sábado, 24 de maio de 2025

História da Câmara Municipal de Jaru: 7ª e 8ª Legislatura

 7ª Legislatura (2009-2012)

Celso Rocha da Rocha – 615 votos

Denísia Messias da Silva – 842 votos

Edivando Regis de Oliveira – 583 votos

Evaldo Cilistrino Mendes – 641 votos

Francisco H. Costa Bezerra – 763 votos

Gerson Gomes Gonçalves – 804 votos

Ivo Pereira Lima - 837 votos

Lúcia de Fátima Costa – 889 votos

Mirley Emanuel dos Santos – 648 votos

Valdecir Cesco Orlandini – 1.333 votos

 Suplentes que tomaram posse:

José Augusto Radialista – 634 votos

Paulão do Esporte – 542 votos

Leandro de Oliveira Leal – 302 votos

Clóvis Morali Andrade – 725 votos

Maria Aparecida S. Cabral – 490 votos

Ivo Lima foi o 1º presidente
da Câmara na 7ª Legislatura

A Mesa Diretora durante o primeiro biênio da 7ª Legislatura (2009/2010) foi composta da seguinte forma: Ivo Pereira Lima (Presidente); Gerson Gomes Gonçalves (vice-presidente), além de Celso Rosa da Rocha e Denísia Messias da Silva nas funções de 1º e 2º secretários.

Durante a segunda metade da legislatura (2011/2012), a Mesa Diretora da Câmara foi alterada e o vereador Gerson Gomes que era vice-presidente no biênio anterior, assume a presidência da Casa. A função de vice-presidente fica com o Professor Evaldo Mendes e os cargos de 1º e 2º secretários passam a ser dos vereadores Lúcia de Fátima e Francisco Hildemburg Costa Bezerra. Entretanto, em 25 de março de 2011, o então suplente José Augusto Radialista assume o lugar de Francisco Hildemburg, que não pode continuar exercendo o mandato, após ter marcado presença em uma licitação municipal, contrariando assim as regras vigentes.

Gerson Gomes foi presidente da Câmara
no 2º biênio da 7ª Legislatura

Em 04 de fevereiro de 2011, o município sofreu uma grande perda na esfera política com a morte repentina do então vereador Ivo Pereira Lima quando o mesmo retornava de uma agenda em Brasília. Em virtude disso, quem assumiu o seu cargo foi o professor Clóvis Morali. A posse aconteceu em 16 de fevereiro de 2011, mas Clóvis permaneceu no parlamento menos de dois meses, uma vez que retornara ao cargo de Secretário Municipal de Educação. Em seu lugar, assume em 11 de abril de 2011, o vereador Leandro de Oliveira Leal. Outra mudança ocorrida na 7ª Legislatura foi a posse da vereadora Maria Aparecida Silva Cabral, que assumiu o lugar de Edivando Régis de Oliveira, que havia sido empossado no cargo de administrador do distrito de Tarilândia. O mandato de Cida do Tonhão, como a então vereadora é conhecida, teve início em 14 de junho de 2011 e se encerrou em 2012.

Durante a gestão 2009-2012, Câmara e Prefeitura tiveram os mesmos ideais e o município que havia enfrentado um período turbulento com constantes trocas de prefeito no quadriênio anterior pôde, finalmente, caminhar em franco desenvolvimento. Além de projetos de asfaltamento, ampliação da frota própria, entre outras benfeitorias, houve a edificação de um novo prédio para a escola municipal Marechal Cordeiro de Farias na Linha 619 e a construção no Centro de Convenções José Carlos da Silva, através da Lei nº 1.494, de 29 de março de 2011. Em todas essas frentes, o Legislativo esteve de mãos dadas com a população para garantir a execução das obras.

8ª Legislatura (2013 - 2016)

Antônio Pereira Cabral – 544 votos

Benildo Márcio da Silva – 514 votos

Cássia Gomes dos Santos – 793 votos

Clóvis Morali Andrade – 930 votos

Edimilson Batista Moreira – 498 votos

Eneir Martins Rodrigues – 574 votos

Evaldo Cilistrino Mendes – 455 votos

Jeverson Luiz de Lima – 1179 votos

José Augusto da Silva – 896 votos

José Claudio Gomes da Silva – 704 votos

Josemar Figueira – 774 votos

Luiz Carlos Cesconete – 423 votos

Moisés Zalém Oliveira Soté – 478 votos

Roseli Capelini Batista – 448 votos

Valdecir Cesco Orlandini – 654 votos

Suplentes que tomaram posse:

Audicleverson Glauber da Silva (Naná) – 261 votos

Josemar Figueira foi o 1º presidente na
8ª Legislatura

A 8ª Legislatura, iniciada em 1º de janeiro de 2013, teve na composição da Mesa Diretora no 1º biênio (2013-2014), os seguintes vereadores: Josemar Figueira (presidente), Edimilson Batista Moreira (vice-presidente), Roseli Capeline Batista (1ª secretária) e Antônio Pereira Cabral, o Tonhão, na função de 2º secretário. Durante os primeiros dois anos, a relação entre Legislativo e Executivo foi formada por meio de uma grande parceria. Projetos de interesse da Prefeitura foram aprovados e o clima era bastante harmônico.

