história se identificou com a escrita. No início alguns olhavam com receio, mas a maioria das pessoas via com bons olhos, uma vez que os trabalhos produzidos tinham embasamento dentro do contexto bíblico.

Antropologia Teológica, o primeiro
livro de Maurício Brito
(Foto: Acervo do Autor)

As produções seguiam uma linha teológica específica e enfatizavam a participação do ser humano dentro do contexto religioso, suas crenças e seus valores. Através da publicação de seus textos na internet surgiu a ideia de se produzir uma obra literária. Embora já tivesse esse pensamento, o primeiro contato foi da editora AD Santos, a mesma que publicaria o seu primeiro livro, solicitando algumas informações sobre os textos produzidos, uma vez que a mesma gostaria de lançar uma obra dentro do tema abordado por Brito.

Após o contato da editora, os primeiros materiais foram encaminhados e depois de serem analisados e feitas as devidas correções ortográficas, o livro Antropologia Teológica – Estudo e Análise do Homem entrou para o projeto editorial e seguiu para o setor de produção. Entre o envio do texto e a produção da obra propriamente dita, durou-se aproximadamente seis meses. A editora adquiriu os direitos autorais, de distribuição e de uma possível tradução para línguas estrangeiras, caso considere necessário. Lançada em 2011, a obra pode ser adquirida na livraria da própria editora e em vários distribuidores de todo o país.

Sentimentos que Adoecem
a Alma & Os Caminhos da Cura
,
foi o segundo livro de Maurício 
Brito (Foto: Acervo do Autor)

Maurício Brito se considera como uma pessoa que busca através de seus escritos facilitar o entendimento das pessoas sobre questões relacionadas à igreja de forma contextualizada, sanando assim muitas dúvidas relacionadas à vida prática. No primeiro quadrimestre de 2015, o escritor estava produzindo um livro dentro do campo motivacional e já havia iniciado os primeiros contatos com uma editora do Rio de Janeiro, visando à publicação do livro.

Perfil profissional

O pastor Maurício Brito é pastor, educador, psicólogo, pedagogo, filósofo, teólogo e escritor, com atuação nas áreas de educação, psicologia, teologia, formação humana, família e desenvolvimento integral do ser humano. Ao longo da sua trajetória profissional e ministerial, tem desenvolvido estudos, projetos e trabalhos voltados à compreensão do ser humano em suas dimensões psicológica, educacional, social, filosófica e espiritual, buscando estabelecer diálogos entre diferentes áreas do conhecimento.

Psicologia da Família Cristã, a terceira obra de 
Maurício Brito (Foto: Acervo do Autor)

Sua atuação como educador e profissional das áreas de Psicologia e Pedagogia está associada à experiência na formação de pessoas, orientação educacional, desenvolvimento humano e reflexão sobre os desafios contemporâneos da família, da educação e da vida espiritual.

Na área teológica, dedica-se ao estudo do ser humano à luz das Escrituras, relacionando princípios bíblicos com conhecimentos da Psicologia, Filosofia e Educação. Como escritor, tem produzido obras que abordam temas relacionados à alma, sentimentos, família, antropologia teológica, saúde emocional e espiritualidade.

Formação e áreas de atuação

Até setembro de 2026, Maurício Brito possuía as seguintes formações: Psicologia; Pedagogia; Filosofia; Teologia; Educação; Formação humana; Psicologia da família; Desenvolvimento emocional; Antropologia teológica; Aconselhamento e orientação; Educação cristã; Liderança e desenvolvimento de pessoas; Integração entre Psicologia, Educação e Teologia.

As Doenças da Alma foi uma
importante obra literária na vida
do escritor Maurício Brito
(Foto: Acervo do Autor)

O escritor atua como educador, psicólogo, pedagogo, filósofo, teólogo, pastor e escritor, participando de atividades de formação, palestras, seminários, cursos, projetos educacionais e ministeriais. Sua abordagem busca promover uma compreensão integral do indivíduo, considerando a interação entre mente, emoções, comportamento, relações familiares, educação, valores, espiritualidade e fé.

Livros publicados:

Até setembro de 2026, Maurício Brito teve as seguintes obras publicadas:

1. Antropologia Teológica: estudo sobre a compreensão do ser humano à luz da Teologia e das Escrituras;

2. Sentimentos que Adoecem a Alma: reflexão sobre sentimentos, emoções e seus impactos na vida humana.

3. Psicologia da Família: abordagem dos relacionamentos familiares, desenvolvimento humano e aspectos psicológicos presentes na dinâmica da família.

