sábado, 29 de agosto de 2026

História de Jaru: Veículos de Comunicação Impressa

 Clique aqui e veja a história da comunicação eletrônica em Jaru

Capa da edição nº 10 do Jornal Folha
do Povo  publicada em 07 de outubro
de 1995 (Foto: Acervo de Élcio Moreira
)
Folha do Povo

Os veículos de comunicação escrita no campo impresso conquistaram um grande espaço em Jaru, principalmente na década de 1990 quando surgiram jornais que marcaram época no município. Em 1995, surgia um dos primeiros periódicos a terem edições contínuas, o Folha do Povo. O jornalista José Élcio Moreira, atuou como diretor administrativo, mas a equipe foi composta ainda por outros profissionais: Julian Gutierrez Jr. (diretor comercial), Antônio Carlos da Silva (editor chefe) e Edvaldo de Oliveira Andrade (coeditor). O jornal contava com seções de esportes, política, classificados, entre outros assuntos que permeavam a sociedade da época.

Folha do Interior de Rondônia

Outro jornal impresso local a circular em Jaru é o Folha do Interior de Rondônia. A primeira edição circulou no dia 21 de março de 1998, apenas com o nome Folha do Interior e em preto-e-branco. Inicialmente os principais responsáveis eram: Eli Batista dos Santos (jornalista), Maria de Lourdes dos Santos Cabral (diretora administrativa), Clealdo Guimarães Cabral (diretor comercial) e Tadeu Augusto Itajubá (redator). Com o tempo Clealdo Cabral passou a ser o principal responsável pelo jornal.

A inauguração do Ginásio Sebastião Mesquita foi
um dos assuntos abordados na capa da primeira edição
do jornal Folha  do Interior em 21 de março de 1998
(Foto: Acervo de Clealdo Cabral)
Filiado à Associação Brasileira de Revistas e Jornais – ABRARJ – o jornal Folha do Interior marcou presença no primeiro anuário da entidade, um livro publicado no ano de 2006 com o destaque para jornais e revistas distribuídos em 21 estados e 336 municípios, totalizando 600 meios de comunicação em todo o país. A obra produzida foi encaminhada ao responsável pelo jornal jaruense e, em tom profético, enfatiza em sua apresentação que “as notícias de hoje, serão a História de amanhã”. Em 24 de fevereiro de 2011, o Folha do Interior inicia a sua tiragem em cores e desde então se consolida como o jornal impresso local com o maior número de edições.

A segunda edição do jornal A Notícia chegou
 aos leitores  em 23 de fevereiro de 1999
e tinha como destaque
 de capa o Carnaval daquele ano
(Foto: Acervo de Elias Gonçalves)

A Notícia

Em 12 de fevereiro de 1999 é lançada a primeira edição do jornal A Notícia, tendo como diretor administrativo e de redação, o jornalista Gilberto Fernandes Neves. O jornal que, nessa etapa que duraria até 2002, era impresso na extinta Gráfica Modelo, contou também com outros profissionais em sua trajetória: Bruno Selia Baldo (diretor comercial e editor), Odair Ferreira, João Batista Lopes, Sílvio Vian (assessor jurídico) e Moacir Azevedo (fotógrafo). Em 2002, Bruno Baldo deixa o município de Jaru e o A Notícia passa a ser editado por Beto Neves em parceria com o então colaborador Flávio Afonso de Carvalho que, à época, conciliava a função no periódico com a de correspondente do jornal impresso de circulação estadual, Folha de Rondônia.

O jornal A Notícia sempre teve um público cativo. Mas o reconhecimento no formato de premiação se intensificou alguns anos depois quando Flávio Afonso de Carvalho recebeu os prêmios referentes às categorias de jornal, diretor e colunista destaques, ambos concedidos pelo Instituto Ângulo Pesquisas e Eventos, sediado em Umuarama (PR). Além disso, o jornal sempre era premiado em praticamente todas as categorias em que concorria, pois tamanha era sua credibilidade junto à sociedade local.