Orlandini foi o 2º presidente
 na 8ª Legislatura

Já o 2º biênio, iniciado em janeiro de 2015, foi marcado por um clima de desarmonia em relação ao Executivo Municipal, onde diversos parlamentares se declararam oposicionistas à gestão Sônia Cordeiro (PT), o que culminou com a cassação do mandato da prefeita em dezembro de 2015 por suspeita de se adulterar o TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – assinado entre Prefeitura e Ministério Público (MP), fato que Sônia nega ter cometido, além de que, posteriormente, fora inocentada pela Justiça das acusações que lhe custaram o mandato. Inicialmente, a Mesa Diretora foi composta por Valdecir Cesco Orlandini (presidente), José Cláudio Gomes da Silva, o Amarelinho (vice-presidente), além de Roseli Capeline Batista e Jeverson Luiz de Lima como 1º e 2º secretários.  

Em 25 de agosto de 2015, após a Câmara decidir pelo afastamento de Sônia Cordeiro, o então vice-prefeito Inaldo Pedro Alves foi empossado no cargo de prefeito. Entretanto, Sônia entrou na Justiça e conseguiu ser reconduzida à função em que fora, legitimamente, eleita. Todavia, após dar continuidade ao processo investigatório contra a gestão municipal, a Câmara afastou novamente a prefeita Sônia Cordeiro por 90 dias e empossou Inaldo como prefeito em 22 de setembro de 2015. Sônia conseguiu voltar ao seu cargo, mas a Câmara acabou cassando o seu mandato de forma definitiva. Em 21 de dezembro de 2015, Inaldo é empossado pela terceira vez. Com isso, o gestor acabou concluindo o mandato em 31 de dezembro de 2016.

Voltando um pouco no tempo, chega-se à tarde do dia 20 de maio de 2015, momento em que ocorreu a prisão em flagrante do vereador Valdecir Orlandini, durante a Operação Lampejo. Na ocasião, o presidente da Câmara foi acusado de ter pedido propina para a prefeita Sônia Cordeiro. À época do fato, Orlandini alegou em sua defesa que estaria sendo vítima de uma armação e que teria elementos suficientes para provar sua inocência.  Mas, mesmo assim, a Justiça o condenou em 2017. Valdecir Orlandini disputou a eleição de 2016, alcançou 326 votos e não foi eleito. Em 2020, conseguiu eleger sua esposa, Neuza Orlandini.

Em virtude da denúncia contra Valdecir Orlandini, o parlamentar pediu um afastamento de trinta dias da Câmara e, em 29 de junho de 2015, renunciou ao cargo de presidente do poder legislativo. Em 26 de outubro de 2015, os vereadores votaram uma possível cassação do mandato e o placar ficou 9 a 5 a favor de Orlandini. Nessa sessão, o 3º suplente Audicleverson Glauber da Silva (1971-2023) foi convocado para votar, mas a sua presença em plenário não foi suficiente para interromper o mandato que Orlandini havia conquistado nas urnas. A convocação de Naná, como o político e servidor público municipal era conhecido, para votar a cassação do mandato de Orlandini, se baseou no artigo 7º do Decreto-Lei Federal 201/67. O 1º suplente estava impedido por ter interesses direto no assunto e no caso presente. O 2º suplente se manifestou formalmente pelo desinteresse por motivos particulares em não participar da votação, sendo, portanto, convocado o 3º suplente.

Amarelinho foi o 3º presidente
na 8ª Legislatura

Com a saída de Orlandini da presidência da Casa Leis, o vice dele, José Cláudio Gomes da Silva, o Amarelinho, assume a responsabilidade de conduzir o poder legislativo jaruense pelo restante do biênio e fica no cargo de 29 de junho de 2015 a 31 de dezembro de 2016.

