sábado, 2 de abril de 2022

História de Tarilândia: Distrito de Jaru / RO

 

Rua Principal de Tarilândia na década de 1980 (Foto: Esmeraldo Carneiro da Silva)

Embora a presença do homem branco no povoado de Tarilândia remonte aos anos 1970, assim como aconteceu em Bom Jesus e Santa Cruz, a transformação em distrito ocorreu apenas em 29 de junho de 2004, com a sanção da Lei Municipal 747/GP/04, durante a gestão do então prefeito José Amauri dos Santos.

O artigo 2º da presente Lei definiu o ponto inicial como sendo na foz do Rio Canarana no Rio Jaru. Do ponto inicial sobe o Rio Canarana até o limite municipal Jaru / Nova União (reta que parte do ponto de coordenadas 552170E e 8816242N até as coordenadas 531300E e 8797760N). Deste ponto, segue em linha reta o ponto de coordenadas 531300E e 8797760N na Linha 50 (limite municipal entre Jaru e Nova União).

Em seguida prossegue em linha reta até o Ribeirão Trincheira no ponto de coordenadas 512200E e 8780700N (limite Jaru / Mirante da Serra). O passo seguinte é subir por esse ponto até a cabeceira do Ribeirão Trincheira no ponto das coordenadas 499094E e 8779612N (outro local de limite entre Jaru e Mirante da Serra). Daí segue pelo divisor de águas dos rios Urupá e Jaru até a linha de cumeada da Serra do Mirante (também limite entre os municípios de Jaru e Mirante da Serra). 

Logo após, segue por esta até a cabeceira do Rio Jaru no ponto de coordenadas 483410E e 8776080N (limite entre Jaru e Mirante da Serra). A última etapa é descer o Rio Jaru (limite com o município de Governador Jorge Teixeira) até o ponto inicial, onde ocorre o encontro das águas do Rio Canarana no Rio Jaru.

  

Prédio da escola Pedro Vieira em setembro de 1986. Foto: Esmeraldo Carneiro da Silva 


Tópicos abordados no capítulo que destaca o distrito de Tarilândia:

- A criação do distrito

- A possibilidade de se transformar em município não se concretiza

- A zona urbana

- Representação política

- Hidrografia

- Religiosidade

- O sistema de ensino

- Destaques esportivos

- Eventos agropecuários

 

 Ao utilizar as informações, favor citar a fonte:

FONTE:

PEREIRA, Elias Gonçalves. A Biografia dos Distritos de Jaru. Priint Impressões Inteligentes: Cacoal, 2022, pp. 61-110.

 

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FACEBOOK: https://www.facebook.com/eliasgpjaru 

E-MAIL: eliasgpereira@uol.com.br  


 

História de Santa Cruz da Serra: Distrito de Jaru - RO

Criado como Núcleo Urbano de Apoio Rural pelo Governo, o povoado de Santa Cruz inicialmente era o ponto final da Linha 630. O local e nome do NUAR que deveria ser criado foram decididos através de uma votação feita entre os moradores das Linhas 627, 628, 630, 632 e 634, regiões que seriam abrangidas pelo Núcleo que, como o próprio nome indica, tinha como objetivo melhorar a vida dos colonos.  Aproximadamente vinte pessoas de cada linha votaram e a opção pelo nome Santa Cruz da Serra veio devido às elevações geográficas da localidade.  

O Artigo 5º da Lei Municipal 747/GP/2004, de 29 de junho de 2004, definiu a área geográfica do distrito de Santa Cruz da Serra como o ponto inicial sendo na foz do Rio São Domingos no Rio Jaru. Do ponto inicial sobe o Rio São Domingos até a foz do Rio Branco. Logo após, sobe o Rio Branco até o limite municipal entre Jaru e Ouro Preto D’ Oeste (reta que parte das coordenadas 581076E e 8841809N até as coordenadas 552170E e 8816242N, ponto este de localização do Rio Canarana e de limite municipal Jaru / Nova União. Deste ponto, desce o Rio Canarana até a sua foz no Rio Jaru (limite Jaru / Governador Jorge Teixeira). Em seguida, desce o Rio Jaru até o local definido como ponto inicial. 

