Elias Gonçalves Pereira
Este texto em edição e pode ser alterado a qualquer momento
O início da educação pública
![]() |
| Prédio da Escola Isolada São João Bosco na década de 1980 (Foto: Teófilo Lourenço de Lima) |
A
obra foi concluída em dezembro de 1970 e inaugurada nos primeiros dias de 1971,
embora sua criação tenha ocorrido pelo Decreto nº 589, publicado em 21 de julho
de 1970, como escola pertencente ao município de Porto Velho, uma vez que, até
então, só existiam duas cidades no Território Federal de Rondônia: Porto Velho
e Guajará-Mirim. Uma das possíveis razões para a utilização do termo “isolada”
seria devido à distância dos centros urbanos, o que ocasionava uma falta de
apoio direto à educação ministrada e o outro motivo seria pelo fato de possuir
apenas uma sala de aula, embora a maioria das escolas criadas na época
utilizassem a terminologia.
A
Escola Isolada São João Bosco foi construída em alvenaria com recursos do
Ministério da Educação. À época de sua construção tinha a coloração branca na
parte interna e externa com o letreiro “Escola Isolada São João Bosco” na cor
azul. As janelas eram vermelhas, parte em veneziana – de madeira e parte em
vitrô. As portas tinham as mesmas características das janelas estando no fundo
das instalações. Além da sala de aula, havia a cozinha, dois banheiros, fogão,
pia e armário. Fora a cozinha, todas as instalações da escola eram forradas.
Havia também energia elétrica oriunda de uma fazenda existente no seringal. Na
parte da frente da escola foi erguido um mastro para serem colocadas as
bandeiras, possibilitando assim a realização de eventos solenes no próprio
local de funcionamento da instituição.
Localizada à margem direita da BR 364 no sentido Jaru – Ouro Preto do Oeste, a instituição foi construída durante o governo do Coronel João Carlos Marques Henrique Neto no Território Federal de Rondônia. À época, quem estava à frente da Secretaria de Educação e Cultura (SEC) era a professora Marise Castiel. A primeira professora da Escola São João Bosco foi Odaleia V. A. Lima que já residia no Seringal Curralinho que existia nas proximidades. Até 1976, a escola foi diretamente ligada ao município de Porto Velho e, em seguida, até 1978, passou a pertencer a Ji-Paraná. Com a definição dos limites geográficos da vila de Jaru pertencendo a Ariquemes na condição de distrito, a escola acompanhou também essa alteração. Clique aqui e conheça a história de Marise Castiel, segundo publicação feita pelo site Gente de Opinião em 2018 por ocasião do centenário da pioneira da educação.
![]() |
| São João Bosco (Fonte: Wikipédia) |
| O professor Teófilo fez o trabalho de levantamento que culminou com o reconhecimento da Escola São João Bosco como Patrimônio Histórico (Foto: Acervo do autor) |
A
mensagem do Executivo que foi enviada à Câmara, apresentou, entre outras
razões, que a instituição foi a terceira de uma sequência de três
estabelecimentos de ensino edificados pelo Governo do Território Federal de
Rondônia com recursos provenientes do Ministério da Educação, através da
Divisão de Ensino Territorial. O texto
enviado ao legislativo ressaltou que seria “o primeiro passo histórico no
resgate, preservação e valorização do passado”. A respeito da histórica local,
a respectiva lei buscou preservar “o pioneirismo daqueles que antecederam” os
moradores locais, prestando assim uma relevante homenagem a pessoas que
ajudaram no processo histórico jaruense.
![]() |
| Maria Emília do Rosário como Secretária de Educação em registro feito em 2021 (Fonte: Portal RM) |
![]() |
| Escola Plácido de Castro em registro feito no dia 13 de dezembro de 2006 (Foto: Elias Gonçalves) |
![]() |
| José Plácido de Castro (1873-1908) Fonte: Academia de Letras dos Militares da Paraíba Veja aqui a publicação original |
Após
as suas instalações serem construídas em um novo local, situado à rua Plácido
de Castro nº 2648, esquina com a – hoje – Avenida Dom Pedro I, a escola alterou
o seu endereço e ampliou o público atendido. O nome da instituição é uma
homenagem ao gaúcho José Plácido de Castro (1873-1908), herói da Revolução
Acreana e um dos personagens históricos brasileiros.