4. Doenças que Adoecem a Alma: reflexão sobre questões emocionais, espirituais e existenciais que afetam a vida do indivíduo.

Linha de Pesquisa e Interesse:

Seus estudos e produções concentram-se especialmente na integração entre Teologia, Psicologia, Educação e Filosofia, buscando compreender o ser humano de maneira multidimensional.

Entre os principais temas de interesse estão: Inteligência espiritual; Saúde emocional; Desenvolvimento humano;

Psicologia da família; Educação e formação integral;

Relações familiares; Sentimentos e emoções;

Antropologia teológica; Espiritualidade e comportamento;

Liderança e autoliderança; Educação cristã; Formação de líderes e educadores.

Síntese Curricular

Maurício Brito é um profissional e escritor de formação multidisciplinar, com atuação integrada nas áreas de Psicologia, Pedagogia, Filosofia, Teologia e Educação. Desenvolve o seu trabalho na perspectiva de promover o diálogo entre conhecimento científico, formação educacional e princípios cristãos, dedicando-se à produção intelectual, formação de pessoas e reflexão sobre a vida humana, a família, a espiritualidade e a saúde emocional.

Clique nos nomes abaixo e veja a história literária de cada um deles:

terça-feira, 29 de setembro de 2026

História de Jaru: Símbolos Municipais - Brasão, Bandeira e Hino

  Clique aqui e conheça a história da educação em Jaru

Brasão original de Jaru
(Fonte: Câmara Municipal de Jaru)


A criação dos símbolos representativos do município de Jaru (Brasão e Hino) ocorreu através de um concurso realizado pela Prefeitura no período compreendido entre 27 de junho e 30 de agosto de 1985. O edital, datado de 27 de junho daquele ano, definiu que a premiação seria de Dois Milhões de Cruzeiros em cada modalidade. A Comissão Organizadora foi presidida por Sara Xavier dos Santos, sendo auxiliada pelos seguintes membros: Ilso Gomes Montin, Nathan Monte Raso Barbosa, Rosicler Meneguetti e Custódio Ferreira Filho.

À época do concurso, a Comissão Organizadora recebeu a inscrição de 42 brasões e 14 hinos. Em seguida, foi organizada uma exposição nas instalações da Câmara Municipal, facultando aos moradores a opção de prestigiar os trabalhos produzidos. A escolha do Brasão e do Hino de Jaru ocorreu em outubro de 1985 e os vencedores foram: Antônio Cândido da Silva (Hino) e Djalma Rodrigues Maimone (Brasão). A melodia do hino foi composta por Ednaldo da Silva Santos, 3º sargento e músico da 17ª Brigada de Infantaria de Selva.

Os símbolos municipais de Jaru foram instituídos pelo Projeto de Lei nº 035/85, de 24 de outubro de 1985. A apresentação aos munícipes ocorreu em 04 de novembro do mesmo ano.

Brasão

Djalma Maimone foi o vencedor do
concurso que criou o Brasão de Jaru
(Fonte: Acervo da Família)

O desenho definido pela comissão organizadora para ser o Brasão de Jaru apresentava traços semelhantes aos da Bandeira escolhida. A estrela e os ramos de café e cacau também estão presentes, mas o desenho produzido pelo autor Djalma Rodrigues Maimone apresenta outros elementos que fazem parte da riqueza histórica local.

Ao fundo há uma luz sob a forma de raios deslumbrantes que provém da estrela central do Brasão.  A parte central apresenta o contorno da cabeça de um indígena, último habitante antes da chegada do chamado homem branco. Dentro da cabeça do índio existe a estrela amarela no centro (representando o sol e o ouro). Mais abaixo, a BR 364, a ponte, o Rio Jaru e uma planta de seringueira em cada lado da margem do rio representando mais uma riqueza jaruense. Nas bordas do Brasão existem os ramos de café e cacau, símbolos da produção local. Logo abaixo, a data da lei que criou o município e ao centro, no sentido vertical, a espada de ouro representando a força, a garra, a determinação e a vontade de vencer da população local.

Bandeira

Professor Laércio Dias em foto
da década de 1980
(Fonte: Acervo do Autor)

O vencedor do concurso que definiu a bandeira de Jaru foi o professor Laércio Dias, primeiro diretor da escola estadual Capitão Silvio de Farias. O desenho escolhido para representar o município apresentava um escudo colocado sobre a Bandeira de Rondônia, uma vez que Jaru é um dos municípios do Estado e também por lembrar o destino de grandeza e nobreza. A estrela simboliza Jaru, brilhando no céu de Rondônia e se destacando entre as demais cidades do Estado.