Entre as principais marcas da administração municipal no triênio 2013-2015 (gestão de Sônia Cordeiro), estão a doação do antigo terreno da Expoaja para o IFRO, o que garantiu a implantação de um campus do Instituto Federal de Rondônia em Jaru. Além disso, as unidades locais do Senac e do Senai também só vieram para o município após a prefeitura enviar o projeto para o legislativo e os parlamentares, entendendo a importância dos dois órgãos, aprovarem em tempo recorde os recursos que garantiram o apoio da municipalidade. Outro fato marcante foi a doação de dez alqueires de terra para a instalação da EFA – Escola Família Agrícola – Dom Antônio Possamai.

FONTE:

PEREIRA, Elias Gonçalves. Câmara Municipal de Jaru: 42 anos. 

Link das publicações:

1ª e 2ª Legislatura

3ª e 4ª Legislatura

5ª e 6ª Legislatura

7ª e 8ª Legislatura

9ª e 10ª Legislatura

11ª Legislatura

sábado, 17 de maio de 2025

História da Câmara Municipal de Jaru: 5ª e 6ª Legislatura

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão municipal de Jaru de forma individualizada.  

Vereadores da 5ª Legislatura (2001-2004)

Aguinaldo da Silva Lenque - 447 votos

Antônio Carmona Tressoldi - 319 votos

Carlos Wagner Matos - 427 votos

Cosme da Soledade Campos Bastos - 287 votos

Geraldo Luiz da Silva - 641 votos

Israel Moret - 434 votos

Ivo Pereira Lima - 698 votos

Jandira de Souza Oliveira - 331 votos

Jean Carlos dos Santos - 531 votos

João Batista da Silva - 468 votos

José Onilson Santos - 452 votos

Manases da Silva Rosa - 407 votos

Milton Louzada de Almeida - 357 votos

Teobaldo Martins Pinto - 533 votos

Ulisses Borges de Oliveira - 810 votos

Suplentes que tomaram posse:

Edirceu Vicente - 346 votos

Otaviano Pereira Neto - 329 votos

Abson Praxedes de Carvalho - 389 votos

Florisvaldo Simões de Oliveira - 299 votos


Ivo Lima, presidente da Câmara na 
4ª Legislatura
A última eleição do segundo milênio realizada no pleito do ano 2000 representou algumas mudanças no Poder Legislativo de Jaru, onde diversos candidatos tiveram a chance de assumir o cargo pela primeira vez. A população foi às urnas pela quinta vez para eleger os candidatos dos poderes Executivo e Legislativo no âmbito municipal e os postulantes ao cargo de vereador que foram eleitos passaram a fazer parte da 5ª legislatura com mandatos para o período 2001-2004. Uma das mudanças na composição do parlamento local ocorreu em 06 de junho de 2001, quando o vereador Manases da Silva Rosa se licenciou da Câmara para assumir a Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social – Semtas e com isso houve a posse de Edirceu Vicente Ferreira.

Em 1º de março de 2002, houve outra mudança na Câmara Municipal de Jaru, dessa vez, apenas temporária. O vereador Milton Louzada de Almeida precisou se afastar para tratamento de saúde e em seu lugar assume o suplente Otaviano Pereira Neto (1966-2003). Outra alteração na Câmara Municipal ocorreu em 28 de fevereiro de 2003, quando foi empossado Abson Praxedes de Carvalho em substituição ao então vereador Jean Carlos dos Santos, que havia se afastado para assumir a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) na gestão do prefeito José Amauri dos Santos.

A antepenúltima alteração registrada durante a legislatura do período 2001-2004 aconteceu no dia 19 de maio de 2003 e se refere a uma mudança já ocorrida em 06 de junho de 2001, quando o vereador Manases da Silva Rosa havia se licenciado do cargo para assumir a Semtas (Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social). Porém, dessa vez, também por tempo indeterminado, Manases se afasta e passa a ser o titular da Secretaria Municipal de Agricultura e novamente Edirceu Vicente Ferreira reassume o cargo de vereador na Câmara Municipal de Jaru. Em 11 de novembro de 2003, ocorreu outro afastamento devido ao fato de vereador eleito ter aceitado o convite para ocupar cargo no Executivo Municipal. Florisvaldo Simões de Oliveira (1954-2018), que era suplente da coligação, tomou posse por tempo indefinido devido ao afastamento do então vereador Teobaldo Martins Pinto que havia assumido a Secretaria Municipal de Agricultura, marcando assim a gestão onde mais vereadores ocuparam cargos no primeiro escalão da Prefeitura de Jaru.

Em 31 de março de 2004, em mais uma oportunidade, Abson Praxedes assume, por tempo indeterminado, o seu cargo na Câmara, sendo desta vez, em substituição ao vereador Teobaldo Martins Pinto, o Nói, que estava na secretaria de Agricultura. Nessa coligação, havia ainda Florisvaldo Simões de Oliveira, que era o segundo suplente.