![]() |
| Joaquim Nabuco (Fonte: Wikipédia) |
![]() |
| José de Alencar (Fonte: Wikipédia) |
![]() |
| JK em foto oficial de 1956 (Fonte: Wikipédia) |
![]() |
| Creuza Antônia (Foto: Acervo da Família) |
![]() |
| Silvio Gonçalves de Farias (Fonte: Incra) |
![]() |
| Frente da Escola Capitão Silvio em 2002 (Foto: Acervo do autor) |
![]() |
| Prédio da Escola Primavera na década de 1980 Fonte: Blog Memória Theobromense |
![]() |
| Dona Leopoldina (Fonte: Wikipedia) |
![]() |
| Raimundo Cantanhêde foi nome de escola em Jaru (Foto: Acervo do autor) |
![]() |
| Olga Dellaia (Foto: Acervo da escola) |
![]() |
| Josué Montello (Fonte: Wikipédia) |
![]() |
| Pedro Vieira de Melo (Foto: Acervo da Família) |
![]() |
| Cláudio Manuel da Costa (Fonte: Wikipédia) |
![]() |
| Pato Donald (Fonte: Wikipédia) |
![]() |
| Dayse Mara de Oliveira Martins (Foto: Acervo da Família) |
Localizada
no então povoado de Tarilândia, a escola Pedro Vieira de Melo tem este nome em
homenagem a um pioneiro local assim chamado e que viveu de 1920 a 1985,
considerado como um dos primeiros homens brancos a habitar a região, que foi
transformada em distrito pela Lei 747/GP/2004. A primeira instalação de uma
escola no hoje distrito de Tarilândia foi feita em um formato de um grande
tapiri (algo parecido com uma palhoça indígena) e recebeu o nome Escola União
de Tarilândia.
![]() |
| Alsira Coelho Baratella fundadora da APAE (Foto: Acervo da Família) |
![]() |
| Sede da Apae em 2014 (Foto: Elias Gonçalves) |
![]() |
| Marechal Costa e Silva (Fonte: Wikipédia) |
| Aldemir Lima Cantanhêde (Foto: Teófilo Lourenço de Lima) |
![]() |
| Jean Carlos Muniz (Foto: Acervo da Família) |
![]() |
| Tito Lourenço (Foto: Acervo da Família) |
A
escola Jean Carlos Muniz foi criada pela Prefeitura de Jaru por meio da Lei
Municipal nº 189/GP/92, de 31 de maio de 1992. O Executivo Municipal
denominou-a como Escola de 1º Grau e a mesma já estava situada à zona urbana do
município. As atividades pedagógicas se iniciaram no ano de 1993. Na época em
que foi criada, a escola oferecia a Educação Infantil (Pré-Escolar), 1º Grau
(1ª à 8ª série), e Ensino Supletivo de 5ª à 8ª séries (seriado). O nome é em
homenagem ao aluno Jean Carlos Muniz (1972-1991), estudante jaruense, que,
quando em vida, era muito querido por todos. Também em 1992, pelo Decreto 5565,
de 26 de maio daquele ano, houve a criação da escola estadual Tito Lourenço de
Lima no Bairro Setor 01-A, porém, por ter poucos alunos matriculados, a
instituição posteriormente foi fechada pelo Estado de Rondônia através do
Decreto 21.948, de 15 de maio de 2017, com data retroativa a 1º de janeiro do
referido ano. O nome do estabelecimento de ensino homenageia o jaruense Tito
Lourenço de Lima (1957-1991).
| Governador Jorge Teixeira em visita a Jaru (Fonte: Teófilo Lourenço de Lima) |
![]() |
| Tânia Barreto (Foto: Acervo da Família) |
![]() |
| Beatriz Mireya (Foto: Geneci Celso) |
![]() |
| Maria de Lourdes da Silva (Foto: Acervo da Família) |
| Nilton Araújo (Foto: Acervo da Família) |
![]() |
| Menézio de Victo (Foto: Acervo da Família) |
|
![]() |
| Zenir Carvalho |
A
chegada aos anos 2000 representou outras homenagens a importantes pessoas que
deixaram suas marcas registradas no município de Jaru. Uma delas foi para a
professora Zenir Carvalho (1934-1997) com a criação da escola municipal de
educação infantil, Zenir Carvalho no Setor 07 (Bairro Jardim Esperança) através
do Decreto nº 2.935/GP/00, de 16 de novembro de 2000. Também no ano 2000, é
criada a escola de educação infantil Maria da Conceição dos Santos – conhecida
como Clube de Mães – como uma forma de homenagear a educadora de mesmo nome e
que teve a sua história terrena desenvolvida entre 1959 e 2000.
