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| José Plácido de Castro (1873-1908) Fonte: Academia de Letras dos Militares da Paraíba Veja aqui a publicação original |
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Plácido
começou a trabalhar aos 12 anos - quando perdeu o pai - para sustentar a mãe e
seus seis irmãos. Aos 16 anos, ingressou na vida militar chegando a 2° sargento
do 1° Regimento de Artilharia de Campanha, mais conhecido como "Boi de
Botas", em São
Gabriel, hoje quartel do 6° Batalhão de Engenharia de Combate.
Quando foi deflagrada a Revolução Federalista, Plácido
encontrava-se na Escola Militar do Rio
Grande do Sul, o velho Casarão da Várzea, hoje Escola
Militar. Um grupo de oficiais e cadetes pediu o fechamento da escola
ao presidente Floriano Peixoto, para que pudessem
participar, com as forças legais, no combate à Revolução Federalista. Plácido
discordava da maioria: acreditava que Deodoro
da Fonseca, o presidente anterior, não deveria ter sido substituído
por Floriano Peixoto; deveria ter havido eleições diretas e
não a posse - como ocorreu - do então vice-presidente.
Plácido lutou na Revolução ao lado dos Maragatos, chegando ao posto de Major. Com
a derrota para os "Pica-paus", que defendiam o governo Floriano
Peixoto, Plácido decide abandonar a carreira militar e recusou a anistia
oferecida aos envolvidos na Revolução.
Em seguida, Plácido mudou-se para
o Rio de Janeiro, onde foi inspetor de alunos
do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Algum tempo depois, foi fiscal nas docas
do porto de Santos, em São Paulo e, voltando ao Rio, obteve o título de agrimensor.
Inquieto e à procura de desafios, viajou para o Acre, em 1899, para tentar a
sorte como agrimensor. Plácido de Castro estava demarcando o seringal Victoria', quando
ficou sabendo do acordo pelos jornais, e viu nisto uma ameaça à integridade do
Brasil. Enquanto arregimentava combatentes, o governo do Brasil reconheceu os
direitos bolivianos sobre o Acre. Iniciou então um movimento armado contra a
Bolívia, pela posse da região.
Estátua de Plácido de Castro no centro de Rio
Branco em registro feito no dia 29 de julho de 2007
(Foto: Elias Gonçalves)
O governo boliviano enviou um
contingente de 400 homens, comandados por Rosendo
Rojas. Plácido, com 60 seringueiros, enfrentou a tropa, mas foi fortificado
no seringal Empreza (hoje atual Rio Branco), desta vez saindo vencedor. Depois,
venceu guarnições bolivianas em Empreza e Puerto Alonso (atual Porto
Acre), onde se renderam o general Ibañes e seus soldados. O
presidente da Bolívia, general José Manuel Pando, decide então acabar com
a revolta e, no comando das tropas, vai ao ataque de Plácido, sem sucesso.
Plácido, que na época tinha 27 anos de idade, liderou uma forte revolução com
mais de 30 mil homens, vencendo as tropas bolivianas, com quase 100 mil
soldados oficiais, e proclamando, pela terceira e última vez, o Estado
Independente do Acre, tornando-se presidente do novo país.
Em 1903,
através do Tratado de Petrópolis, o Acre foi anexado
ao Brasil e o Estado Independente foi dissolvido. Em 1906,
Plácido foi nomeado governador do Território do Acre.
Depois, viajou para o Rio de Janeiro, para visitar a família. Na então capital
federal, ofereceram-lhe os galões de coronel da
Guarda Nacional, mas Plácido rejeitou. Quando de seu retorno ao Acre, foi
nomeado prefeito da Região do Alto Acre. No dia 9
de agosto de 1908, Plácido de Castro se dirigia à sua
propriedade, ao lado de seu irmão Genesco de Castro, quando foi ferido numa
emboscada que lhe prepararam mais de uma dezena de jagunços, próximo à
propriedade e sob a liderança de Alexandrino José da Silva, o subdelegado das
tropas acreanas na Revolução Acreana. Rumores da época diziam que coronel
Alexandrino estava insatisfeito com a sua posição no poder do Acre, um posto
bem menor que o de Plácido, e por isso armou a emboscada. No dia 11, ardendo em febre, implorou ao
irmão, Genesco,
de olhos fechados, na presença de vários companheiros dizendo: "Logo que
puderes, retira daqui os meus ossos. Direi como aquele general africano: “Esta
terra que tão mal pagou a liberdade que lhe dei, é indigna de possuí-los.” Ah,
meus amigos, estão manchadas de lodo e de sangue as páginas da história do
Acre... tanta ocasião gloriosa para eu morrer...”
