sábado, 10 de maio de 2025

História da Câmara Municipal de Jaru: 3ª e 4ª Legislatura

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão municipal de Jaru de forma individualizada. 

Governador Valdir Raupp, prefeito Ruy Zimmer e o presidente da Câmara
Delmário Santana de Souza em um evento que discutiu importantes temas locais

Vereadores da 3ª Legislatura (1993-1996):

Antônio Carmona Tressoldi - 558 votos

Delmário Santana de Souza - 214 votos

Ferdinando Pandolfi - 210 votos

Geneval Alves Vieira - 234 votos

Ivo Pereira Lima - 319 votos

José Alves - 376 votos

José Amauri dos Santos - 426 votos

Leir Márcio Ferreira do Carmo - 280 votos

Luiz Antônio Claudino da Silva - 258 votos

Marcos Artur Machado - 276 votos

Rildo Ferreira Filho - 311 votos

Teobaldo Martins Pinto - 292 votos

Ulisses Borges de Oliveira - 316 votos

Wanderley Antônio de Araújo - 296 votos

Zenildo Ferreira dos Santos - 282 votos

 

Ulisses foi o 1º presidente da Câmara
na 3ª Legislatura

Em 1992, durante a terceira eleição municipal em Jaru, foram eleitos novamente quinze vereadores. Era o começo da 3ª legislatura e a Mesa Diretora da Câmara para o biênio 1993/1994 ficou composta da seguinte maneira: Presidente: Ulisses Borges de Oliveira; vice-presidente: Rildo Ferreira Filho; primeiro secretário: Wanderlei Antônio de Araújo e 2º secretário: Marcos Artur Machado. 

O segundo biênio da mesma legislatura apresentou algumas mudanças. A Presidência foi ocupada, inicialmente, pelo vereador Delmário Santana Souza tendo como vice-presidente Antônio Carmona Tressoldi (1956-2012). Em 13 de junho de 1996, Florisvaldo Simões de Oliveira foi empossado pela primeira vez na legislatura devido ao afastamento do vereador Delmário Santana da Casa legislativa.

Delmário foi o segundo presidente
durante a 3ª Legislatura

Em 15 de agosto de 1996, devido ao fato do vereador Delmário ter deixado a presidência da Câmara antes do tempo previsto por decisão da Casa de Leis, houve a posse de uma nova Mesa Diretora tendo como líderes Leir Márcio Ferreira do Carmo e Antônio Carmona Tressoldi (Presidente e Vice-Presidente, respectivamente). Ainda na composição, estiveram Marcos Artur Machado e Rildo Ferreira Filho nos cargos de 1º e 2º Secretários.  Conforme registros, a chapa liderada por Leir Márcio foi eleita na 34ª sessão extraordinária realizada em 12 de agosto de 1996 e ficou à frente dos trabalhos até o fim daquele ano. Em 23 de agosto de 1996, Florisvaldo Simões toma posse pela segunda vez no mesmo biênio, em virtude do afastamento do então vereador José Amauri dos Santos.

Leir Márcio foi presidente da Câmara
em 1996
A terceira legislatura foi marcada, em parte, pela incansável busca ao tão almejado Linhão, que seria a solução para a constante falta de energia elétrica em Jaru, à época, gerada por meios de motores. E a Câmara lutou ao lado do Executivo Municipal e da população jaruense, que não concordou com o município ficar de fora do sistema de transmissão devido a uma decisão do governador Osvaldo Piana Filho. A luta travada em prol da coletividade teve resultado e a cidade, posteriormente, contou com uma significativa melhora na rede elétrica.

Ações da Prefeitura como a doação do terreno para a implantação da Junta do Trabalho, construção do primeiro prédio do Lar do Idoso e do Barracão dos Colonos, entre outras obras que marcaram o período, tiveram a participação de um legislativo atento às necessidades locais. Conheça as principais atividades da gestão Ruy Zimmer clicando aqui. 

4ª Legislatura

Vereadores da 4ª Legislatura (1997-2000)

Abson Praxedes de Carvalho - 352 votos

Antônio Carmona Tressoldi - 657 votos

Antônio Elias Trés - 356 votos

Antônio Godinho dos Santos - 224 votos

Antônio Lage Neto - 301 votos

Daniel da Graça - 321 votos

Edimar Gomes dos Santos - 331 votos

Ferdinando Pandolfi - 417 votos

Florisvaldo Simões de Oliveira - 358 votos

João Soares dos Reis - 249 votos

Josué Pessoa de Souza - 268 votos

Nelson dos Reis Fernandes - 415 votos

Otaviano Pereira Neto - 472 votos

Teobaldo Martins Pinto - 421 votos

Ulisses Borges de Oliveira - 444 votos

 

Suplentes que tomaram posse:

Israel Moret - 277 votos

Edílio Dorigo - 311 votos

Ulisses foi presidente da Câmara no
início da 4ª Legislatura

A eleição de 1.996 trouxe algumas surpresas. O vereador Antônio Elias Três que havia sido eleito para a primeira legislatura no pleito de 1982 voltou novamente ao cargo com 346 votos, mas houve nomes novos nomes que chegaram ao parlamento mirim. No dia 12 de junho de 1997, foi empossado o então suplente Israel Moret (1968-2008) devido ao afastamento do vereador Edmar Gomes dos Santos que fora convidado para assumir o cargo de secretário municipal de Saúde. Outra mudança ocorreu em 02 de setembro de 1997, quando foi empossado Edílio Dorigo no lugar do vereador Daniel da Graça que havia assumido a secretaria municipal de Agricultura.

Ulisses Borges de Oliveira foi o primeiro presidente da Câmara no início da quarta legislatura. Ele teve como vice-presidente Otaviano Pereira Neto (1966-2003). O 1º secretário foi Nelson dos Reis Fernandes (1949-2018) e o cargo de 2º secretário foi ocupado por Abson Praxedes. Durante o 2º biênio da mesma legislatura (1999/2000), a Presidência da Casa de Leis esteve nas mãos do vereador Edmar Gomes dos Santos que havia retornado ao poder legislativo após ter sido Secretário Municipal de Saúde na administração do então prefeito Ademário Serafim de Andrade (1957-2014). A vice-presidência ficou com Josué Pessoa. Já os cargos de 1º e 2º secretários, estiveram, respectivamente, com Ulisses Borges e João Soares dos Reis.

Edmar Gomes presidiu a Câmara
no 2º biênio da 4ª Legislatura

Em boa parte da quarta legislatura, Jaru contou pela primeira vez com um deputado federal, nesse caso, Silvernani Santos, parlamentar que vinha de uma longa experiência no âmbito estadual. Como consequência, o município foi contemplado com dezenas de obras, entre elas, a construção de um Centro Olímpico nas dependências do Estádio Municipal Leal Chapelão, quadras poliesportivas, escolas rurais e urbanas, etc. Dessa forma, para que as ações fossem executadas, o orçamento de cada uma delas passou pelas mãos do legislativo jaruense, que, buscando o melhor para a população, aprovou os recursos que garantiram o início e a conclusão das obras. Conheças a história da gestão do prefeito Dema clicando aqui. 




FONTE:

PEREIRA, Elias Gonçalves. Câmara Municipal de Jaru: 42 anos. 

Link das publicações:

1ª e 2ª Legislatura

3ª e 4ª Legislatura

5ª e 6ª Legislatura

7ª e 8ª Legislatura

9ª e 10ª Legislatura


sábado, 3 de maio de 2025

História da Câmara Municipal de Jaru: 1ª e 2ª Legislatura

Clique aqui e veja um resumo de cada gestão municipal de Jaru de forma individualizada. 

 1ª Legislatura

Vereadores da 1ª Legislatura na sessão de diplomação dos eleitos em 1982

Vereadores da 1ª legislatura (1983 - 1988)

Antônio Elias Trés - 239 votos

Florisvaldo Simões de Oliveira - 247 votos

João Batista de Oliveira - 248 votos

João de Castro Lacerda - 263 votos

João Siqueira do Nascimento - 276 votos

Joaquim Cassiano de Oliveira - 237 votos

José Cardoso de Souza - 239 votos

José Dirceu Zambon - 252 votos

José Ribeiro Mendes - 291 votos

Juraci Barbosa Rodrigues - 252 votos

Valdir Louzada de Almeida  - 304 votos

Valdivina Rosa de Jesus e Pinho - 496 votos

Sisínio Guerra de Almeida - 489 votos

Diploma concedido ao candidato eleito
João de Castro Lacerda referente ao 
pleito de 1982

A implantação do Poder Legislativo municipal em Jaru teve início no pleito de 15 de novembro de 1982 e se efetivou em 31 de janeiro de 1983 no Cine San Remo com a posse dos 13 vereadores eleitos em sessão presidida pelo juiz Roosevelt Queiroz Costa. Embora a posse tenha ocorrido no dia 31 de janeiro, a exemplo do que acontece no Congresso Nacional, o mandato passou a ser contado a partir de 1º de fevereiro de 1983.

João Batista foi o primeiro
presidente da Câmara

A instalação da Câmara Municipal e a eleição da Mesa Diretora provisória teve a presidência ocupada pelo vereador João Batista de Oliveira (Partido Democrático Social – PDS), o qual deu posse ao primeiro prefeito eleito Leomar José Baratella (PDS) e ao vice-prefeito Milton Louzada. Oliveira (2015, p. 6) cita que “para a instalação da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Jaru, o Juiz de Direito, Dr. Roosevelt de Queiroz Costa, editou a Resolução nº 01/1983, primeiro ato do legislativo municipal de Jaru”.

Lima (2001, p. 214) afirma que:

Valdivina Rosa foi a primeira mulher
a ocupar a presidência da Câmara
Concorreram a uma vaga para o Poder Legislativo 78 candidatos, sendo 31 pelo Partido Democrático Social (PDS), partido governista; 33 pelo Partido Movimento Democrático Brasileiro [então] (PMDB) e 14 pelo Partido dos Trabalhadores, ambos de oposição. Desses, sete foram eleitos pelo PDS e seis pelo PMDB, constituindo assim a primeira legislatura, que contava com representantes de todos os segmentos sociais.

José Cardoso foi o terceiro
presidente da Câmara

Após a posse dos vereadores da primeira legislatura, realizou-se a eleição da Mesa Diretora e o vereador João Batista de Oliveira, até então provisório no cargo de presidente, foi efetivado na função, mediante eleição com a participação de seus pares e ficou no cargo por apenas dois meses. Em março de 1983, a vereadora Valdivina Rosa de Jesus e Pinho (1947-2025) que era do PDS e atuava na área da educação como professora, foi eleita como presidente da Câmara Municipal e permaneceu na presidência até agosto de 1983. O terceiro presidente foi o vereador José Cardoso de Souza (PDS) no período compreendido entre agosto de 1983 a fevereiro de 1985. Em março de 1985, foi a vez de Juraci Barbosa Rodrigues ser eleito presidente do poder legislativo municipal e até março de 1987 esteve à frente da Casa de Leis. Em seguida (março de 1987 a 1º de janeiro de 1989), o vereador Sisínio Guerra de Almeida (PMDB) foi o responsável pela presidência da Câmara.
Juraci Barbosa foi o 4º presidente da 
Câmara Municipal de Jaru

Em 11 de abril de 1985, o então governador Jorge Teixeira de Oliveira, o Teixeirão, participou da solenidade de entrega do prédio do poder legislativo. O edifício, com 805 m² de área construída, havia sido concluído em 05 de março daquele ano e custou aos cofres públicos, em valores da época, CR$ 300.000.000,00 (Trezentos milhões de cruzeiros).

A entrega do prédio da Câmara foi em
11 de agosto de 1985

Ainda em 1985, durante o processo de idealização do Hino e do Brasão de Jaru, a Câmara esteve na vanguarda através de sua coparticipação no evento que marcou a escolha desses símbolos municipais. Além de aprovar as regras do concurso, o legislativo jaruense foi palco da exposição dos 42 brasões e 14 hinos que foram inscritos para participarem do certame. A apresentação dos vencedores, ocorrida em 04 de novembro de 1985, representou a construção da identidade local por meio de uma simbologia que demonstra, de fato, as características do município. Os símbolos municipais – Brasão e Bandeira – foram instituídos pela Lei nº 033/GP/85, de 12 de dezembro de 1985, mas o município definiu a Bandeira em novembro de 1982 durante a gestão do Prefeito, em Cargo de Comissão, Raimundo Nonato da Silva. Embora o Hino tenha sido definido em 1985, sua criação foi constituída somente através da Lei nº 1.447, de 03 de novembro de 2010, após ter sua letra e música aprovadas pela Câmara Municipal de Jaru. Conheça a história dos símbolos municipais clicando aqui. 

Sisínio Guerra de Almeida é nome
da ala que dá acesso aos gabinetes

Durante a gestão do prefeito Leomar José Baratella dezenas de obras foram realizadas em Jaru e a aprovação dos projetos feita pela Câmara foi essencial para que o Executivo Municipal pudesse seguir os trâmites necessários, conforme preconiza as normas vigentes. A construção do prédio da prefeitura (que foi queimado em 23 de dezembro de 2000), o Estádio Leal Chapelão, a Rodoviária Interestadual, além de aberturas de ruas e estradas vicinais, bem como a construção de inúmeras escolas rurais só foi possível em virtude do olhar atento do poder legislativo que não mediu esforços e aprovou a dotação orçamentária para que a Prefeitura definisse as suas prioridades e investisse onde pudesse beneficiar a maior quantidade de munícipes. Para conhecer os principais investimentos da gestão Baratella clique aqui. 

A primeira denominação da sede do Poder Legislativo em Jaru foi instituída através da Lei Municipal nº 060/GP/87, de 10 de junho de 1987. A sigla “GP” indica que a origem do projeto foi do Gabinete do Prefeito e, mediante a aprovação da Câmara, o gestor municipal da época, Leomar José Baratella, sancionou a lei denominando a sede do Parlamento com o nome “Palácio Governador Jorge Teixeira” em homenagem ao ex-governador de Rondônia.
Ex-prefeito Sidney Guerra é nome
do prédio da Câmara Municipal
de Jaru

Aproximadamente vinte anos depois, em março de 2007, a Casa de Leis ganha um nome, agora homenageando uma liderança local, o ex-deputado estadual e também ex-prefeito do município de Jaru, Sidney Rodrigues Guerra (1943-2003). A Lei Municipal aprovada foi de autoria dos próprios vereadores e recebeu o nº 1016/CMJ/07, de 20 de março de 2007. Outra alteração garantida pela presente lei foi a denominação da ala central que dá acesso aos gabinetes dos representantes do povo como o nome do irmão de Sidney Guerra, Sisínio Guerra de Almeida (1940-2007). À época, a Lei foi promulgada pelo então vereador e Presidente da Câmara, Antônio Pereira Cabral.

Vereadores da 1ª Legislatura e o prefeito Baratella

2ª Legislatura

Vereadores da 2ª Legislatura (1989 – 1992)

Antônio Elias Trés - 295 votos

Camilo Antônio Costa - 224 votos

Cícero Ferreira de Queiroz - 325 votos

Delmário Santana de Souza - 328 votos

Geneval Alves Vieira - 316 votos

Ivo Pereira Lima - 342 votos

José Amauri dos Santos - 405 votos

José Soares Damasceno - 238 votos

Júlio Silva Milhomens - 228 votos

Leir Márcio Ferreira do Carmo - 217 votos

Marcos Antônio Chiovetti - 229 votos

Sebastião Cardoso dos Santos - 427 votos

Teobaldo Martins Pinto - 322 votos

Valdivina Rosa de Jesus e Pinho* - Resultado Indisponível

Wilson Pagani da Silva - 287 votos

Parte dos vereadores da segunda legislatura em Jaru 

Sebastião Cardoso foi o 1º 
presidente da 2ª legislatura

Em 1988, houve a segunda eleição municipal e, após o pleito, além do prefeito Sidney Rodrigues Guerra e o vice Wilson Cardoso, foram empossados, inicialmente, em janeiro de 1989, dez vereadores e mais cinco tomaram posse em abril do mesmo ano após decisão da Justiça Eleitoral.

 O Presidente da Câmara no biênio 1989/1990 foi o vereador Sebastião Cardoso dos Santos (1947-2015), parlamentar representante do então NUAR Theobroma, que teve como vice o vereador Ivo Pereira Lima (1954-2011). Nessa época, Cardoso foi um dos articuladores para que Theobroma fosse transformado em município. Por outro lado, o vereador José Soares (1940-2006), representante do Núcleo Urbano de Apoio Rural Pedra Branca (hoje município de Governador Jorge Teixeira), também foi uma voz incansável em defesa da emancipação da localidade.

Santinho de propaganda do 
candidato a vereador 
João Lacerda em 1988

Em 30 de junho de 1990, após um amplo debate, a Câmara Municipal de Jaru apresentou a redação final da Lei Orgânica do Município. Durante a elaboração do documento, o então vereador Delmário de Santana Souza teve uma atuação firme e decisiva na condução das atividades legislativas, o que marcou positivamente os trabalhos que culminaram com a elaboração da Lei, que é considerada a base da municipalidade, funcionando como uma espécie de Constituição Municipal. A elaboração da Lei Orgânica teve os seguintes constituintes: Delmário Santana (presidente), Cícero Ferreira de Queiroz (vice-presidente), Leir Márcio Ferreira do Carmo (secretário), além dos demais parlamentares da 2ª legislatura que foram membros natos. Suas normas foram editadas como regras de base para fiel cumprimento tanto para membros do Legislativo, quanto do Executivo.

Júlio Silva Milhomens presidiu
a Câmara de 1991 a 1992

Durante o biênio seguinte (1991/1992) da mesma legislatura, a Câmara Municipal foi presidida pelo vereador Júlio Silva Milhomens e pelo vice dele, Leir Márcio Ferreira do Carmo. O período de 1990 a 1992 foi bastante tumultuado em Jaru, pois em 25 de junho de 1991, ocorreu a primeira intervenção estadual no Poder Executivo Municipal pelo prazo de 240 dias.

O processo de intervenção conduzido pelo Governo do Estado interrompeu muitos projetos que o prefeito Sidney Guerra havia planejado para os quatro anos de gestão, mas a Câmara não ficou alheia às necessidades do município. Muito pelo contrário. As mudanças administrativas afetaram o Executivo como um todo e o Legislativo, que também se viu como integrante do processo de soluções, esteve atento às demandas municipais sempre aprovando projetos e sugerindo iniciativas que pudessem colaborar com a implementação de melhorias.

Há raros registros das ações desenvolvidas pelo interventor Antônio Luiz Campanari, possivelmente pelo curto tempo que o mesmo ficou à frente do Executivo – 240 dias. Uma das conquistas, após a aprovação da Câmara, foi a mudança do nome da escola Palmira José de Souza para Aldemir Lima Cantanhêde, por meio do Decreto nº 187/GI/92, de 30 de janeiro de 1992, para homenagear um pioneiro local. Após concluir o período de intervenção, quem assumiu o cargo mais importante do município foi o vice de Guerra, Wilson Cardoso. Durante o seu mandato (que se iniciou em 1º de março de 1992), foram construídas algumas obras, tais como o posto de saúde João de Castro Lacerda no Setor 04 e a escola Jean Carlos Muniz, entre outras, todas com o aval do poder legislativo de Jaru.

FONTE:

PEREIRA, Elias Gonçalves. Câmara Municipal de Jaru: 42 anos. 

Link das publicações:

1ª e 2ª Legislatura

3ª e 4ª Legislatura

5ª e 6ª Legislatura

7ª e 8ª Legislatura

9ª e 10ª Legislatura

11ª Legislatura

domingo, 27 de abril de 2025

História da maior competição de barco a remo do Brasil: Barco Cross

Claudio Jesiel, Gracilene e Uelton Salomão em
frente a ponte do Rio Jaru,
o local de largada do 1º Barco Cross
realizado em 2006

Idealizado em 2006 pelo Sargento Claudio Jesiel de Oliveira, o Barco Cross teve, em seu projeto inicial, a participação direta dos professores Gracilene Nunes da Silva e Uelton Délio Ribeiro Salomão (o Uelton da WS) e do radialista José Élcio Moreira que, além de patrocinar a premiação da edição inaugural do evento foi um dos grandes divulgadores da festa, por acreditar na possibilidade de se desenvolver algo diferencial para a população jaruense com uma repercussão que pudesse ultrapassar fronteiras. A banda jaruense Los Arcanjos teve uma participação marcante no evento e, durante várias edições, protagonizou o show de encerramento da competição.  

Cartaz do 3º Barco Cross

O plano que inicialmente era apenas uma ideia, foi tomando forma e os criadores decidiram que a natureza poderia ser uma excelente aliada. Estava criado o Barco Cross, uma competição que consistiria em uma corrida de barco com obstáculo. Apenas no primeiro ano a largada ocorreu às margens da ponte sobre o rio Jaru na BR 364. As demais edições tiveram início no Rio Ubirajara, situado à Linha 625 e o encerramento no local onde tudo se iniciou (embaixo da ponte sobre o Rio Jaru na BR-364).

Entusiasta do projeto que culminou com o Barco Cross desde a sua concepção, a professora Gracilene Nunes da Silva explica que o objetivo inicial era que a população pudesse conhecer o rio Jaru e com isso pudesse constatar a importância de se preservar o meio ambiente. A Organização Não Governamental Evitando a Poluição do Ambiente (EPA) foi uma grande parceira e, em conjunto com os demais envolvidos, plantou diversas espécies às margens do principal rio que atravessa o município de Jaru. A valorização da cultura local associada a uma grande divulgação fez com que o evento pudesse alcançar uma dimensão acima das fronteiras municipais e, com isso, se tornar tradição no calendário de atividades culturais do município.

Como tudo começou

Professora Gracilene e Uelton Salomão em
registro feito na época do 1º Barco Cross

A primeira edição do Barco Cross ocorreu em 2006 e por alguns anos, a competição foi realizada na véspera do segundo domingo de maio, antecipando o Bingão das Mães, evento, à época, sob a responsabilidade da Rádio FM do Povo (hoje Plan FM). Os organizadores relatam que evento se justifica, principalmente, pela necessidade de os artistas da “terra” não possuírem até então um calendário, nem espaço físico em que fosse possível a eles mostrarem suas artes, danças e produções. “O Barco Cross surgiu para lhes proporcionar as condições necessárias e, em contrapartida a comunidade foi beneficiada nessa troca com esse evento de cunho cultural e esportivo, além de desenvolver muito mais as manifestações culturais e regionais”.

Cartaz do 9º Barco Cross
que seria (mas não foi) 
realizado em 2014

A promoção do turismo, lazer e entretenimento no município é outro diferencial do Barco Cross. Em 2006, no primeiro ano de realização, a largada ocorreu embaixo da ponte do Rio Jaru às margens da BR 364 e o percurso foi até o Balneário Toninho Félix. Naquela edição, a equipe organizadora premiou os competidores que alcançaram os melhores lugares apenas com medalhas e troféus, mas a repercussão positiva do evento junto à sociedade foi tamanha e o apoio cresceu na mesma proporção. Na edição seguinte (2007), o primeiro colocado, além de um troféu, recebeu R$ 1.500,00 e o segundo, a importância de um mil reais e também um troféu.

Problemas judiciais

A nona edição do Barco Cross que aconteceria nos dias 03 e 04 de maio de 2014 teve a sua realização suspensa pela Justiça, inicialmente em primeira instância, faltando pouco tempo para a realização do evento. Os organizadores receberam um documento do Fórum de Jaru informando a eles que, em caso de descumprimento, teriam que pagar uma multa altíssima. A solicitação que culminou com o cancelamento foi feita pela Prefeitura de Jaru que estaria retirando todos os alvarás que haviam sido concedidos sob a alegação de uma suposta falta de segurança na realização do evento, especialmente no local de chegada da competição que deveria acontecer próximo à ponte sobre o Rio Jaru às margens da BR 364.

Registro do 1º Barco Cross

A equipe que estava organizando o evento discordou do motivo alegado pela administração municipal e à época do fato chegou a cogitar a possibilidade de se transferir o Barco Cross para o município de Ji-Paraná. Contudo, a conversa não seguiu adiante e a décima edição aconteceu no dia 08 de maio de 2016 – portanto dois anos depois – tendo a organização da Associação Cultural e Desportiva de Jaru WS e Rádio Comunitária Interativa FM, com apoio da Prefeitura de Jaru, DETRAN, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil e da Organização Não Governamental Evitando a Poluição do Meio Ambiente (EPA). A chegada dos participantes ocorreu na chácara do Esquadrão do Barro, movimentando assim inúmeras pessoas no retorno do tradicional evento de barco a remo do município.

8º Barco Cross realizado em 2013

O retorno do Barco Cross em 2016 não representou a continuidade do evento no formato idealizado por seus criadores que pensaram em uma programação anual. Tanto em 2017 quanto no ano seguinte, o município não foi contemplado com a competição e, somente em 2019, com a realização do 11º Barco Cross é que a festa voltou a fazer parte do calendário de atividades culturais de Jaru. Entretanto, nos anos de 2020 e 2021, não foi possível a sua realização devido a pandemia de Covid-19, doença que vitimou milhões de pessoas em todo o mundo.

Contudo no ano seguinte (2022) e também 2023, para a alegria de todos o evento, que já faz parte do calendário cultural do município, deu continuidade à sua programação de forma normal, sendo organizado pela Prefeitura de Jaru.

ESTE TEXTO ESTÁ SENDO EDITADO E PODE SER ATUALIZADO A QUALQUER MOMENTO