Maria da Conceição
![]() |
| Elza Fabris |
de mesmo nome escrita por Antoine de Saint-Exupéry (1900-?). Posteriormente, a instituição se transformou em Escola Municipal de Educação Infantil, Maria Gomes da Costa Gonçalves por meio da Lei Municipal 1.727/GP/2012 para homenagear a professora de mesmo nome com uma trajetória terrena escrita entre 1955 e 2010. Em 2004, o Bairro Jardim dos Estados é contemplado com a escola de educação infantil Elza Fabris, em homenagem à professora Elza Maria Fabris (1946-2002).
![]() |
| Ex-vereador Loro |
O
distrito de Bom Jesus foi agraciado com uma instituição de ensino infantil no
ano de 2010 com a criação do Centro Educacional Bom Jesus. O Decreto de nº
6.210/GP/10, de 30 de março do referido ano criou a unidade escolar para
atender a demanda local e facilitar a vida da comunidade, além de propiciar o
atendimento educacional às crianças. O nome, uma homenagem à nomenclatura
local, se tornou uma referência na região. Porém, para homenagear o pioneiro
Florisvaldo Simões de Oliveira (1943-2018), em 30 de setembro de 2025, por meio
da Lei Municipal nº 4131, o estabelecimento de ensino se transformou em Escola
Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Florisvaldo Simões de Oliveira,
atendendo ao segmento de creche, pré-escolar e Ensino Fundamental I.
Consideradas
em diversas situações como o futuro do país, muitas crianças se tornam
referência por onde passam. E com o pequeno Gabriel Balmant Neves, não foi
diferente. Nascido em 2004 e dono de um sorriso marcante, o menino era uma
criança que acabou sendo vítima de dengue hemorrágica aos cinco anos de idade,
no dia 10 de dezembro de 2009. Entre várias formas de homenageá-lo, o município
de Jaru denominou uma rua no Loteamento Savana Park e criou no Bairro Jardim
Eldorado (Setor 06), a escola de educação infantil, Gabriel Balmant Neves,
através da Lei Municipal 1496/GP/2011, de 29 de março de 2011.
Em
2020, foi a vez de se criar a escola municipal de Ensino Infantil Maria do
Socorro Lopes Soares. A instituição tem esse nome em homenagem à professora
Maria do Socorro Lopes Soares (1964-2019), docente que atuou com
profissionalismo em várias instituições locais. Seu último trabalho foi na
então Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Semecel),
onde deixou um grande legado. Em 2022, a
Prefeitura de Jaru criou, por meio do Decreto nº 14.720, de 17 de novembro, a
Escola Municipal de Ensino Infantil Primavera. O nome do estabelecimento de
ensino é uma referência ao bairro em que a mesma está inserida, o Loteamento
Primavera, aprovado pela Prefeitura por meio do Decreto nº 7.045, de 20 de
setembro de 2011. A instituição foi inaugurada no dia 03 de abril de 2023.
Além
das escolas públicas citadas anteriormente, dezenas de outros estabelecimentos
de ensino foram criados, principalmente nas décadas de 1970 e 1980 como escolas
multisseriadas, onde mais de uma série (ano) estudava ao mesmo tempo em um único
espaço. A maioria se localizava em linhas e estradas vicinais, mas foram
fechados pela Prefeitura de Jaru antes do ano de 2012, devido ao fato de terem
poucos estudantes matriculados. Com isso, se torna impossível nominar cada um
deles, dado o alto número, já que era comum a existência de muitas unidades
escolares para atender a uma demanda específica da época.
Escolas particulares ou filantrópicas
A
Comunidade Padre Adolfo Kolping está presente há vários anos em Jaru e é
considerada uma instituição filantrópica, ou seja, sem fins lucrativos. O
estabelecimento de ensino foi registrado nos órgãos competentes em 1993 e
atende crianças a partir dos dois anos de idade (creche) ao 9º Ano do Ensino
Fundamental, além de cursos profissionalizantes. O nome da instituição é uma
homenagem a Adolfo Kolping (1813-1865), religioso ordenado sacerdote Católico
em 1845, sendo considerado ainda um percursor da doutrina social da Igreja
Católica Apostólica Romana.