O herói
rio-grandense foi covardemente trucidado, aos 35 anos de idade, ficando esse
crime para sempre impune. Próximo à propriedade do seu assassino, erguido pelos
fiéis amigos de Plácido de Castro, há um pedaço de mármore assinalando o local
da emboscada. Seus ossos, porém, foram sepultados logo à entrada do Cemitério da Santa Casa de Misericórdia,
em Porto Alegre. Na fronte do pedestal, a
família fez questão de deixar gravados, um a um, nome e sobrenome dos suspeitos
pelo bárbaro crime.
Demorou
mais de um século para o Brasil fazer, finalmente, justiça a um dos seus mais
bravos heróis. Em 17 de novembro de 2004,
Plácido de Castro - o Libertador do Acre, foi entronizado no Panteão da Pátria e da Liberdade e, teve seu nome
escrito no "Livro dos Heróis da Pátria" como o mais novo herói
brasileiro. O Panteão da Pátria, construído entre 1985 e 1986, idealizado como
um espaço para homenagear os heróis nacionais, está localizado no subsolo
da Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Por ter sido um dos grandes responsáveis pela anexação do hoje estado do Acre
ao Brasil, após a ação diplomática do Barão do Rio Branco no Tratado de Petrópolis, assinado em 17
de novembro de 1903, o intrépido gaúcho, reverenciado como
um de seus maiores heróis é o patrono do 4º Batalhão de Infantaria de Selva do
Exército Brasileiro - "Batalhão Plácido de Castro", sediado na
capital do estado e integrante do Comando de Fronteira do Acre — e também, da
Polícia Militar do Acre.
Em 1976
foi criado um novo município a cem quilômetros de Rio Branco que
recebeu o nome de Plácido de
Castro, em sua homenagem. Este município, por lei, foi considerado
"cidade-irmã" de São
Gabriel, cidade natal do heroico revolucionário. Em 1973,
quando do centenário de nascimento, foi inaugurado um busto em sua homenagem na
Praça Nações Unidas, em Porto Alegre.
A
Escola Estadual Plácido de Castro

Decreto de criação da Escola
Plácido de Castro
A
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Plácido de Castro é uma das primeiras escolas públicas de Jaru e começou a funcionar em um prédio oficial no de
1973. Contudo, conforme consta em documentos oficiais da instituição, o
Decreto de Criação é o de n.º 589 de 28 de abril de 1970 e publicado
em Diário Oficial nº 4539, de 21 de julho de 1970. Registros apontam a Escola Isolada São João Bosco, localizada às margens da BR-364 nas proximidades do antigo seringal Curralinho (após a chamada Curva da Morte no sentido Jaru / Ouro Preto), como sendo o primeiro estabelecimento local, cuja construção aconteceu em dezembro de 1970 e inauguração no ano de 1971.
A escola Plácido de Castro originou-se
pela necessidade de atender à clientela existente em Jaru, então impulsionada
pela migração. Seu funcionamento estava a cargo do Projeto Ouro Preto e suas
primeiras salas de aula ficavam localizadas num prédio do Incra. Teve como
fundadores Clara Batista de Andrade, Maria Anna Silva Costa e Dr. Assis Canuto,
obtendo aprovação de Marise Castiel. Sua primeira diretora foi a professora
Valdivina Rosa de Jesus e Pinho (1947-2025). A escola obteve autorização de funcionamento para
vários cursos: Ensino Fundamental (21 de agosto de 1978, através da Portaria
n.º 78, homologada no mesmo ano), Magistério (1979, através do decreto n.º
982), Técnico em Contabilidade (1987, mediante a Portaria 105/GAB/SEDUC),
Pré-Escolar (Resolução n.º 65/88) e Formação Geral (1998).
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| Escola Plácido de Castro em registro feito no dia 13 de dezembro de 2006 (Foto: Elias Gonçalves) |
Além da
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Plácido de Castro em Jaru (RO),
existe outra com o mesmo nome no município de Rosário do Sul, no Estado de Rio
Grande do Sul, ambas em homenagem ao saudoso José Plácido de
Castro. Em Porto Acre (AC), também existe um estabelecimento de ensino com o mesmo nome do herói brasileiro.
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| Frente da escola Plácido de Castro em registro feito no dia 31 de janeiro de 2020 (Foto: Elias Gonçalves) |
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Clique aqui e conheça um pouco mais da história de Plácido de Castro.
Veja aqui o que Senado Federal publicou sobre José Plácido de Castro.
Veja aqui outros detalhes da história de José Plácido de Castro.



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