Marcas do Passado: o antigo posto de telefone traz um importante registro da história local

A ausência de fontes escritas sobre a história de Santa Cruz da Serra e Bom Jesus faz com que a tradição oral se prevaleça em contraponto a algo científico. Parte dos pioneiros já morreram, existem os que fixaram residência em outros locais, mas também há aqueles que ainda moram nos dois lugares e apresentam as suas narrativas com o entusiasmo de quem protagonizou a própria história. A expressão oral é uma importante fonte para a produção histórica desde que seja oriunda de quem foi testemunha ocular de um fato ou que tenha vivenciado o período retratado. Não se trata de uma forjada meritocracia, onde sujeitos são classificados como meros protagonistas ou coadjuvantes, mas de reconhecer que cada um, à sua maneira, independente do momento vivido, contribuiu – e muito – para que cada fato ocorresse da maneira que realmente foi.

A defesa desse argumento está em sintonia com a tese defendida por (NEVES, 1997, apud BARBOSA, 2006, p. 65), onde se diz que “[...] a construção do conhecimento a partir da vivência, portanto, do local e do presente, é a melhor forma de se superar a falsa dicotomia entre a produção e a transmissão, entre a pesquisa e o ensino/divulgação, enfim, entre o saber e o fazer”. Sendo assim, quem conhece um fato ou dele participou de forma direta é uma fonte a ser considerada na produção de quaisquer temáticas cuja abordagem esteja na respectiva direção.

Maria Amabile Barrionuevo chegou à região posteriormente conhecida como Santa Cruz da Serra no ano de 1977 e morou no local até 1980. Em seguida, retornou ao NUAR em 1983 e recorda com carinho a história do lugar. Conforme relata, a construção do NUAR Santa Cruz da Serra só foi possível devido à doação de uma área pelos moradores Valdeir Pinheiro, Sebastião Pinheiro, Geniplo Pinheiro (1927-1980) e Darci Pinheiro. Cada proprietário doou dez hectares de terra para a implantação do NUAR, com objetivo de contribuir com a evolução da localidade. Maria Amabile diz com exatidão alguns investimentos feitos à época. O Governo construiu o posto de saúde, uma unidade da Companhia Brasileira de Armazenamento, a CIBRAZEM, um Centro Técnico Administrativo (CTA) e também a escola Josué Montello. No Centro Técnico funcionava a administração do Núcleo, as Secretarias de Ação Social, Agricultura e Planejamento. As secretarias de Planejamento e Agricultura eram representadas, respectivamente, por José Roberto Maroto e José Alfredo Volpi.

José Amabile
(Foto: Acervo do Autor)

O primeiro administrador de Santa Cruz da Serra, ainda como Núcleo Urbano de Apoio Rural (NUAR), foi José Amabile (1940-2000), irmão do também saudoso Alfredo Amabile, conhecido em Jaru como Saravá. José Amabile nasceu no dia 09 de agosto de 1940 em Regente Feijó (SP). Ao longo de sua trajetória terrena, entre outras funções, exerceu o ofício de agricultor. Em Jaru, viveu de 1977 até os últimos dias de vida e se ausentou apenas para fazer tratamento médico. Ele faleceu às 22h45 do dia 25 de julho de 2000 em Sarandi (PR) aos 59 anos de idade.  A causa da morte do pioneiro jaruense foi atestada como sendo por insuficiência respiratória, metástase cerebral e cadefaringe. Em 24 de outubro de 2011, o então prefeito de Jaru, Jean Carlos dos Santos, sancionou a Lei 1.576/GP/2011, que denominou o posto de saúde de Santa Cruz como José Amabile. A lei, uma iniciativa da, à época, vereadora Denísia Messias da Silva, foi uma forma de homenagem ao pioneiro pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

Inicialmente diversos moradores abriram comércios diversificados, entre eles, máquinas de arroz (hoje conhecidas como cerealistas) e as empresas conseguiram funcionar por certo tempo. Porém, o negócio não seguiu adiante tendo em vista que a grande maioria dos sitiantes optou pela pecuária. Por esta razão, quem trabalhava com o beneficiamento de um dos principais itens da mesa do brasileiro, passou a ter dificuldade em conseguir matéria-prima suficiente para manter a atividade em funcionamento. “Posto de gasolina que poderia ser uma opção de renda devido a existência de muitos caminhões de tora, os conhecidos toureiros, também não deu certo, por não conseguir a licença necessária”, relembra Maria Amabile.