Capa da edição nº 73 do Diário Popular
 publicada em setembro de 2011
(Foto: Acervo de Gráfica Opção)

Diário Popular

O Jornal Diário Popular, outro veículo de comunicação impressa local, circulou em Jaru, Theobroma e Governador Jorge Teixeira de 2003 a 2012, totalizando 89 edições publicadas. O periódico tinha como jornalista responsável o empresário Soudilos Pereira da Silva, um dos sócios da Gráfica Opção. Com uma tiragem de dois mil exemplares a cada edição com oito páginas, o DP contava ainda com os seguintes profissionais: na Redação estava Juliana Raash e na Direção Comercial, Moisés da Silva. Além das notícias factuais dos municípios abrangidos pelos locais de circulação, o Diário Popular apresentava anúncios de empresas de Jaru, fomentando assim o comércio em várias frentes. 

Em 07 de novembro de 2006, o jornal Repórter Regional
publicou uma reportagem especial em homenagem
aos 25 anos  de emancipação de Jaru
(Foto: Acervo de Elias Gonçalves)



Repórter Regional

O dia 31 de dezembro de 2005 representou o início da trajetória de outro veículo de comunicação. Trata-se do Repórter Regional que, além de ser impresso, contou também com a versão eletrônica já no ano seguinte. Lançado através de uma parceria entre os jornalistas Eduardo Gomes Monteiro e Lindolfo Cardoso Lopes Júnior, o jornal tinha como diretor comercial, Joir Calixto. Até 2010, o Repórter Regional contou com os referidos profissionais e após esse período, o jornalista Joir Calixto adquiriu a parte que pertencia aos demais e passou a ser o único responsável pela publicação. Sob a responsabilidade de Joir, o RR foi publicado de forma ininterrupta até 31 de dezembro de 2014.

Jornal Folha de Jaru - 1ª edição
 lançada em 15 de novembro de 2014 
(Foto: Acervo do Jornal no site Calameo)

Folha de Jaru

O feriado de 15 de novembro de 2014 marcou o lançamento do jornal Folha de Jaru, veículo de comunicação quinzenal que teve curta duração, uma vez que poucas tiragens são conhecidas e somente quatro delas estão disponíveis para leitura virtual no site Calameo. A primeira edição contou com uma entrevista exclusiva com a então prefeita de Jaru, Sônia Cordeiro de Souza, que falou de suas metas e realizações. Na publicação havia sessões direcionadas aos seguintes temas: charges, opinião, entrevistas, curiosidades, entretenimento, além de notícias locais, estaduais e também de interesse nacional. O jornal, que contava com oito páginas e tiragem de cinco mil exemplares, tinha como editores-chefes Luciene Carol e Luís Carlos Pereira. Entretanto, havia ainda a participação de Josimar Aiória. Clique aqui e leia quatro edições do jornal de forma on-line.

Diário da Amazônia noticiando o 11 de setembro de 2001 em sua
edição do dia 13 de setembro: jornal sediado em Porto Velho circulou
em Jaru e marcou a comunicação


Outros jornais

Além dos jornais Folha do Interior, Folha do Povo, Repórter Regional, Diário Popular, Folha de Jaru e A Notícia surgiram outros veículos de comunicação impressa que tiveram edições pontuais, mas não construíram uma carreira longeva, algo para ficar marcado na memória jaruense. Jornais impressos produzidos em outros municípios de Rondônia também chegaram a circular entre os leitores. Alguns desses veículos foram extintos como o centenário Alto Madeira, além de O Estadão do Norte e Folha de Rondônia. Os jornais Diário da Amazônia, sediado em Porto Velho, Gazeta de Rondônia e Correio Popular (ambos editados no interior) também fizeram parte da imprensa escrita disponibilizada para ao público jaruense que aprecia a leitura matinal e o manuseio de notícias do convívio rondoniense. 

Os últimos grandes jornais impressos de Rondônia

Logotipo do jornal Folha de Rondônia
lançado em agosto de 1999
(Fonte: Acervo Gente de Opinião)
Nos anos 1990 e 2000, os jornais impressos eram conhecidos como matutinos ou matinais, por serem entregues ainda de madrugada ou pela manhã e priorizavam a cobertura dos fatos in loco. Existiam correspondentes ou sucursais em cidades estratégicas para divulgar no dia seguinte os acontecimentos diários. Ter notícias locais significava mais jornais vendidos em bancas e um número maior de assinaturas, que eram oferecidas na modalidade mensal, trimestral, semestral ou anual. Os jornais também divulgavam contatos da redação direcionados a colaboradores sem vínculo empregatício, mas que gostariam de divulgar alguma notícia relevante para as duas partes, principalmente nas áreas de esporte, política, cultura, variedades, polícia, além das tradicionais colunas sociais, elaboradas a partir de cidades estratégicas como Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Jaru e, obviamente, de Porto Velho, o centro da redação de três dos quatro grandes veículos de comunicação impressa do Estado. Colunistas como Flávio Afonso no Folha de Rondônia, Valdeci Tergon em O Estadão e Folha de Rondônia, além de Jussara Gottlieb em O Estadão do Norte, estão entre os profissionais que registraram os bastidores sociais e as notícias de entretenimento nos mais diversos municípios rondonienses. 

