quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vivendo Nossa História: Ceeja


    

O Centro Estadual de Educação para Jovens e Adultos de Jaru (Ceeja) iniciou o seu funcionamento em 1985, através do Decreto de Criação nº 2880 de 10 de maio de 1985. Naquela época o órgão funcionava à Rua Florianópolis esquina com a Av. Padre Adolpho Rohl (no local onde hoje existe a ACIJ). Em 1995 o Ceeja passou a funcionar na Avenida Princesa Izabel n.º 3517 e nos dias atuais existe no local o prédio do Fórum Eleitoral. A mudança para o prédio atual situado à Rua Goiás ocorreu no ano de 2004. O primeiro diretor do Ceeja foi o Professor Moisés Queiróz Monteiro, que ficou na direção até 1987. A partir dessa data vários diretores já administraram a escola. 

O Ceeja já capacitou várias pessoas através dos Exames Profissionalizantes em nível de Ensino Fundamental e Médio como Administração, Técnico em Enfermagem, Transações Imobiliárias, Eletro-Mecânica, Contabilidade, Patologia Clínica e Auxiliar de Enfermagem.        Na área da Educação vários professores se formaram no Magistério através dos Cursos Profissionalizantes oferecidos pelo Ceeja sendo: Logos II, Projeto Fênix e Proformação.  Atualmente o CEEJA oferece Seriado Semestral do 1º ao 4º ano do Ensino Fundamental, Curso Modular do 5º ao 8º ano e Ensino Médio. Exames de Suplência (Provão) do 1º ao 8º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

O estabelecimento de ensino entende que a educação é um direito de todos. Diante disso, em 2004, houve a implantação de um Projeto Social “Promoção da vida e Reconstrução de Valores Humanos a partir da Educação” que veio contemplar as pessoas que são privadas de liberdade, para freqüentar uma escola regular, oportunizando o Ensino àqueles cidadãos que anseiam ampliar seus horizontes dando continuidade aos seus estudos, sem contar que este Projeto prima pela contribuição à ressocialização destes indivíduos. Atualmente a escola reconhece a expansão do Projeto com o nome Educação Prisional, não somente no Ceeja de Jaru, mas em todos os Ceejas do Estado, com apoio da Secretaria de Estado de Educação em parceria com o Poder Judiciário e Casa de Detenção, prevendo o disposto na LDB nos artigos 37 e 38 que é característica desta modalidade: o respeito ao ritmo de aprendizagem aos interesses, às condições de vida e de trabalho tendo em vista a idade e a experiência de cada um.

A Educação de Jovens e Adultos é sem dúvida um desafio para a educação brasileira, pois ela representa a possibilidade de um reparo social. Diante disso a existência da mesma deve ser concretizada com condições especiais, que sem sombra de dúvidas está interligada por princípios de atendimento diferenciado, que possibilite ao indivíduo Jovem e Adulto descobrir seu potencial, desenvolver suas habilidades, confirmar competências e demonstrar os conhecimentos adquiridos na educação informal ao longo da sua vida. 

O período colonial já mostrava a idéia de educação de jovens e adultos, uma vez que os jesuítas visavam desempenhar o papel de catequização dos índios, objetivando também torná-los dóceis para exploração de mão de obra. Com a vinda da família real para o Brasil surge também, a necessidade de formar pessoas para servir aos interesses da coroa, daí surge necessidade de expandir a em vários setores, no entanto só passou de fatos a haver necessidade social de expansão do conhecimento a partir de 1854, com o surgimento da primeira escola noturna. 

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