A pavimentação asfáltica das margens da BR 364
teve o aval da Câmara municipal de Jaru através
 da aprovação dos recursos

Em 29 de junho de 2004, mediante a aprovação da Câmara e sanção do poder Executivo, são criados os distritos de Bom Jesus, Santa Cruz da Serra, Tarilândia e o subdistrito de Jaruaru.

O quadriênio 2001-2004 foi caracterizado pela estabilidade na gestão municipal, onde Executivo e Legislativo caminharam de mãos dadas com foco no progresso do município. Com isso, a zona urbana e os distritos foram contemplados com obras de infraestrutura, construção de escolas, além do projeto e as obras de asfaltamento das margens da BR 364 entre a ponte sobre o Rio Jaru e a Linha 605, que marcaram positivamente o município e a Câmara foi parceira dessas ações.

 Mesa Diretora da Câmara de 2001 a 2004

Regimentalmente, a Mesa Diretora é órgão de direção dos trabalhos legislativos e administrativos da Câmara e conta com quatro vereadores. Entre outras atribuições, sua função é conduzir as ações que serão executadas em cada sessão e colocar os projetos do Executivo – e da própria Casa de Leis – para serem apreciados pelos demais pares. Durante o biênio 2001/2002, a composição ficou da seguinte forma: Presidente: Ivo Pereira Lima; Vice-Presidente: Geraldo Luiz da Silva; 1º Secretário: João Batista da Silva e 2º Secretário: Manases da Silva Rosa. Para o 2º biênio da mesma legislatura (2003/2004) houve apenas duas alterações. As mudanças foram nos cargos de 1º e 2º Secretário e o cenário apresentou a seguinte composição: Ulisses Borges de Oliveira (1º Secretário) e Antônio Carmona Tressoldi (1956-2012), o 2º Secretário.

 Mudança na quantidade de vereadores

A Resolução nº 21.702, de 02 de abril de 2004, emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, alterou a quantidade de vereadores nas Câmaras Municipais de todo o país e, em Jaru, houve uma redução de cinco vagas na Casa de Leis municipal. A mudança definida pelo TSE considerou o número de habitantes de cada localidade e Jaru se encaixou no segundo campo onde determinava que os municípios que possuíssem de 47.620 a 95.238 habitantes deveriam ter dez vereadores. A primeira escala da Resolução feita à época preconizava o mínimo de nove cadeiras no Poder Legislativo Municipal de todo o país e o máximo cinquenta e cinco, sendo essa última para locais onde o número de habitantes fosse acima de 6.547.612.

6ª Legislatura:

Vereadores da 6ª Legislatura (2005-2008)

Adilson Luiz Capelini Faria - 839 votos

Antônio Pereira Cabral - 689 votos

Carlos Wagner Matos - 650 votos

Carmivalda Gomes dos Santos Gom - 646 votos

Celso Rosa da Rocha - 395 votos

Cosme da Soledade Campos Bastos (1962-2024) - 469 votos

Ivo Pereira Lima* (1954-2011) - 892 votos

Juscimar Telek - 558 votos

Manases da Silva Rosa - 621 votos

Aguinaldo da Silva Lenque - 636 votos

Suplentes que tomaram posse:

Jean Carlos dos Santos - 804 votos

Edmilson Batista Moreira - 464 votos

Valdecir Cesco Orlandini** - 628 votos

*Até outubro de 2005

**Por alguns dias devido ao afastamento de Aguinaldo da Silva Lenque (que assumiu a prefeitura de forma provisória) 


Ivo Lima foi o 1º presidente na 6ª
Legislatura

A composição da 6ª Legislatura foi definida no dia 03 de outubro 2004, onde a população foi às urnas para escolher os dez vereadores que seriam eleitos, além dos cargos de prefeito e vice-prefeito. Após serem diplomados e empossados em 1º de janeiro de 2005, os legisladores e membros do Executivo deveriam concluir o mandato apenas em 31 de dezembro de 2008, quando já estaria definido o nome dos próximos representantes da sociedade jaruense. Mas, o período 2005-2008, apresentaria algumas surpresas.

A eleição para a Mesa Diretora que conduziria os trabalhos no período 2005-2006 transcorreu dentro da normalidade. Ivo Pereira Lima e Aguinaldo da Silva Lenque foram eleitos respectivamente como Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal e os vereadores Adilson Luiz Capelini Faria e Carmivalda Gomes dos Santos Gon na função de 1º e 2º Secretários. A administração municipal estava caminhando com a reeleição do prefeito José Amauri dos Santos e parecia que seria uma das gestões mais tranquilas. Parecia.