Sede do jornal O Estadão do Norte em Porto Velho
(Foto: Isis Capistrano - G1 RO)

O Estadão do Norte

Fundado em 22 de novembro de 1980, o jornal O Estadão do Norte fechou as portas em janeiro de 2015, após decretar falência. O Estadão do Norte, cuja razão social era Jornal O Estado de Rondônia, começou a sua história utilizando o nome O Estadão. Porém, segundo o jornalista Carlos Araújo, o advogado Antônio Morimoto, alegando que possuía para si o registro da marca [no Território Federal de Rondônia] entrou com ação judicial e conseguiu impedir a utilização do nome, embora, em nível nacional, quem fosse conhecido como O Estadão era o jornal O Estado de São Paulo, que não fez uso do recurso ao surgir um jornal com esse nome em Rondônia. Com isso, ainda em seus primórdios, o veículo de comunicação rondoniense passou a utilizar o nome O Estadão do Norte, sendo utilizado antes O Estadão de Rondônia. O jornal contava com as seguintes divisões: o 1º Caderno tinha a capa com as manchetes do dia, Opinião (com charges e textos de articulistas), Política, Geral, Cidade, Polícia, Internacional, etc; o Caderno de Esportes, Classificados e Municípios, com notícias do interior de Rondônia. Aos domingos, a tradicional Revista da Semana apresentava os bastidores da televisão, além do resumo das novelas. Clique aqui e veja as  publicações da página Estadão Web, responsável por disponibilizar as últimas informações do jornal no Facebook. 

Sede do jornal Folha de Rondônia em Ji-Paraná
em 30 de março de 2007
(Foto: Braulio Gerhardt)
Clique aqui e veja a publicação original


Folha de Rondônia

Único periódico entre os grandes veículos impressos do Estado contemporâneos a ser editado no interior, no caso em Ji-Paraná, o Folha de Rondônia teve a sua fundação sacramentada em 13 de agosto de 1999 e encerrou as atividades, possivelmente em 2012. O jornal foi fundado pelo empresário Pedro André (ex-vereador de Ji-Paraná eleito no ano 2000) e o jornalista Waldir Costa. O veículo de comunicação contava com os Cadernos 1 (junto com a capa), 2 e 3 em suas edições diárias com editorias de política, polícia, economia, assuntos nacionais, além do tradicional Agrofolha e do Caderno de Esportes (ou Caderno 3), Variedades, entre outros. Em 2001, Ayres do Amaral e João do Vale comparam o Folha de Rondônia de Pedro André e, posteriormente, por pouco tempo, o jornal esteve nas mãos de um grupo ligado ao então governador Ivo Cassol, mas, em seguida, voltou aos donos anteriores. Em 2007, por exemplo, o jornal se apresentava como Nova Folha de Rondônia. Após vender o Folha de Rondônia, Pedro André fundou o Diário do Povo em 2007, também em Ji-Paraná, local em que o veículo tinha um excelente aceitação. Segundo Waldir Costa, se tratava de um jornal “diferente”, que além do formato de um tabloide inglês, a capa e a contracapa eram como se fossem uma só, pois ambas tinham chamadas com texto e fotos para as matérias internas. O DP esteve em circulação por aproximadamente um ano e meio. Não há informações precisas sobre a data da última edição do jornal Folha de Rondônia, que enfrentou algumas crises. Uma delas foi informada em 30 de julho de 2012 pelo site Ariquemes Online. Pedro André, o primeiro dono do Folha de Rondônia, morreu aos 60 anos, em 27 de setembro de 2024, ao ser assassinado quando estava na Bolívia com a namorada, sendo que, à época dos fatos, residia em Vilhena, mas tinha uma fazenda no território boliviano, conforme divulgado pelo Rondoniagora. Informações apontam que Pedro André chegou a tentar reaver o processo de venda do jornal, pois o negócio não teria sido cumprido conforme acordado, porém não há qualquer ligação do fato com sua morte. Veja aqui uma reportagem do site Gente de Opinião sobre o aniversário de oito anos do Folha de Rondônia. E aqui a cobertura completa dos 10 anos do veículo de comunicação feita pelo Amazônia Notícias. Após o fechamento do jornal impresso Folha de Rondônia, surgiram dois sites com nomes que lembram o antigo periódico: o www.folhaderondonia.com.br sediado em Porto Velho e o Folha de Rondônia News em Ji-Paraná. Acompanhe aqui uma entrevista que Waldir Costa, o 1º editor do Diário da Amazônia e um dos fundadores do Folha de Rondônia concedeu em 2013 ao Silvio Santos, o saudoso Zekatraca e publicada em 30 de novembro de 2013 no site Gente de Opinião.