Registros
apontam que o Instituto Cultural Fofolândia tinha como nome fantasia Colégio
Abílio Blanco e foi fundado em 10 de junho de 1988. À época, a instituição
atendia primordialmente crianças na faixa etária da pré-escola. Posteriormente,
surgiu o Novo Colégio Abílio Blanco, em 13 de dezembro do ano 2000, tendo como
atividade econômica principal o atendimento ao ensino médio. Não há informações
sobre a data de encerramento dos dois estabelecimentos de ensino no município,
mas os últimos processos de conciliação da Fofolândia são datados de meados de
2004 e o CNPJ do Novo Colégio Abílio Blanco só foi dado baixa em 16 de novembro
de 2023, portanto após a morte de seu idealizador. Também não há dados precisos
sobre a origem exata do nome Fofolândia, mas a nomenclatura Colégio Abílio
Blanco remete ao patriarca da família, o professor de Educação Física na rede
estadual de Rondônia, Pedro Abílio da Silva Blanco (1954-2023). Pedro Abílio
nasceu em 24 de outubro de 1954 na Capital do Rio de Janeiro e faleceu no dia
14 de maio de 2023, aos 68 anos, em Indian Orchard, um bairro de Springfield,
em Massachusetts, nos Estados Unidos. Pedro Abílio também era Mestre em
Capoeira.
O
Colégio Visão, outra unidade escolar que marcou época no município, foi
registrado com o nome Centro Educacional SM Visão Ltda, teve o registro
contabilizado em 24 de setembro de 1994, mas começou a realizar atendimento
educacional no ano de 1995. A instituição, que funcionava só no período
matutino, encerrou suas atividades em 2003 e, além de Jaru, havia filiais em
Ouro Preto D’ Oeste, Ariquemes, Porto Velho e Ji-Paraná. A escola tinha como
Diretora Pedagógica a professora Sônia Lúcia Costa e trabalhava com os ensinos
infantil, fundamental e médio, além de cursos pré-vestibulares. Sônia Lúcia foi convidada para contribuir
profissionalmente no Colégio Visão devido à sua vasta experiência no setor
educacional, onde havia ocupado posições relevantes nos governos de Jerônimo
Santana, Osvaldo Piana e Valdir Raupp, entres elas, a função de Representante
de Ensino da Seduc em Jaru, cujas atribuições são equivalentes ao cargo de
Superintendente Regional de Educação em 2026.
Administrado
pelos irmãos Menezes, o estabelecimento tinha como Diretor Administrativo, o
senhor Saturnino José de Menezes, por esse motivo o nome SM Visão Ltda. O
ensino ministrado na instituição teve grande relevância em seu período de
existência, onde além de educadores de Jaru, havia integrantes do corpo docente
oriundos da região nordeste. Com professores qualificados, foi possível
garantir a formação de profissionais em várias áreas do saber, além de
contribuir para a qualificação de um grande celeiro de líderes e cidadãos de
sucesso que hoje atuam em todo o Estado, bem como em nível nacional.
O
Colégio Visão contou anualmente com cerca de 350 alunos. Filho de um dos
proprietários, o então adolescente Paulo Henrique Menezes, com apenas 14 anos,
se tornou mestre de informática, aprendendo logo cedo um ofício que marcaria a
sua trajetória. No início da história da então faculdade Unicentro
(posteriormente transformada em Fimca Jaru), o Colégio Visão cedeu espaço para
a instalação do escritório de apoio, além de participar das tratativas
políticas. A consequência da parceria apresentou o seguinte resultado: Paulo
Henrique coordenou o Laboratório da Unicentro por 16 anos, onde chegou ao cargo
de Diretor Financeiro.
Além
de se destacar no conhecimento, o Colégio Visão obteve excelentes resultados
nos Jogos Escolares de Rondônia, o Joer, com conquistas de importantes
medalhas. A equipe de atletas era transportada em um veículo Ford Corcel II
intitulado “Satur Móvel”, uma referência ao nome do diretor administrativo
Saturnino Menezes. Entre os profissionais de Educação Física que passaram pela
escola estão Uelton Salomão, Paulo Brandalise, Liane Brandalise, Ronaldo Alves
de Souza e Alana Araújo Filgueira, além de um vasto e experiente corpo docente
nas demais áreas. Foram vários jogos memoráveis, como por exemplo, títulos no
futsal infantil e juvenil, além do Voleibol. A família Menezes carrega consigo
uma enorme gratidão pela atenção e carinho que foram dados pela população
jaruense nos oito anos de existência do Colégio Visão no município.