Bandeira original de Jaru
(Fonte: Câmara Municipal de Jaru)

Os galhos de café e cacau contidos na bandeira de Jaru simbolizam as riquezas locais à época da realização do concurso, uma vez que o município se sobrepunha a muitos outros, sendo um dos maiores produtores de café e cacau em Rondônia. As cores da bandeira representam um propósito bem definido: azul (a abundância das águas e a beleza do céu); verde (riqueza vegetal: florestas e seringais); amarelo (riquezas minerais); branco (a vocação pacífica do jaruense, um povo que deseja paz para poder produzir mais e melhor). Também revela, segundo descreve o próprio autor, a pureza de propósitos e a firmeza de caráter de uma população que continua na luta e não desanima, ou seja, segue firme em seu objetivo de progresso. 

A Bandeira do município de Jaru foi criada durante a gestão do Prefeito, em cargo de comissão, Raimundo Nonato da Silva (1981-1983). Uma reportagem publicada na edição nº 14.182 do jornal Alto Madeira com data de 05 e 06 de dezembro de 1982, narrou a realização da solenidade de hasteamento em frente ao então prédio da prefeitura. Conforme informado pela publicação, a cerimônia ocorreu na manhã do dia 26 de novembro de 1982.

 Em princípio foi lida a descrição da Bandeira; explicados os seus significados em seguida foi hasteada pelo Professor Laercio Dias, autor do desenho que ganhou o concurso para a escolha da Bandeira do Município. O pavilhão foi escolhido através de concurso que se realizou em 07 de setembro deste ano [1982], porém, somente em 26 de novembro ela foi hasteada pela primeira vez. (ALTO MADEIRA, 05-06 de dezembro de 1982). Disponível em: <http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=060160&pagfis=33047>. Acesso em: 01. Nov. 2021. 

As bandeiras municipais são inspiradas nas estaduais e, essas, por sua vez, na Bandeira nacional. Porém, o significado hoje atribuído às cores da bandeira, não foi assim em sua concepção original.

Em relação à Bandeira do Brasil é importante considerar que:

 O retângulo verde, que passou a representar nossa natureza, antes remetia à Casa de Bragança (a família de dom Pedro I). O amarelo, hoje símbolo da riqueza mineral do país, era a cor da Casa de Lorena (da arquiduquesa dona Leopoldina, esposa de dom Pedro I). E o círculo azul era a esfera armilar, também presente na bandeira portuguesa do Império. Agora, indica nosso céu estrelado. (SUPERINTERESSANTE, setembro de 2016).

Hino

Antônio Cândido da Silva, autor do Hino de Jaru
(Foto: Roni Carvalho)

Ao compor o hino de Jaru, Antônio Cândido da Silva considerou três fases distintas da história local: o indígena, o seringueiro e o migrante, com seus costumes e sociabilidades diferentes. Na primeira estrofe, o seringueiro é o elemento principal pela maneira, como sua presença, seu trabalho e determinação, conquistaram para a posteridade brasileira a região amazônica, especificamente Jaru. A sua história está inserida no município pela maneira sutil como soube conquistar e conviver com a floresta, suas lendas, perigos e desafios.

Hino de Jaru sendo destaque na página 07 da edição do jornal 

Alto Madeira publicada em 20 e 21 de outubro de 1985

(Fonte: Biblioteca Nacional)

A segunda estrofe destaca o indígena, primeiro habitante do lugar, cuja história, cultura e costumes levaram Cândido Mariano da Silva Rondon a dar ao rio o nome de uma das mais nobres tribos que habitavam a região: os Jarus. A estrofe destaca também a atuação de Rondon que, na função de estrategista dos sertões, ligou seu nome à região ao instalar na área mais uma de suas muitas estações telegráficas. A seguir, a letra do hino enfoca a importância do migrante, que descobre na terra a vocação do progresso. O estribilho (refrão) é reservado ao lavrador, o homem simples do campo, que traz no sangue o destino da terra.