Destaque do logotipo da última edição do jornal
Alto Madeira que circulou no dia 1º de outubro
de 2017 (Foto: Acervo Alto Madeira)
Alto Madeira

Inaugurado em 15 de abril de 1917, pelo Superintendente do Município de Porto Velho (cargo equivalente ao de prefeito), médico João Augusto Tanajura, com circulação bissemanal, o Alto Madeira, passou a ser diário em 1943, quando já estava sendo administrado por Assis Chateaubriand do Diário dos Associados, que iniciou a gestão já na década de 1940. A administração da Família Tourinho se iniciou nos anos 1970 e foi até 1º de outubro de 2017, data da edição nº 28.348, a última do periódico que ultrapassou a marca de 100 anos de circulação. Por muitos anos, o veículo de comunicação esteve na vanguarda da imprensa na região, onde foi testemunha de importantes coberturas nacionais e internacionais como a 2ª Guerra Mundial (internacional), a criação do Território Federal do Guaporé em 13 de setembro de 1943 por Getúlio Vargas e do Território Federal de Rondônia em 17 de fevereiro de 1956. Acompanhou a história local quando só existia o município de Porto Velho e que pertencia ao Amazonas. Em 12 de julho de 1928, a criação do segundo município no espaço geográfico onde depois seria o Estado de Rondônia, foi notícia no Alto Madeira. Também foi uma voz ativa na época do Regime Militar e na redemocratização. Com muita luta, o jornal conseguiu superar todos os desafios do Século XX. Avançou ao Século XXI e, ao todo, escreveu sua trajetória por aproximadamente um século e cinco meses. Uma vida longa com muita história para contar. Clique aqui e veja as últimas publicações da página do Alto Madeira no Facebook. Veja aqui uma entrevista concedida por Euro Tourinho ao site Gente de Opinião em 2009. Veja aqui trabalhos acadêmicos que foram feitos na Universidade Federal de Rondônia, a UNIR, tendo como base reportagens publicadas no jornal Alto Madeira. Clicando aqui é possível acessar um trabalho sobre as publicações do Alto Madeira entre 1917 e 1920. Euro Tourinho, último dono do AM, faleceu em 25 de novembro de 2019, aos 97 anos. 

Sede do Diário da Amazônia no prédio do Sistema
Gurgacz de Comunicação - SGC
Foto: Ewerton de Oliveira Castro
Imagem aprimorada por Inteligência Artificial
Veja aqui o link da imagem original
Diário da Amazônia

O Diário da Amazônia teve a sua primeira edição publicada em 14 de setembro de 1993 e desde então se consolidou como um dos grandes jornais do Estado, slogan utilizado pelo periódico como “o grande jornal da Amazônia” por muitos anos. Ao celebrar oito anos em 2001, o Diário publicou uma série de reportagens sobre a história do espaço territorial rondoniense de autoria do historiador Manoel Rodrigues Ferreira (1915-2010) e publicadas originalmente no jornal A Gazeta em 1960, após uma viagem de Manoel Rodrigues pela região do hoje Estado de Rondônia um ano antes. Na oportunidade foram abordados temas como A Estrada de Ferro Madeira Mamoré, o Real Forte Príncipe da Beira, abertura da BR-29 (atual 364), entre outros. Em sua trajetória, o Diário chegou a contar diariamente com alguns seções especiais: Caderno A (que englobava a capa, notícias nacionais, política, polícia, economia, geral, etc); Caderno B (notícias dos municípios do interior), posteriormente Diário Cidades, Caderno C (cultura, variedades, notícias da TV), além das tradicionais colunas sociais e o resumo das novelas e filmes da semana na edição de domingo. Outros cadernos que marcaram história foram o Caderno de Esportes e o Classidiário dedicado a anúncios e editais em geral. Por vários anos, publicações de relevância nacional também foram divulgadas de forma simultânea com o jornal Folha de São Paulo, entre elas a coluna humorística do jornalista José Simão. O Diário se destaca pelo pioneirismo na era digital ao ser o primeiro jornal impresso da região com circulação estadual a lançar sua página na rede mundial de computadores, a internet. Clique aqui e acesse o site do Diário da Amazônia. No site do Diário também é possível pesquisar e ler edições específicas a partir do ano de 2013.


Saiba mais!

Clique aqui e veja um trabalho científico sobre os principais jornais impressos de Rondônia. E pesquise aqui o nome de alguns jornais antigos como o Alto Madeira e O Estadão do Norte. Clicando aqui você pode pesquisar edições completas do Alto Madeira de 1917 a 1989. Veja aqui uma monografia produzida em 2008 sobre o tema Jornalismo digital: a relação entre a mídia privada de Rondônia e a Agência Senado. Confira aqui a tese de Doutorado: Rondônia uma Memória em disputa, elaborada em 2011 por Valdir Aparecido de Souza. 

Clique aqui e leia as principais edições do jornal A Notícia editado em Jaru entre 1999 e 2002.

Clique aqui e leia as principais edições edições do Jornal Folha do Povo editado em Jaru no ano de 1995.


Capa da última edição do jornal Alto Madeira
publicada em 1º de outubro de 2017
(Fonte: Página Jornal Alto Madeira no Facebook)

O jornal O Estadão do Norte era sediado
em Porto Velho, mas circulou em Jaru e 
em outros municípios de Rondônia
(Foto: Reprodução Facebook) 








Parte superior da capa histórica do Diário da Amazônia
em 13 de setembro de 2001 (Foto: Acervo de Elias Gonçalves)
Capa e a página 08 da edição nº 71 do Diário Popular publicada em agosto de 2011
(Foto: Acervo de Gráfica Opção)

Em 06 de novembro de 2003, o Caderno Municípios do jornal O
Estadão do Norte  teve como um dos destaques uma reportagem sobre
os 22 anos de emancipação do município de Jaru,  texto de autoria
de Elias Gonçalves (Foto: Acervo de Elias Gonçalves)
Em fevereiro de 2007 o jornal Folha de Rondônia 
havia acrescentado o nome Nova Folha e teve como
um dos destaques a reportagem de lançamento do 
primeiro livro do escritor Elias Gonçalves
(Foto: Acervo Pessoal de Elias Gonçalves)
Imagem aprimorada por Inteligência Artificial

Capa do jornal Diário da Amazônia de
1 e 2 de setembro de 2013
(Foto: Acervo Diário da Amazônia) 


Capa da 1ª edição do Jornal Diário da Amazônia
(Foto: Acervo de Elias Gonçalves)
Imagem aperfeiçoada por Inteligência Artificial)

Capa do jornal Diário da Amazônia em 31 de dezembro de 1997
(Fonte: Acervo de Uelton Salomão)
Imagem aperfeiçoada por Inteligência Artificial

Capa do jornal A Notícia em sua edição
 de 24 de março de 2012
(Foto: Acervo de Beto Neves)     









































Capa do Jornal Repórter Regional em 31 de dezembro de 2014

































Primeira edição em cores do jornal Folha do Interior
(Foto: Acervo de Clealdo Cabral)






sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Escolas de Jaru: Dayse Mara de Oliveira Martins

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão municipal de Jaru de forma individualizada. 
  
Dayse Mara de Oliveira Martins nasceu em Ibicaraí (BA) no dia 29 de junho de 1963, local onde viveu até a sua adolescência. Ela foi a terceira filha do casal Rubens Martins dos Santos e Maria Ofélia Morais de Oliveira Martins que possuíram ao todo sete filhos. Estudou no Centro Educacional de Ibicaraí desde o primário até a metade do 3.º Ano Magistério e em seguida veio para Jaru juntamente com a família em 01 de junho de 1982.

Ao chegar ao município de Jaru, Dayse Mara concluiu o 3.º Ano do Segundo Grau (hoje conhecido como Ensino Médio) na escola Capitão Sílvio de Farias. Segundo depoimentos de familiares, onde Dayse estava não tinha tristeza, pois ela brincava com todos à sua volta, o bom humor reinava a todo o momento. Os alunos das turmas em que lecionava eram apaixonados por ela e sempre lhe davam presentes, numa demonstração de afeto, amizade e carinho. “Ela era linda e maravilhosa, uma pessoa do bem”, relata a irmã Alessandra de Oliveira Martins ao escritor Elias Gonçalves.

Dayse Mara de Oliveira Martins não teve tempo suficiente para demonstrar todo o seu potencial. Um trágico acidente ocorrido em 01 de junho de 1984 ceifou a sua vida. Foi um momento muito triste, uma perda irreparável para a educação jaruense. Os poucos anos em que viveu em Jaru foram suficientes para que o seu legado ficasse na memória de muita gente que a conheceu pessoalmente e que declara a importância da mesma na construção de um mundo melhor.

 A Escola Dayse Mara  

Decreto que retificou a denominação da escola 
Dayse Mara (Foto: Governo de Rondônia)
Em virtude da morte de uma pessoa tão importante para a sociedade que vivia no município na primeira metade da década de 1980, o Governo do Estado atendendo a uma solicitação local, homenageou-a com o nome em uma escola recém-construída em Jaru no Setor 06. Estava escolhido o nome do mais novo estabelecimento de ensino: Dayse Mara de Oliveira Martins.

A Escola Dayse Mara de Oliveira Martins iniciou o seu funcionamento ano de 1986, sob o Decreto de Criação n.º 2986 de 21 de julho de 1986. A primeira diretora da instituição foi a professora Rejane Góes de Siqueira tendo como vice-diretora Suzana Inocente Domingos e secretária, Lígia de Fátima Bezerra Schaider. Com o passar dos anos, a escola cresceu de uma forma extraordinária e hoje figura como uma das maiores escolas de Jaru tanto em número de alunos quanto na qualidade do ensino.

Frente da escola Dayse Mara em 13 de dezembro de
 2006 (Foto: Elias Gonçalves)
A instituição foi uma das que mais cresceram no município de Jaru e ao longo de seus mais de 30 anos de existência conseguiu formar inúmeros alunos da educação básica. Em 2026, a escola conta somente com o ensino fundamental II (6º ao 9º ano) e ensino médio regular (1º ao 3º ano) e funciona nos períodos matutino e vespertino. 

Clique no nome do estabelecimento de ensino e veja a história de cada um deles:

  Abrão Rocha    Aldemir Lima Cantanhêde APAE JARU  Beatriz Mireya   

Capitão Silvio de Farias Creche Domiciliar Casa dos Batutinhas Cooped  CTPM XIII   

Dayse Mara de Oliveira Martins EFA Dom Antônio Possamai Escola D' Jaruaru  

Elza Maria Fábris  Escola Adventista   Fimca Jaru Florisvaldo Simões de Oliveira 

Gabriel Balmant  Instituto Federal de Rondônia - IFRO  José de Souza 

Josué Montello  Governador Jorge Teixeira  Jean Carlos Muniz 

Juscelino Kubitschek Marechal Cordeiro de Farias 


 Maria da Conceição (Clube de Mães)  Maria de Lourdes  


Maria do Socorro Maria Gomes Marechal Costa e Silva 


Menézio de Victo   Olga Dellaia   Pato Donald  Pedro Vieira


 Plácido de Castro   Primavera Tânia Barreto Tito Lourenço  Zenir Carvalho

Frente da Escola Dayse Mara em 09 de agosto de 2026 (Foto: Elias Gonçalves)

Frente da escola Dayse Mara em 31 de janeiro de 2020 (Foto: Elias Gonçalves)


O Decreto 2986, de 21 de junho de 1986, criou diversas
em  Rondônia, entre elas a Dayse Mara, em Jaru
(Foto: Governo de Rondônia)

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Escolas de Jaru: Creche Domiciliar Casa dos Batutinhas

 

Frente do prédio da Creche Domiciliar Casa dos Batutinhas em
21 de agosto de 2026 (Foto: Elias Gonçalves)
Situada à Avenida Princesa Isabel, em Jaru, a história da fundação da Creche Domiciliar Casa dos Batutinhas no município teve início em 2016 e o seu nome vem do filme infantil “Os Batutinhas” produzido pela primeira vez em 1994. Proprietária do estabelecimento, Rosenilda Alves da Silva, é formada em Pedagogia e fez também o extinto curso de Magistério. Segundo relata, a instalação da creche é um antigo sonho que se tornou realidade por sempre gostar de trabalhar com crianças. Em 1998, Rosenilda passou em um curso para professor em Ariquemes, mas devido a algumas circunstâncias, acabou não assumindo o ofício para qual havia sido aprovada. Já em 2010, concluiu o curso de Pedagogia na então faculdade Unicentro (hoje Fimca Jaru) e em seguida chegou a trabalhar como professora contratada no Estado de Rondônia, mas com alunos maiores, embora a sua vontade de desenvolver atividades profissionais com crianças ainda estivesse viva.

Após o término do contrato que teve a duração de dois anos e não encontrando oportunidades na área almejada, Rosenilda decidiu que havia chegado a hora de realizar-se profissionalmente, onde veio a decisão de trabalhar por conta própria. O começo foi com poucos investimentos e contando com o apoio de amigos mais próximos para preparar o ambiente da creche e oferecer os serviços à população. “Em 16 de junho de 2016 abrimos as portas com um café da manhã especial, mesmo sem ter nenhuma criança inscrita para participar das atividades, o que acabou acontecendo apenas dois dias depois, quando houve a primeira matrícula”, recorda em tom saudosista dez anos depois, ao ser entrevistada.

Diante dos desafios aparentemente difíceis no início da história da Creche Domiciliar Casa dos Batutinhas, Rosenilda seguiu adiante, pois acreditou que o negócio teria potencial para crescer. Gradativamente novas pessoas foram procurando a creche e a estrutura foi sendo ampliada para atender a demanda. A instalação de um parque com vários brinquedos, um bosque com arvoredo variado e outras opções pertinentes ao universo infantil fez a procura aumentar ainda mais. No local, o atendimento é direcionado às necessidades básicas da criança, tais como banho, alimentação, entre outras, além do brincar, aliás, uma das especialidades do estabelecimento. Também há atividades de coordenação motora e de forma lúdica as crianças têm a oportunidade de aprenderem conteúdos didáticos como contar de 1 a 10, conhecer as vogais, algumas cores, etc. embora não seja esse o foco principal. “O aprendizado acontece, muitas vezes, de forma espontânea já que o trabalho recreativo pode favorecer a criança nas próprias descobertas, influenciada, objetivamente, pelo estímulo do ambiente em que frequenta”, diz Rosenilda.

Em seus dez anos de atividades em Jaru completados em 2026, a Creche Casa dos Batutinhas esteve fechada apenas durante a pandemia de Covid-19, período que restringiu a aglomeração de pessoas e todos os estabelecimentos que atendem crianças e demais estudantes em idade escolar, tiveram que interromper as atividades presenciais. A creche, que é particular, está regularizada junto aos órgãos competentes, atende das 6h30 às 18hs e trabalha com diárias, mensal ou período integral com o público de quatro meses a seis anos de idade.

Clique no nome do estabelecimento de ensino e veja a história de cada um deles:

  Abrão Rocha    Aldemir Lima Cantanhêde APAE JARU  Beatriz Mireya   

Capitão Silvio de Farias Creche Domiciliar Casa dos Batutinhas Cooped  CTPM XIII   

Dayse Mara de Oliveira Martins EFA Dom Antônio Possamai Escola D' Jaruaru  

Elza Maria Fábris  Escola Adventista   Fimca Jaru Florisvaldo Simões de Oliveira 

Gabriel Balmant  Instituto Federal de Rondônia - IFRO  José de Souza 

Josué Montello  Governador Jorge Teixeira  Jean Carlos Muniz 

Juscelino Kubitschek Marechal Cordeiro de Farias 


 Maria da Conceição (Clube de Mães)  Maria de Lourdes  


Maria do Socorro Maria Gomes Marechal Costa e Silva 


Menézio de Victo   Olga Dellaia   Pato Donald  Pedro Vieira


 Plácido de Castro   Primavera Tânia Barreto Tito Lourenço  Zenir Carvalho