Aguinaldo da Silva Lenque foi
o segundo presidente na 6ª
Legislatura

Em 12 de abril de 2005, a Câmara Municipal recebeu o Ofício nº 035/05-27ª/ZE, o qual comunicava que na data de 11 de abril de 2005, em decisão proferida nos Autos de Investigação Judicial nº 365/2004, o Juízo desta Comarca cassou os diplomas dos senhores José Amauri dos Santos, Melchior Sydnei Daniel e Ivo Pereira Lima (prefeito, vice-prefeito e vereador), sendo o último, então Presidente da Câmara. Em resumo, tratava-se de um processo de compra de votos em que os políticos citados foram acusados, mas todos eles alegaram que eram inocentes e que a acusação não tinha fundamento. À época dos fatos, muito se falou no Artigo 41-A da Lei Eleitoral 9504/97, de 30 de setembro de 1997, uma vez que a referida parte se trata de captação ilícita de sufrágio, um termo desconhecido em outros tempos, mas muito comentado devido à situação política em que o município se encontrava. Pereira (2013, p. 120), registra que “nos onze meses posteriores, houve dez trocas de prefeito, ou seja, praticamente um prefeito por mês”, causando assim uma série de transtornos para a condução dos serviços essenciais sob a responsabilidade do município.

Aguinaldo da Silva Lenque era 
vice-presidente da Câmara, mas chegou
a ocupar o cargo de prefeito entre
outubro e novembro de 2005

Devido aos acontecimentos políticos no âmbito municipal, o então vice-presidente da Câmara, vereador Aguinaldo da Silva Lenque, comunicou aos edis do Poder Legislativo em sessão solene realizada no dia 13 de abril de 2005 que se afastaria do cargo em que havia sido eleito pela população e o que estava ocupando na composição da Mesa Diretora para assumir a função de prefeito de forma interina. A insegurança política culminou com a posse de dois vereadores para substituírem provisoriamente Ivo Lima e Aguinaldo da Silva Lenque, pois resultados obtidos em instâncias superiores poderiam reverter completamente a situação do momento. Nessa época, os suplentes Jean Carlos dos Santos (1º suplente de Ivo Lima) e Valdecir Cesco Orlandini (suplente de Aguinaldo da Silva Lenque) assumem as suas funções na Câmara devido à vacância provocada pela situação política.

Os fatores políticos da época culminaram também com alterações na Mesa Diretora. Em 13 de abril de 2005, durante a 20ª Sessão Extraordinária, deliberou-se entre os vereadores a escolha de um Presidente e Vice-Presidente interinos pelos próximos oito dias, conforme já previa o Regimento Interno do Poder Legislativo. Após a votação, decidiu-se que os vereadores Celso Rosa da Rocha e Antônio Cabral ocupariam os cargos. Foi uma solução provisória, mas necessária para o andamento das ações que cabem ao Poder Legislativo. Dois dias depois, José Amauri dos Santos, Melchior Sidney Daniel e Ivo Pereira Lima obtiveram decisão liminar favorável ao recorrerem à 2ª instância no Tribunal Regional Eleitoral e ambos foram reconduzidos aos cargos em que haviam sido eleitos, fazendo com que a composição dos membros dos poderes Executivo e Legislativo voltasse a ficar da forma como o resultado das urnas havia demonstrado no pleito eleitoral de 2004, mesmo que provisoriamente.

Em 14 de abril de 2005, o então Juiz Eleitoral Dr. Elsi Antônio Dalla Riva, diplomou na sede da Câmara Municipal de Jaru, o 2º colocado nas eleições municipais de 2004 ao cargo de prefeito e vice-prefeita, o senhor Ulisses Borges de Oliveira e a senhora Stella Mari Mortoni. À época, a posse de Ulisses e Stella ficou marcada para o dia 18 de abril de 2005, mas, havendo os senhores José Amauri dos Santos, Melchior Sydnei Daniel e Ivo Lima recorrido à segunda instância em 15 de abril, o Tribunal Regional Eleitoral proferiu sentença em favor dos mesmos, mantendo-os em seus respectivos cargos, permanecendo assim compostos – temporariamente – os órgãos Legislativo e Executivo Municipal.