A dificuldade de crescimento do povoado era visível. O pequeno mercado que abriu tinha muitos clientes na região que posteriormente passou a ser conhecida como Tarilândia e a solução encontrada foi deixar Santa Cruz e se aproximar de seus consumidores. Todavia, alguns comerciantes que atuavam no ramo de bebidas preferiram continuar com seus bares no local. A proximidade, a fácil locomoção e os preços mais baixos encontrados em Jaru também contribuíram com o não desenvolvimento do lugar que foi planejado para ser a parte urbana de Santa Cruz da Serra.

As secretarias existentes em Santa Cruz funcionaram muito bem enquanto estiveram na responsabilidade do Governo através da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Rondônia, a CODARON. Mas, relatos indicam que após a municipalização dos órgãos públicos que atendiam ao homem do campo na região, o apoio não permaneceu com a mesma eficiência que havia até então. Uma das possíveis razões seria devido ao baixo coeficiente eleitoral, o que, em tese, não daria retorno político conveniente, além da existência de muitas áreas de fazenda.

Diversos nomes passaram pelo cargo de administrador de Santa Cruz da Serra, o que torna impossível nominar cada um deles. Porém, apenas três foram escolhidos através de um formato democrático. José Amabile, o primeiro deles, Miguel Ribeiro de Moraes e José Vieira, que foi definido por eleitores presentes em sessões de votação.  Entre vários outros nomes é possível citar os seguintes: José Luiz da Rosa, José Alves de Oliveira, conhecido em Jaru como Cafurica, João Siqueira do Nascimento, Sebastião Francisco da Silva (Tião Goiano), Maria da Conceição, Antônio Francisco Braga e Genadir Fidelis da Silva.

As dificuldades existentes em Santa Cruz da Serra foram diminuindo aos poucos. Uma das conquistas foi o fornecimento de energia elétrica 24 horas por dia, graças à implantação do chamado Linhão em Jaru, que beneficiou todas as localidades que passaram a fazer parte do sistema elétrico da subestação que há no município. Outro benefício foi o asfaltamento de 100% da Linha 630 (RO-464) até a chegada ao distrito, sendo ela, a principal via de acesso à BR 364. Mesmo possuindo potencial, Santa Cruz da Serra ainda não desenvolveu o quanto tem condição, principalmente pelo fato de estar muito próximo à sede do município e também de Tarilândia que, acabou crescendo de forma gigantesca.

A zona urbana 

A zona urbana de Santa Cruz da Serra foi definida por meio da Lei Municipal 2.038, de 13 de outubro de 2015, durante a gestão da então prefeita Sônia Cordeiro de Souza. Com a promulgação da lei, o distrito passou a ser assistido de forma mais próxima com os serviços oferecidos pelo poder público, entre eles, a coleta de lixo doméstico. Em seu espaço territorial urbano há bares, algumas ruas, três templos religiosos, posto de saúde, uma escola pública e diversas residências. Em 2021, os prédios destinados à CIBRAZEM e ao Centro Técnico Administrativo (CTA), continuam em pé e são utilizados como ponto de apoio para a administração municipal no distrito. 


Dados registrados pela Divisão de Endemias da Prefeitura de Jaru referentes ao mês de outubro de 2019 apontaram a existência de 11 quadras, 43 residências, 04 comércios, 09 terrenos baldios e 15 construções destinadas a órgãos públicos, igrejas e associações. A parte urbanizada de Santa Cruz da Serra é rodeada de diversos sítios e fazendas, o que torna a localidade com um aspecto rural mesmo dentro da zona urbana.                          

Hidrografia

O Rio São Domingos é o principal rio do distrito e passa pela Linha 630 (RO-464) na altura do km 22, portanto a poucos quilômetros da área urbana de Santa Cruz. Araújo (2020, p. 47) aponta que, além de ser fonte de abastecimento para a população de Nova União, “o Rio São Domingos tem a sua nascente na Reserva Legal em Bloco do Assentamento Margarida Alves”, localizada naquele município.  

Durante o seu trajeto até a foz no Rio Jaru, que ocorre após passar pela Linha 627, o São Domingos recebe águas de diversos rios menores.  Na região pertencente ao município de Jaru, o principal deles é o Rio Branco, que também nasce no Assentamento Margarida Alves em Nova União e desemboca no São Domingos a aproximadamente um quilômetro da RO-464 (antiga Linha 630), contribuindo assim com a elevação de seu volume aquífero.

O Rio São Domingos é muito importante em toda a sua extensão. Tal afirmação se justifica pela localização estratégica e por se tratar de um rio perene, o que garante o seu uso para pesca, lazer, fornecimento de água para residências, pastagens, bem como para saciar a sede de animais domésticos e selvagens. Mesmo no período de estiagem, quando as águas do Rio Jaru diminuem de forma acentuada, o São Domingos continua sendo uma fonte de referência que influencia de forma direta no processo de captação da Águas de Jaru, a AEGEA, e que, após o devido tratamento, vai ser útil em muitas residências da zona urbana do município de Jaru.

 Religiosidade

A história apresenta importantes evidências da busca humana para se conectar com o que transcende o mundo físico. Tal comportamento está presente desde os tempos primitivos e possui peculiaridades próprias de cada época. Sendo assim, expressões de religiosidade constituem importantes elementos que vão influenciar o comportamento do homem em toda a sua existência terrena.

Diante do exposto, entende-se que:

 

Comunidade Santos Anjos 

O papel da religião é central na construção da visão coletiva e individual das realidades, assim como nos processos de identificação e distinção dos indivíduos e grupos ao longo da história e em espaços diferentes. (COSTELLA, 2004, apud GIRARDI, 2016, p. 5).

 


 Um estudo preliminar do autor sobre a religiosidade em Santa Cruz da Serra, apontou que, em sua extensão territorial urbana, há templos das seguintes denominações: Assembleia de Deus, Adventista do 7º Dia e a Comunidade Católica Santos Anjos. Ao considerar o número de templos na região, a Assembleia de Deus aparece em 1º lugar com seis templos nas estradas vicinais pertencentes ao distrito. Em segundo lugar, está a igreja Católica que, além de um templo no perímetro urbano, há outros quatro distribuídos nas linhas que fazem parte do distrito. 

Durante o trajeto entre a BR 364 e a parte urbana do distrito de Santa Cruz da Serra pela Linha 630 (RO-464) se encontram quatro denominações religiosas. A primeira delas é a comunidade católica São João Paulo I. Em seguida aparece um templo da Congregação Cristã no Brasil, um da Igreja de Cristo Pentecostal Internacional e outro da Presbiteriana Betel, sendo este último mais próximo ao Rio São Domingos. Entretanto, como o espaço territorial de Santa Cruz é do Rio São Domingos ao Canarana (limite com o distrito de Tarilândia), tais igrejas não são contabilizadas como pertencentes a Santa Cruz da Serra, mas sim ao município de Jaru. 

O sistema de ensino

Em 2026, a escola estadual de ensino fundamental e médio Josué Montello é o único estabelecimento de ensino da localidade e foi criada por meio do Decreto 1231, de 14 de abril de 1981, à época como Escola Multigraduada, um formato comum na década de 1980 e específico para os Núcleos Urbanos de Apoio Rural, onde se oferecia a educação de 1ª a 8ª Série. O sistema de ensino em Rondônia teve um significativo avanço com a implantação de várias escolas multisseriadas nas linhas vicinais durante os anos 1970 com objetivo de oferecer a educação primária (1ª a 4ª séries). Na maioria das vezes, a 1ª série era ofertada em um horário e os alunos de 2ª, 3ª e 4ª séries estudam no período oposto, ocupando de forma simultânea um único espaço e tendo o mesmo professor. Na década de 1980, o Governo criou unidades escolares específicas para cada NUAR, onde havia também o atendimento de 5ª a 8ª séries, hoje equivalente ao período compreendido entre o 6º e o 9º ano do ensino fundamental. E, diferentemente das turmas de 1ª a 4ª, cada professor atuava somente em sua respectiva disciplina ou componente curricular.

Mapa da zona urbana
(Fonte: Divisão de Endemias da Prefeitura
de  Jaru)

Em 1º de junho de 1990, para atender a uma determinação nacional, o Governo do Estado sancionou o Decreto nº 4689, alterando a denominação de Multigraduada – para escola de 1º Grau – de seis estabelecimentos de ensino jaruenses, entre eles, a escola Josué Montello, instituição que recebeu o nome do escritor brasileiro Josué de Souza Montello que viveu entre 1917 e 2006. Devido a outra mudança ocorrida na educação básica nacional, a denominação da escola foi novamente alterada pelo Decreto nº 9153, de 21 de julho do ano 2000, onde, apenas para o cumprimento de uma norma federal, passou a ser denominada como escola estadual de ensino fundamental. A Portaria estadual nº 1828, de 25 de setembro de 2012, publicada no Diário Oficial do Estado em 03 de outubro do referido ano, concedeu nova autorização, desta vez para o ensino médio na modalidade regular.

A escola atende também aos alunos do ensino infantil (Prés I e II), através de uma parceria com a secretaria municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, a SEMECEL, do município de Jaru.

Destaques esportivos

A modalidade esportiva mais difundida em Santa Cruz da Serra é o futebol de campo. Praticado desde o início do povoamento da localidade, muitas são as pessoas que fizeram do esporte um estilo de vida já no início da criação do NUAR.

Ricardo Rabelo Pinheiro, o Pinheirinho e Valdecir Cardoso de Moraes, conhecido como Indinho estão entre os pioneiros e as informações por eles fornecidas serviram de base para a produção escrita da história do esporte ainda na época do Núcleo Urbano de Apoio Rural, o chamado NUAR. Além de atleta, Indinho ocupou o cargo de treinador na região, onde chegou na década de 1970 e fez do local a sua residência.

Durante o processo de entrevista, ambos relataram que uma das primeiras equipes esportivas foi um time chamado Jiboia. O campo da agremiação ficava situado próximo ao Rio São Domingos, ou seja, em um lugar onde, desde 2004, serve de limite entre o espaço territorial específico de Santa Cruz da Serra e o município de Jaru. Mas existiam outros times, entre eles: Graxainho, Boa Esperança e o Serrinha. Na área urbana do então NUAR, havia o time de Santa Cruz da Serra, um dos mais antigos da localidade. Naquela época, as equipes que estavam localizadas antes do São Domingos disputavam torneios com as que eram sediadas após o rio, movimentando assim o esporte local e regional, já que haviam jogos envolvendo times de outros municípios.

A participação nas competições garantia aos times a possibilidade de receber prêmios e, com isso, havia um grande incentivo ao esporte. Além das equipes titulares, existiam as chamadas aspirantes. Em época de torneios, os jogadores que faziam parte dos aspirantes geralmente disputavam partidas antes das 12 horas e os titulares, após esse horário. Times como Caju, Vila Nova, Ajax, Bomba D’Água, Barrionuevo, Estrelinha, São Domingos e Ouro Negro, além de outros, estão entre os que construíram uma trajetória marcante em Santa Cruz da Serra. 

Posteriormente, com a criação do Campeonato Rural, os times de Santa Cruz da Serra passaram a disputar jogos com outras localidades no âmbito rural. Durante o período de competições, há uma grande movimentação de atletas, comissão técnica e, obviamente, da torcida que almeja comemorar cada gol marcado.

Santa Cruz da Serra conta com agremiações esportivas que disputam tanto a Série A quanto a Série B do Campeonato Municipal de Jaru. Mas os jogadores não vivem especificamente do esporte. Todos eles possuem os seus afazeres durante a semana e, nos momentos que antecedem cada jogo, se preparam fisicamente com os seus treinadores, fazendo da prática esportiva algo muito importante no contexto local. 

 Tópicos abordados no capítulo que destaca o distrito de Santa Cruz da Serra:

- O início do povoado

- A zona urbana

- Hidrografia

- Religiosidade

- O sistema de ensino

- Destaques esportivos

 

Ao utilizar as informações, favor citar a fonte:

FONTE:

PEREIRA, Elias Gonçalves. A Biografia dos Distritos de Jaru. Priint Impressões Inteligentes: Cacoal, 2022, pp. 41-60.


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