A solenidade de apresentação dos símbolos municipais foi realizada pelo prefeito da época, Leomar José Baratella em 04 de novembro de 1985 na data em que o município comemorou o quarto aniversário, embora a data correta seja 16 de junho. O evento contou com uma expressiva participação popular, representantes do governador Ângelo Angelim, secretários municipais e os vencedores do concurso, que receberam das mãos do prefeito Baratella o prêmio divulgado pelo certame.

A escolha do hino representou um importante marco na construção da identidade de Jaru. Contudo, poucas pessoas tomaram conhecimento da letra e da música, principalmente, por não haver uma gravação profissional durante muitos anos.  Porém, em 2009, devido ao empenho da administração municipal, em conjunto com a professora Ciderli Santana Souza e membros da Secretaria Municipal de Esporte Cultura e Lazer (SEMCEL), o hino de Jaru foi oficialmente gravado com uma nova roupagem, mas preservando a sua originalidade. A gravação foi feita com a participação de Indianara Cazuza, Anildo da Costa e Walison Huan Castro.

A letra original do hino de Jaru é:

Forjado na bravura do herói
Que com denodo a selva conquistou
Na saga dos imensos seringais
Que o sonho de riqueza acalentou
Da epopeia simples dos jarus
Na grandeza do rio eternizado
Que o gesto de justiça de Rondon
Há de fazê-lo, sempre lembrado. 

Jaru tem o destino que o migrante quis
Vendo da terra, brotar o fruto,
Do trabalho de um povo feliz.


Fazendo no trabalho o seu destino
Um novo herói constrói neste sertão,
Na crença de quem sabe da riqueza
A vicejar da força deste chão.
De um projeto, um dia implantado,
Nesta terra de esperança mil,
Nasceu Jaru, celeiro de Rondônia
Com o homem forte deste Brasil.


Acompanhe abaixo o hino de Jaru:



domingo, 27 de setembro de 2026

Literatura Jaruense: Cleber Mota

 Clique aqui e conheça a história da educação em Jaru

Clique aqui e veja o resumo da vida literária do escritor Elias Gonçalves, o autor desse blog

O escritor Cleber Mota em registro feito
em agosto de 2015
(Foto: Acervo do Autor)

Sexto filho do casal Deolinda Pereira Mota e João Teixeira Mota, Cleber Pereira Mota reside na zona rural do distrito de Tarilândia e mesmo em meio às dificuldades e falta de oportunidade, tomou gosto pela leitura desde pequeno lendo com frequência os livros colecionados pelo pai e depois passando a ser colecionador de obras de romances e literatura de cordel. Dessa forma, através do contato com a leitura, iniciou-se no ramo literário e, posteriormente, criou sua primeira história em cordel.

Embora sendo dono de um talento grandioso já com os trabalhos em mãos, a falta de apoio e incentivo limitava o grande sonho de ver seu livro publicado. Inúmeras portas foram fechadas, mas o poeta não desistiu e mesmo com poucas condições financeiras, conseguiu com força própria, no ano de 2011, lançar seu primeiro livro Dois Corações à Face do Destino, história que conta um romance entre um rapaz branco e uma jovem indígena. O enredo aborda também a importância da família e o poder de superação do ser humano, obra digna de um filme. No mesmo projeto, Mota apresenta a história de Madalena, A Jovem que Nunca Conheceu o Amor. Os dois temas surpreenderam e encantaram o público, com isso a pequena edição foi vendida em 60 dias, mas ainda não era o bastante.

O primeiro livro de Cleber Mota Dois
 Corações à Face do Destino
foi lançado em 2011
 no distrito de Tarilândia
(Foto: Acervo do Autor)

O livro Madalena,
a Jovem que Nunca Conheceu o Amor
  lançado
 por Cleber Mota
 com a atriz Érica França na capa
(Foto: Acervo do Autor)

 Pedaços de Lembranças foi lançado
pela Editora Multifico
(Foto: Acervo do Autor)

Madalena, A Jovem que Nunca Conheceu o Amor se trata de um romance onde as rimas hora emparelhadas, hora alternadas, sempre ironicamente, formam uma sonoridade agradável aos ouvidos do leitor ou ouvinte. O tempo e o espaço da narrativa são capazes de fazer quem está lendo viajar em um contexto do final do Absolutismo em algum cenário europeu. O ambiente da nobreza da nobreza é um local onde a personagem que dá nome à obra se destaca como artista, em uma personificação da arte coreográfica, o que enriquece o livro como um todo. 