Embora
não se trate de uma escola particular no padrão propriamente dito, a Creche
Domiciliar Casa dos Batutinhas foi inaugurada em Jaru no dia 16 de junho de
2016. O nome é uma lembrança do filme “Os Batutinhas”, atração cinematográfica
produzida pela primeira vez em 1994. Situada à Avenida Princesa Isabel, nas
proximidades da Rua João Batista, a unidade foi fundada por Rosenilda Alves da
Silva, profissional que fez Magistério na década de 1990 e concluiu o curso de
Pedagogia na então universidade Unicentro (hoje Fimca Jaru) no ano de 2010. O
estabelecimento é regularizado para o que se propõe fazer, atende ao público de
quatro meses a seis anos de idade e oferece atividades semelhantes ao que é
feito com o berçário e maternal nas creches da rede municipal de ensino. As
crianças aprendem noções de coordenação motora e de forma lúdica podem
desenvolver habilidades em áreas vitais do universo infantil, contar de 1 a 10,
além de identificar algumas cores.
Por muito tempo os alunos jaruenses que concluíam a educação básica só poderiam ingressar no Ensino Superior se deslocassem para outros municípios. Entretanto, essa realidade começou a tomar outro rumo em novembro de 1999, quando o prefeito da época, Ademário Serafim de Andrade (1957-2014) organizou uma reunião em conjunto com a Câmara Municipal e com a participação de membros da sociedade organizada, além de representantes da faculdade Unipec, sediada em Porto Velho. O resultado desse encontro foi a implantação do primeiro estabelecimento de ensino superior.
Um Projeto de Lei foi encaminhado à Câmara de
Vereadores solicitando autonomia do Executivo Municipal para liberar uma área
no perímetro urbano para a construção do Campus Universitário e a cessão, em
regime de comodato, de uma escola que esteja ociosa no período noturno.
Mediante a aprovação do projeto, o município de Jaru contou com a primeira
instituição de Ensino Superior: União Centro Rondoniense de Ensino Superior
Ltda, depois conhecida apenas como Unicentro. As atividades educacionais se
iniciaram no ano de 2001 e a contrapartida da universidade ficou definida em
concessão de um percentual de bolsas a funcionários públicos municipais e a
familiares destes. As primeiras formações acadêmicas foram oferecidas nas áreas
de Administração de Empresas e Administração Pública. Depois, vieram cursos relacionados
à educação, entre outros segmentos profissionais da sociedade. Em 2017, após a
universidade ser adquirida pelo grupo Faculdades Integradas Aparício Carvalho,
passou a se chamar Fimca Jaru.
A modalidade à distância para o ensino
superior também faz parte de um formato que se tornou realidade em Jaru.
Instituições como Universidade Norte do Paraná (Unopar, posteriormente
transformada em Unopar / Anhanguera), Universidade Estadual do Tocantins
(Unitins), Faculdade Educacional da Lapa (Fael), Universidade Cruzeiro do Sul,
Centro Universitário Internacional (Uninter) e Centro Universitário de Maringá
(UniCesumar) fazem parte da história educacional jaruense. A presença de tais
empresas com seus polos educacionais, tem como objetivo garantir aos alunos que
concluem a educação básica, a possibilidade de fazerem um curso superior no
próprio município com diploma emitido através de instituições que
tradicionalmente possuem suas raízes em outras cidades brasileiras.
Após a extinção do ensino técnico para
professor (Magistério) no ano de 2001 e Contabilidade (1999), com as últimas
turmas na escola estadual Plácido de Castro, essa modalidade passou a fazer
parte da vida cotidiana de estudantes jaruenses por meio do Instituto Federal
de Rondônia (IFRO) e da Escola Família Agrícola (EFA). As primeiras turmas do IFRO
se iniciaram em 2016 para a formação de Técnico em Cooperativismo com uma turma
no Campus Avançado do IFRO em Jaru e também por meio do Ensino Médio com
Mediação Tecnológica, formato de ensino que, em seus primórdios contou com a
parceria da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) e IFRO.
Em um primeiro momento, ainda no ano de 2016,
se iniciaram cinco turmas que contavam com as disciplinas tradicionais do
ensino médio em um formato denominado Mediação Tecnológica e de
responsabilidade do Estado de Rondônia. Porém, uma vez por semana, eram
ministradas as disciplinas do Curso Técnico em Cooperativismo pelo Instituto
Federal de Rondônia. Essa parceria possibilitou que em Jaru fossem formadas
cinco turmas, sendo duas delas em unidades escolares fechadas no fim do ano de
2017. São elas: as escolas Creuza Antônia (Linha 612) e Frei Henrique de
Coimbra (Linha 634). Havia também uma turma na Escola Municipal D’Jaru-Uaru e
outras duas turmas que foram criadas nas escolas Marechal Cordeiro de Farias e
Juscelino Kubitschek, situadas, respectivamente, às Linhas 619 e 617. Porém, a
parceria entre Estado e IFRO, foi descontinuada posteriormente e os cursos
técnicos federais, ficaram restritos ao Campus do IFRO em Jaru.
As aulas presenciais no campus local do IFRO
se iniciaram no ano de 2017 com a oferta de cursos concomitantes ao ensino
médio. Em um período o aluno estava em uma escola que oferecia a última etapa
da educação básica e, no horário oposto, deveria ir à única unidade escolar
federal até então existente no município. Ainda em 2017, tem início os cursos
subsequentes ao ensino médio. O campus do Instituto Federal de Rondônia em Jaru
iniciou no ano de 2020 a primeira turma de Medicina Veterinária para formação
em Bacharelado na respectiva área.
Voltando ao início da história construída
pelo IFRO em Jaru, percebe-se que a articulação que culminou com a implantação
do estabelecimento público de ensino federal no município teve um momento
decisivo ainda no ano de 2013 com ações envolvendo o Ministério da Educação, políticos
representantes de Rondônia na esfera nacional e a administração municipal à
época dos fatos. Entretanto, em 2012, com a criação de um Polo Avançado em
parceria com a Prefeitura de Jaru, foram oferecidos cursos técnicos nas áreas
de Informática, Finanças e Agente Comunitário de Saúde. Posteriormente, a Lei
Municipal 1974/GP/2014, elaborada durante a gestão da então prefeita Sônia
Cordeiro de Souza e aprovada pela Câmara Municipal oficializou a doação do
terreno que há muitos anos pertenceu à Associação dos Criadores de Jaru (ACJ),
passou a ser do município e que foi palco de grandes eventos agropecuários
entre a década de 1980 e o ano de 2005. Com isso, o Campus do IFRO ficou
localizado em um local histórico do espaço territorial jaruense.
REFERÊNCIAS:
CACOAL
NEWS. Educação em Jaru deve receber mais
de 16 milhões. Disponível em <https://www.cacoalnews.com.br/2013/11/educacao-em-jaru-deve-receber-mais-de-r.html?m=1>.
Acesso em: 08. Nov. 2020.
CÂMARA
MUNICIPAL DE JARU. Projeto de Lei
073/GP/87, de 27 de outubro de 1987. Projeto Anexo ao estudo de campo feito
por Teófilo Lourenço de Lima. Jaru, 1984-1987.
LIMA,
Teófilo Lourenço de. Do Monte Nebo a Jaru
– Um passado a ser conhecido. Canoas: Ed. ULBRA, 2001.
RONDÔNIA
DIGITAL. Escola Família Agrícola é
inaugurada em Jaru. Disponível em <http://rondoniadigital.com/escola-familia-agricola-e-inaugurada-em-jaru/>. Acesso em: 31. Out. 2020.
_____________________.
Técnicos do IFRO visitam Jaru e discutem
implantação da instituição. Disponível em <http://rondoniadigital.com/tecnicos-do-ifro-visitam-jaru-e-discutem-implantacao-da-instituicao/>.
Acesso em: 08. Nov. 2020.
PEREIRA,
Elias Gonçalves. Vivendo Nossa História.
Jaru: Gráfica Ave, 2013.

.jpg)
































Nenhum comentário:
Postar um comentário