Novamente, em 29 de agosto de 2005, foi recebido na Câmara Municipal de Jaru, o Ofício nº 109/05-27ªZE, o qual comunicava que na data de 26 de agosto de 2005, em decisão proferida nos Autos de Investigação Judicial nº 365/2004, o Juízo desta Comarca cassou novamente os diplomas dos senhores José Amauri dos Santos, Melchior Sydnei Daniel (Daniel Boiadeiro) e Ivo Pereira Lima. Dessa forma, em 30 de agosto de 2005, em sessão solene realizada no plenário da Câmara Municipal, o senhor Aguinaldo da Silva Lenque (então vice-presidente na chapa em que Ivo Lima era presidente), comunicou o seu afastamento do poder legislativo para assumir o cargo de prefeito de forma interina. Nesse momento, ficou definido entre os vereadores, por maioria simples, que a vereadora Carmivalda Gomes dos Santos Gon, a Carmem, assumiria a Presidência da Câmara interinamente. Contudo, mais uma vez, em 1º de setembro de 2005, o Tribunal Regional Eleitoral proferiu sentença em favor de Amauri, Daniel Boiadeiro e Ivo Lima e, por meio de uma liminar, os conduziu, mais uma vez, aos seus referidos cargos.

Em 21 de setembro de 2005, o vereador Edmilson Batista Moreira, que era suplente do vereador Manases da Silva Rosa, assume uma cadeira na Câmara Municipal. O motivo foi que o titular da cadeira no legislativo havia se afastado do cargo para assumir a função de Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento. 

Em 17 de outubro de 2005, sendo o vereador Antônio Pereira Cabral o presidente interino da Câmara, Aguinaldo da Silva Lenque assume novamente o cargo de prefeito de Jaru e conduz o município de forma temporária.  O principal foco do gestor foi preparar a cidade para a posse do segundo colocado nas Eleições de 2004, o senhor Ulisses Borges, que já se encontrava diplomado há meses e pronto para assumir os destinos da população jaruense, conforme havia decidido a Justiça Eleitoral.  

Embora a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2005/2006 tenha definido o vereador Ivo Pereira Lima como Presidente da Casa de Leis, devido ao fato de ter retornado ao cargo liminarmente, posteriormente, tanto ele quanto os demais acusados perderam a causa no julgamento do mérito do processo ainda no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RO) naquele ano. Com isso, tiveram que deixar os cargos para aguardarem a decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fora do mandato. Em 04 de novembro de 2005, a Câmara empossou Ulisses Borges de Oliveira, o segundo colocado na eleição municipal de 2004, no cargo de prefeito. A posse definitiva de Ulisses pela Câmara foi antecedida por uma polêmica posse feita pelo Poder Judiciário local, uma vez que, legalmente, cabe às Câmaras Municipais a realização de tal ato cerimonial. 

A chegada de Ulisses Borges de Oliveira à Prefeitura não cessou a instabilidade no Executivo Municipal com sucessivas trocas de prefeito. Em 23 de maio de 2006, a vice-prefeita Stella Mari foi “Prefeita por um dia”, quando Ulisses foi afastado do cargo acusado de possíveis irregularidades, mas voltou no dia seguinte após a Justiça acatar as alegações de sua defesa. Stella Mari também foi empossada pela Câmara Municipal como prefeita em 02 de junho de 2008 e em 16 de julho do mesmo ano, quando ficou no cargo até 31 de dezembro de 2008, ocasião em que se encerrou o quadriênio mais turbulento da história política de Jaru.

Tonhão foi o 3º presidente na 5ª
Legislatura da 
Casa de Leis em Jaru

O poder legislativo também contou com nova composição na Mesa Diretora nos anos de 2007 e 2008. Por decisão dos parlamentares, a formação ficou da seguinte forma: Antônio Pereira Cabral (presidente), Carlos Wagner Matos (vice-presidente), Carmivalda Gomes Gon (1ª secretária) e Jean Carlos dos Santos (2º secretário).

O processo de suposta compra de votos enfrentado por Ivo Lima, Amauri e Daniel Boiadeiro não abalou a confiança de nenhum deles, tampouco afugentou os seus eleitores, que naquele momento os viram como vítimas de um plano bem orquestrado. Amauri foi eleito como deputado estadual no ano de 2006 com a votação recebida de 11.849 eleitores e Ivo Lima retornou ao Poder Legislativo de Jaru de forma triunfal dois anos depois, quando, em 2008, foi eleito com 837 votos, o que lhe garantiu o quarto lugar no pleito. Além disso, o grupo político também conseguiu eleger Jean Carlos dos Santos naquele mesmo ano para o cargo de prefeito de Jaru em uma disputa com vários candidatos. O expressivo resultado credenciou Ivo Lima para ser novamente presidente da Câmara no 1º biênio da 7ª Legislatura. Já Daniel Boiadeiro, que não tinha uma carreira política, ficou, apenas, na primeira – e única – experiência, pois não disputou mais cargos eletivos.

A Câmara Municipal de Jaru foi composta por dez vereadores apenas nos pleitos de 2004 e 2008.  Em 23 de setembro de 2009, mediante a aprovação federal da Emenda Constitucional nº 58 houve uma alteração na redação do inciso IV dos Artigos 29 e 29-A da Constituição Federal, tratando das disposições relativas à recomposição das Câmaras Municipais. O município de Jaru foi contemplado nas regras definidas na alínea d, onde determinava que as localidades com mais de 50 mil habitantes e menos de 80 mil deveriam ter quinze vereadores. O Poder Legislativo também aprovou a Emenda nº 011/CMJ/MD/11 à Lei Orgânica do Município de Jaru em 20 de setembro de 2011 e, em uma nova redação, promulgou a alteração que entraria em vigor na eleição municipal de 2012.

Durante a gestão do prefeito Ulisses Borges, a Câmara votou e aprovou projetos do Executivo com foco na população, entre eles, o Plano de Cargo, Carreira e Salários (PCCS) dos servidores municipais, o Plano Diretor e a autorização para que os setores 4, 5, 6 e 8, além do Industrial, pudessem fazer a tão sonhada escritura pública. Em 2008, já na administração Stella Mari, o município entrou na era semafórica e ganhou três semáforos de uma única vez, ambos na Avenida Padre Adolpho Rohl. 

FONTE:

PEREIRA, Elias Gonçalves. Câmara Municipal de Jaru: 42 anos. 

Link das publicações:

1ª e 2ª Legislatura

3ª e 4ª Legislatura

5ª e 6ª Legislatura

7ª e 8ª Legislatura

9ª e 10ª Legislatura

11ª Legislatura

sábado, 10 de maio de 2025

História da Câmara Municipal de Jaru: 3ª e 4ª Legislatura

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão municipal de Jaru de forma individualizada. 

Governador Valdir Raupp, prefeito Ruy Zimmer e o presidente da Câmara
Delmário Santana de Souza em um evento que discutiu importantes temas locais

Vereadores da 3ª Legislatura (1993-1996):

Antônio Carmona Tressoldi - 558 votos

Delmário Santana de Souza - 214 votos

Ferdinando Pandolfi - 210 votos

Geneval Alves Vieira - 234 votos

Ivo Pereira Lima - 319 votos

José Alves - 376 votos

José Amauri dos Santos - 426 votos

Leir Márcio Ferreira do Carmo - 280 votos

Luiz Antônio Claudino da Silva - 258 votos

Marcos Artur Machado - 276 votos

Rildo Ferreira Filho - 311 votos

Teobaldo Martins Pinto - 292 votos

Ulisses Borges de Oliveira - 316 votos

Wanderley Antônio de Araújo - 296 votos

Zenildo Ferreira dos Santos - 282 votos

 

Ulisses foi o 1º presidente da Câmara
na 3ª Legislatura

Em 1992, durante a terceira eleição municipal em Jaru, foram eleitos novamente quinze vereadores. Era o começo da 3ª legislatura e a Mesa Diretora da Câmara para o biênio 1993/1994 ficou composta da seguinte maneira: Presidente: Ulisses Borges de Oliveira; vice-presidente: Rildo Ferreira Filho; primeiro secretário: Wanderlei Antônio de Araújo e 2º secretário: Marcos Artur Machado. 

O segundo biênio da mesma legislatura apresentou algumas mudanças. A Presidência foi ocupada, inicialmente, pelo vereador Delmário Santana Souza tendo como vice-presidente Antônio Carmona Tressoldi (1956-2012). Em 13 de junho de 1996, Florisvaldo Simões de Oliveira foi empossado pela primeira vez na legislatura devido ao afastamento do vereador Delmário Santana da Casa legislativa.

Delmário foi o segundo presidente
durante a 3ª Legislatura

Em 15 de agosto de 1996, devido ao fato do vereador Delmário ter deixado a presidência da Câmara antes do tempo previsto por decisão da Casa de Leis, houve a posse de uma nova Mesa Diretora tendo como líderes Leir Márcio Ferreira do Carmo e Antônio Carmona Tressoldi (Presidente e Vice-Presidente, respectivamente). Ainda na composição, estiveram Marcos Artur Machado e Rildo Ferreira Filho nos cargos de 1º e 2º Secretários.  Conforme registros, a chapa liderada por Leir Márcio foi eleita na 34ª sessão extraordinária realizada em 12 de agosto de 1996 e ficou à frente dos trabalhos até o fim daquele ano. Em 23 de agosto de 1996, Florisvaldo Simões toma posse pela segunda vez no mesmo biênio, em virtude do afastamento do então vereador José Amauri dos Santos.

Leir Márcio foi presidente da Câmara
em 1996
A terceira legislatura foi marcada, em parte, pela incansável busca ao tão almejado Linhão, que seria a solução para a constante falta de energia elétrica em Jaru, à época, gerada por meios de motores. E a Câmara lutou ao lado do Executivo Municipal e da população jaruense, que não concordou com o município ficar de fora do sistema de transmissão devido a uma decisão do governador Osvaldo Piana Filho. A luta travada em prol da coletividade teve resultado e a cidade, posteriormente, contou com uma significativa melhora na rede elétrica.

Ações da Prefeitura como a doação do terreno para a implantação da Junta do Trabalho, construção do primeiro prédio do Lar do Idoso e do Barracão dos Colonos, entre outras obras que marcaram o período, tiveram a participação de um legislativo atento às necessidades locais. Conheça as principais atividades da gestão Ruy Zimmer clicando aqui. 

4ª Legislatura

Vereadores da 4ª Legislatura (1997-2000)

Abson Praxedes de Carvalho - 352 votos

Antônio Carmona Tressoldi - 657 votos

Antônio Elias Trés - 356 votos

Antônio Godinho dos Santos - 224 votos

Antônio Lage Neto - 301 votos

Daniel da Graça - 321 votos

Edimar Gomes dos Santos - 331 votos

Ferdinando Pandolfi - 417 votos

Florisvaldo Simões de Oliveira - 358 votos

João Soares dos Reis - 249 votos

Josué Pessoa de Souza - 268 votos

Nelson dos Reis Fernandes - 415 votos

Otaviano Pereira Neto - 472 votos

Teobaldo Martins Pinto - 421 votos

Ulisses Borges de Oliveira - 444 votos

 

Suplentes que tomaram posse:

Israel Moret - 277 votos

Edílio Dorigo - 311 votos

Ulisses foi presidente da Câmara no
início da 4ª Legislatura

A eleição de 1.996 trouxe algumas surpresas. O vereador Antônio Elias Três que havia sido eleito para a primeira legislatura no pleito de 1982 voltou novamente ao cargo com 346 votos, mas houve nomes novos nomes que chegaram ao parlamento mirim. No dia 12 de junho de 1997, foi empossado o então suplente Israel Moret (1968-2008) devido ao afastamento do vereador Edmar Gomes dos Santos que fora convidado para assumir o cargo de secretário municipal de Saúde. Outra mudança ocorreu em 02 de setembro de 1997, quando foi empossado Edílio Dorigo no lugar do vereador Daniel da Graça que havia assumido a secretaria municipal de Agricultura.

Ulisses Borges de Oliveira foi o primeiro presidente da Câmara no início da quarta legislatura. Ele teve como vice-presidente Otaviano Pereira Neto (1966-2003). O 1º secretário foi Nelson dos Reis Fernandes (1949-2018) e o cargo de 2º secretário foi ocupado por Abson Praxedes. Durante o 2º biênio da mesma legislatura (1999/2000), a Presidência da Casa de Leis esteve nas mãos do vereador Edmar Gomes dos Santos que havia retornado ao poder legislativo após ter sido Secretário Municipal de Saúde na administração do então prefeito Ademário Serafim de Andrade (1957-2014). A vice-presidência ficou com Josué Pessoa. Já os cargos de 1º e 2º secretários, estiveram, respectivamente, com Ulisses Borges e João Soares dos Reis.

Edmar Gomes presidiu a Câmara
no 2º biênio da 4ª Legislatura

Em boa parte da quarta legislatura, Jaru contou pela primeira vez com um deputado federal, nesse caso, Silvernani Santos, parlamentar que vinha de uma longa experiência no âmbito estadual. Como consequência, o município foi contemplado com dezenas de obras, entre elas, a construção de um Centro Olímpico nas dependências do Estádio Municipal Leal Chapelão, quadras poliesportivas, escolas rurais e urbanas, etc. Dessa forma, para que as ações fossem executadas, o orçamento de cada uma delas passou pelas mãos do legislativo jaruense, que, buscando o melhor para a população, aprovou os recursos que garantiram o início e a conclusão das obras. Conheças a história da gestão do prefeito Dema clicando aqui. 




FONTE:

PEREIRA, Elias Gonçalves. Câmara Municipal de Jaru: 42 anos. 

Link das publicações:

1ª e 2ª Legislatura

3ª e 4ª Legislatura

5ª e 6ª Legislatura

7ª e 8ª Legislatura

9ª e 10ª Legislatura