Capa do 4º  livro lançado em 07 de outubro
de 2023 (Foto: Acervo do Autor)

O poeta às vezes encontrava pelo caminho pessoas que alimentava cada vez mais o seu desânimo com críticas acirradas, mas a essência de seu talento falava mais alto. Então Mota apostou novamente em sua segunda obra, um livro de poesias românticas com o nome Pedaços de Lembranças, produzido e lançado pela editora Multifoco do Rio de Janeiro. Apesar da falta de apoio e reconhecimento das autoridades locais, o autor novamente surpreendeu e emocionou os leitores, mesmo sabendo que o século XXI é marcado pela tecnologia e a leitura convencional de um livro físico já não faz parte do cotidiano de inúmeros brasileiros.

 Cleber Mota possui um perfil talentoso e criou nas linhas de uma folha de papel a magia de contar sua própria história, produzindo e reproduzindo meios de manter-se vivo como indivíduo e espécie através de seu trabalho poético. Amigos do escritor relataram ao autor que “pessoas como ele têm o poder não só de criar beleza na aridez da sociedade ainda pouco leitora, mas também de reafirmar o amor em nós mesmos. Suas palavras reacenderam um forte desejo de seguir a diante, não olhando para as intempéries que se apresentam no meio do caminho”. 
O ator Clemerson Henrique Moreira Mota 
 (sobrinho de Cleber Mota)
e a atriz Érica França  que representaram um
 casal na capa do livro Apenas por um Milagre
(Foto: Acervo do Autor)
Aguardado com muita expectativa, em 07 de outubro de 2023, Cleber Mota lança seu quarto livro nas dependências da quadra poliesportiva da escola estadual Pedro Vieira de Melo. O lugar onde aconteceu a solenidade tem um significativo especial para o escritor, pois foi nesse local que o mesmo produziu os primeiros textos quando ainda era aluno da instituição e não parou mais. A obra recebeu o título Apenas Por Um Milagre e foi um sucesso entre os leitores que apreciam uma boa história com rimas entrelaçadas e reviravoltas no decorrer dos acontecimentos. 
Muito querido pelo público que conhece do trabalho do escritor, o livro Madalena, a Jovem Que Nunca Conheceu o Amor, ganhou uma segunda edição, que foi lançada junto com Apenas Por Um Milagre no dia 07 de outubro. Nessa nova tiragem, a obra também fez um grande sucesso, superando até as mais otimistas previsões. 

Capa da segunda edição do livro
Madalena, a Jovem que Nunca
Conheceu o Amor
, lançado em
07 de outubro de 2023
(Foto: Acervo do Autor)
Conforme relata, o livro, que conta com 91 páginas, foi uma nova etapa em sua brilhante carreira artística. Seu texto é rimado de forma descontraída e apresenta uma narrativa tipo dos cordéis, aliás, uma marca registrada do autor. Assim sendo, estão evidentes na obra, os valores morais, cristãos, as noções de fé, amor, devoção, lealdade, além de sentimentos humanos como: ciúme, individualismo e a falta de cumplicidade. Portanto, diz respeito a uma história rica em expressões significativas com um final surpreendente. 

Em 23 de outubro de 2023, pouco mais de duas semanas após o quarto lançamento, Cleber Mota foi homenageado com uma Moção de Aplausos na Câmara Municipal de Jaru, em uma indicação feita pela vereadora Sol de Verão e aprovada pelos demais parlamentares do poder legislativo. A iniciativa teve como objetivo reconhecer a relevância do poeta no contexto literário jaruense, um dos nomes locais a produzir histórias em cordel, sendo o único no estilo citado na época da homenagem. Além de Cleber Mota, apenas Vicente de Souza Ramos (1935-2012) e Argentil Machado de França – que não reside mais em Jaru – tinham o dom de produzir narrativas no estilo cordelista.

Dia 23 de outubro de 2023 após ser agraciado
com a Moção de Aplausos da Câmara Municipal
de Jaru (Foto: Acervo do Autor)

O livro Apenas Por Um Milagre foi um marco na carreira do escritor. Por meio dessa obra, Cleber Mota chegou a vários municípios rondonienses, além de Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), à Região Sul do país, bem como em parte do Acre. Tal sucesso se deve, em parte, ao apoio do ex-professor do poeta, Élcio Rodrigues, que mesmo ainda lecionando na escola estadual Pedro Vieira de Melo, no distrito de Tarilândia, segue apoiando Mota naquilo que está ao seu alcance e possibilidades. 

Clique nos nomes abaixo e veja a história literária de cada um deles: