
Criado como Núcleo Urbano de Apoio
Rural pelo Governo, o povoado de Santa Cruz inicialmente era o ponto final da
Linha 630. O local e nome do NUAR que deveria ser criado foram decididos
através de uma votação feita entre os moradores das Linhas 627, 628, 630, 632 e
634, regiões que seriam abrangidas pelo Núcleo que, como o próprio nome indica,
tinha como objetivo melhorar a vida dos colonos. Aproximadamente vinte pessoas de cada linha
votaram e a opção pelo nome Santa Cruz da Serra veio devido às elevações
geográficas da localidade.
O Artigo 5º da Lei Municipal
747/GP/2004, de 29 de junho de 2004, definiu a área geográfica do distrito de
Santa Cruz da Serra como o ponto inicial sendo na foz do Rio São Domingos no
Rio Jaru. Do ponto inicial sobe o Rio São Domingos até a foz do Rio Branco.
Logo após, sobe o Rio Branco até o limite municipal entre Jaru e Ouro Preto D’
Oeste (reta que parte das coordenadas 581076E e 8841809N até as coordenadas
552170E e 8816242N, ponto este de localização do Rio Canarana e de limite
municipal Jaru / Nova União. Deste ponto, desce o Rio Canarana até a sua foz no
Rio Jaru (limite Jaru / Governador Jorge Teixeira). Em seguida, desce o Rio
Jaru até o local definido como ponto inicial.
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Marcas do Passado: o antigo posto de telefone traz um importante registro da história local
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A
ausência de fontes escritas sobre a história de Santa Cruz da Serra e Bom Jesus
faz com que a tradição oral se prevaleça em contraponto a algo científico. Parte
dos pioneiros já morreram, existem os que fixaram residência em outros locais,
mas também há aqueles que ainda moram nos dois lugares e apresentam as suas
narrativas com o entusiasmo de quem protagonizou a própria história. A expressão
oral é uma importante fonte para a produção histórica desde que seja oriunda de
quem foi testemunha ocular de um fato ou que tenha vivenciado o período
retratado. Não se trata de uma forjada meritocracia, onde sujeitos são classificados
como meros protagonistas ou coadjuvantes, mas de reconhecer que cada um, à sua
maneira, independente do momento vivido, contribuiu – e muito – para que cada
fato ocorresse da maneira que realmente foi.
A defesa desse
argumento está em sintonia com a tese defendida por (NEVES, 1997, apud BARBOSA,
2006, p. 65), onde se diz que “[...] a construção do conhecimento a partir da
vivência, portanto, do local e do presente, é a melhor forma de se superar a
falsa dicotomia entre a produção e a transmissão, entre a pesquisa e o
ensino/divulgação, enfim, entre o saber e o fazer”. Sendo assim, quem conhece
um fato ou dele participou de forma direta é uma fonte a ser considerada na
produção de quaisquer temáticas cuja abordagem esteja na respectiva direção.
Maria
Amabile Barrionuevo chegou à região posteriormente conhecida como Santa Cruz da
Serra no ano de 1977 e morou no local até 1980. Em seguida, retornou ao NUAR em
1983 e recorda com carinho a história do lugar. Conforme relata, a construção
do NUAR Santa Cruz da Serra só foi possível devido à doação de uma área pelos
moradores Valdeir Pinheiro, Sebastião Pinheiro, Geniplo Pinheiro (1927-1980) e
Darci Pinheiro. Cada proprietário doou dez hectares de terra para a implantação
do NUAR, com objetivo de contribuir com a evolução da localidade. Maria
Amabile diz com exatidão alguns investimentos feitos à época. O Governo
construiu o posto de saúde, uma unidade da Companhia Brasileira de Armazenamento,
a CIBRAZEM, um Centro Técnico Administrativo (CTA) e também a escola Josué
Montello. No Centro Técnico funcionava a administração do Núcleo, as
Secretarias de Ação Social, Agricultura e Planejamento. As secretarias de Planejamento
e Agricultura eram representadas, respectivamente, por José Roberto Maroto e
José Alfredo Volpi.
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José Amabile (Foto: Acervo do Autor) |
O
primeiro administrador de Santa Cruz da Serra, ainda como Núcleo Urbano de
Apoio Rural (NUAR), foi José Amabile (1940-2000), irmão do também saudoso
Alfredo Amabile, conhecido em Jaru como Saravá. José Amabile nasceu no dia 09
de agosto de 1940 em Regente Feijó (SP). Ao longo de sua trajetória terrena,
entre outras funções, exerceu o ofício de agricultor. Em Jaru, viveu de 1977
até os últimos dias de vida e se ausentou apenas para fazer tratamento médico.
Ele faleceu às 22h45 do dia 25 de julho de 2000 em Sarandi (PR) aos 59 anos de
idade. A causa da morte do pioneiro
jaruense foi atestada como sendo por insuficiência respiratória, metástase
cerebral e cadefaringe. Em 24 de outubro de 2011, o então prefeito de Jaru,
Jean Carlos dos Santos, sancionou a Lei 1.576/GP/2011, que denominou o posto de
saúde de Santa Cruz como José Amabile. A lei, uma iniciativa da, à época,
vereadora Denísia Messias da Silva, foi uma forma de homenagem ao pioneiro
pelos relevantes serviços prestados à sociedade.
Inicialmente
diversos moradores abriram comércios diversificados, entre eles, máquinas de
arroz (hoje conhecidas como cerealistas) e as empresas conseguiram funcionar
por certo tempo. Porém, o negócio não seguiu adiante tendo em vista que a
grande maioria dos sitiantes optou pela pecuária. Por esta razão, quem
trabalhava com o beneficiamento de um dos principais itens da mesa do
brasileiro, passou a ter dificuldade em conseguir matéria-prima suficiente para
manter a atividade em funcionamento. “Posto de gasolina que poderia ser uma
opção de renda devido a existência de muitos caminhões de tora, os conhecidos toureiros, também não deu certo, por não
conseguir a licença necessária”, relembra Maria Amabile.
A
dificuldade de crescimento do povoado era visível. O pequeno mercado que abriu
tinha muitos clientes na região que posteriormente passou a ser conhecida como
Tarilândia e a solução encontrada foi deixar Santa Cruz e se aproximar de seus
consumidores. Todavia, alguns comerciantes que atuavam no ramo de bebidas
preferiram continuar com seus bares no local. A proximidade, a fácil locomoção
e os preços mais baixos encontrados em Jaru também contribuíram com o não
desenvolvimento do lugar que foi planejado para ser a parte urbana de Santa
Cruz da Serra.

As
secretarias existentes em Santa Cruz funcionaram muito bem enquanto estiveram
na responsabilidade do Governo através da Companhia de Desenvolvimento Agrícola
de Rondônia, a CODARON. Mas, relatos indicam que após a municipalização dos
órgãos públicos que atendiam ao homem do campo na região, o apoio não
permaneceu com a mesma eficiência que havia até então. Uma das possíveis razões
seria devido ao baixo coeficiente eleitoral, o que, em tese, não daria retorno
político conveniente, além da existência de muitas áreas de fazenda.
Diversos
nomes passaram pelo cargo de administrador de Santa Cruz da Serra, o que torna
impossível nominar cada um deles. Porém, apenas três foram escolhidos através
de um formato democrático. José Amabile, o primeiro deles, Miguel Ribeiro de
Moraes e José Vieira, que foi definido por eleitores presentes em sessões de
votação. Entre vários outros nomes é
possível citar os seguintes: José Luiz da Rosa, José Alves de Oliveira,
conhecido em Jaru como Cafurica, João Siqueira do Nascimento, Sebastião
Francisco da Silva (Tião Goiano), Maria da Conceição, Antônio Francisco Braga e
Genadir Fidelis da Silva.
As
dificuldades existentes em Santa Cruz da Serra foram diminuindo aos poucos. Uma
das conquistas foi o fornecimento de energia elétrica 24 horas por dia, graças
à implantação do chamado Linhão em Jaru, que beneficiou todas as localidades
que passaram a fazer parte do sistema elétrico da subestação que há no
município. Outro benefício foi o asfaltamento de 100% da Linha 630 (RO-464) até
a chegada ao distrito, sendo ela, a principal via de acesso à BR 364. Mesmo
possuindo potencial, Santa Cruz da Serra ainda não desenvolveu o quanto tem
condição, principalmente pelo fato de estar muito próximo à sede do município e
também de Tarilândia que, acabou crescendo de forma gigantesca.
A zona urbana
A zona urbana de Santa Cruz da Serra foi
definida por meio da Lei Municipal 2.038, de 13 de outubro de 2015, durante a
gestão da então prefeita Sônia Cordeiro de Souza. Com a promulgação da lei, o
distrito passou a ser assistido de forma mais próxima com os serviços
oferecidos pelo poder público, entre eles, a coleta de lixo doméstico. Em seu
espaço territorial urbano há bares, algumas ruas, três templos religiosos,
posto de saúde, uma escola pública e diversas residências. Em 2021, os prédios
destinados à CIBRAZEM e ao Centro Técnico Administrativo (CTA), continuam em pé
e são utilizados como ponto de apoio para a administração municipal no
distrito.
Dados registrados pela Divisão de
Endemias da Prefeitura de Jaru referentes ao mês de outubro de 2019 apontaram a
existência de 11 quadras, 43 residências, 04 comércios, 09 terrenos baldios e
15 construções destinadas a órgãos públicos, igrejas e associações. A parte
urbanizada de Santa Cruz da Serra é rodeada de diversos sítios e fazendas, o que
torna a localidade com um aspecto rural mesmo dentro da zona urbana.
Hidrografia
O
Rio São Domingos é o principal rio do distrito e passa pela Linha 630 (RO-464)
na altura do km 22, portanto a poucos quilômetros da área urbana de Santa Cruz.
Araújo (2020, p. 47) aponta que, além de ser fonte de abastecimento para a
população de Nova União, “o Rio São Domingos tem a sua nascente na Reserva
Legal em Bloco do Assentamento Margarida Alves”, localizada naquele município.
Durante
o seu trajeto até a foz no Rio Jaru, que ocorre após passar pela Linha 627, o
São Domingos recebe águas de diversos rios menores. Na região pertencente ao município de Jaru, o
principal deles é o Rio Branco, que também nasce no Assentamento Margarida
Alves em Nova União e desemboca no São Domingos a aproximadamente um quilômetro
da RO-464 (antiga Linha 630), contribuindo assim com a elevação de seu volume
aquífero.
O Rio São Domingos é muito importante
em toda a sua extensão. Tal afirmação se justifica pela localização estratégica
e por se tratar de um rio perene, o que garante o seu uso para pesca, lazer,
fornecimento de água para residências, pastagens, bem como para saciar a sede
de animais domésticos e selvagens. Mesmo no período de estiagem, quando as
águas do Rio Jaru diminuem de forma acentuada, o São Domingos continua sendo
uma fonte de referência que influencia de forma direta no processo de captação da Águas de Jaru, a AEGEA, e que, após o devido tratamento, vai ser útil em muitas residências da
zona urbana do município de Jaru.
Religiosidade
A
história apresenta importantes evidências da busca humana para se conectar com
o que transcende o mundo físico. Tal comportamento está presente desde os
tempos primitivos e possui peculiaridades próprias de cada época. Sendo assim,
expressões de religiosidade constituem importantes elementos que vão
influenciar o comportamento do homem em toda a sua existência terrena.
Diante
do exposto, entende-se que:
 |
| Comunidade Santos Anjos |
O papel da religião é central na
construção da visão coletiva e individual das realidades, assim como nos
processos de identificação e distinção dos indivíduos e grupos ao longo da
história e em espaços diferentes. (COSTELLA, 2004, apud GIRARDI, 2016, p. 5).
Um estudo preliminar do autor sobre a
religiosidade em Santa Cruz da Serra, apontou que, em sua extensão territorial
urbana, há templos das seguintes denominações: Assembleia de Deus, Adventista
do 7º Dia e a Comunidade Católica Santos Anjos. Ao considerar o número de
templos na região, a Assembleia de Deus aparece em 1º lugar com seis templos
nas estradas vicinais pertencentes ao distrito. Em segundo lugar, está a igreja
Católica que, além de um templo no perímetro urbano, há outros quatro
distribuídos nas linhas que fazem parte do distrito.
Durante o trajeto entre a BR 364 e a
parte urbana do distrito de Santa Cruz da Serra pela Linha 630 (RO-464) se
encontram quatro denominações religiosas. A primeira delas é a comunidade
católica São João Paulo I. Em seguida aparece um templo da Congregação Cristã
no Brasil, um da Igreja de Cristo Pentecostal Internacional e outro da
Presbiteriana Betel, sendo este último mais próximo ao Rio São Domingos.
Entretanto, como o espaço territorial de Santa Cruz é do Rio São Domingos ao Canarana
(limite com o distrito de Tarilândia), tais igrejas não são contabilizadas como
pertencentes a Santa Cruz da Serra, mas sim ao município de Jaru.
O sistema de ensino

Em
2026, a escola estadual de ensino fundamental e médio Josué Montello é o único
estabelecimento de ensino da localidade e foi criada por meio do Decreto 1231,
de 14 de abril de 1981, à época como Escola Multigraduada, um formato comum na
década de 1980 e específico para os Núcleos Urbanos de Apoio Rural, onde se
oferecia a educação de 1ª a 8ª Série. O
sistema de ensino em Rondônia teve um significativo avanço com a implantação de
várias escolas multisseriadas nas linhas vicinais durante os anos 1970 com
objetivo de oferecer a educação primária (1ª a 4ª séries). Na maioria das
vezes, a 1ª série era ofertada em um horário e os alunos de 2ª, 3ª e 4ª séries
estudam no período oposto, ocupando de forma simultânea um único espaço e tendo
o mesmo professor. Na década de 1980, o Governo criou unidades escolares
específicas para cada NUAR, onde havia também o atendimento de 5ª a 8ª séries,
hoje equivalente ao período compreendido entre o 6º e o 9º ano do ensino
fundamental. E, diferentemente das turmas de 1ª a 4ª, cada professor atuava
somente em sua respectiva disciplina ou componente curricular.
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Mapa da zona urbana (Fonte: Divisão de Endemias da Prefeitura de Jaru) |
Em
1º de junho de 1990, para atender a uma determinação nacional, o Governo do
Estado sancionou o Decreto nº 4689, alterando a denominação de Multigraduada –
para escola de 1º Grau – de seis estabelecimentos de ensino jaruenses, entre
eles, a escola Josué Montello, instituição que recebeu o nome do escritor
brasileiro Josué de Souza Montello que viveu entre 1917 e 2006. Devido a outra
mudança ocorrida na educação básica nacional, a denominação da escola foi
novamente alterada pelo Decreto nº 9153, de 21 de julho do ano 2000, onde,
apenas para o cumprimento de uma norma federal, passou a ser denominada como
escola estadual de ensino fundamental. A Portaria estadual nº 1828, de 25 de
setembro de 2012, publicada no Diário Oficial do Estado em 03 de outubro do referido
ano, concedeu nova autorização, desta vez para o ensino médio na modalidade
regular.
A
escola atende também aos alunos do ensino infantil (Prés I e II), através de
uma parceria com a secretaria municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer,
a SEMECEL, do município de Jaru.
Destaques esportivos
A
modalidade esportiva mais difundida em Santa Cruz da Serra é o futebol de
campo. Praticado desde o início do povoamento da localidade, muitas são as
pessoas que fizeram do esporte um estilo de vida já no início da criação do
NUAR.
Ricardo
Rabelo Pinheiro, o Pinheirinho e
Valdecir Cardoso de Moraes, conhecido como Indinho
estão entre os pioneiros e as informações por eles fornecidas serviram de base
para a produção escrita da história do esporte ainda na época do Núcleo Urbano
de Apoio Rural, o chamado NUAR. Além de atleta, Indinho ocupou o cargo de treinador na região, onde chegou na
década de 1970 e fez do local a sua residência.

Durante o processo de entrevista, ambos
relataram que uma das primeiras equipes esportivas foi um time chamado Jiboia.
O campo da agremiação ficava situado próximo ao Rio São Domingos, ou seja, em
um lugar onde, desde 2004, serve de limite entre o espaço territorial
específico de Santa Cruz da Serra e o município de Jaru. Mas existiam outros
times, entre eles: Graxainho, Boa Esperança e o Serrinha. Na área urbana do
então NUAR, havia o time de Santa Cruz da Serra, um dos mais antigos da
localidade. Naquela época, as equipes que estavam localizadas antes do São
Domingos disputavam torneios com as que eram sediadas após o rio, movimentando
assim o esporte local e regional, já que haviam jogos envolvendo times de outros
municípios.
A participação nas competições garantia
aos times a possibilidade de receber prêmios e, com isso, havia um grande
incentivo ao esporte. Além das equipes titulares, existiam as chamadas aspirantes. Em época de torneios, os
jogadores que faziam parte dos aspirantes
geralmente disputavam partidas antes das 12 horas e os titulares, após esse
horário. Times como Caju, Vila Nova, Ajax, Bomba D’Água, Barrionuevo,
Estrelinha, São Domingos e Ouro Negro, além de outros, estão entre os que
construíram uma trajetória marcante em Santa Cruz da Serra.
Posteriormente,
com a criação do Campeonato Rural, os times de Santa Cruz da Serra passaram a
disputar jogos com outras localidades no âmbito rural. Durante o período de
competições, há uma grande movimentação de atletas, comissão técnica e,
obviamente, da torcida que almeja comemorar cada gol marcado.
Santa
Cruz da Serra conta com agremiações esportivas que disputam tanto a Série A
quanto a Série B do Campeonato Municipal de Jaru. Mas os jogadores não vivem
especificamente do esporte. Todos eles possuem os seus afazeres durante a
semana e, nos momentos que antecedem cada jogo, se preparam fisicamente com os
seus treinadores, fazendo da prática esportiva algo muito importante no
contexto local.
Tópicos abordados no capítulo que destaca o distrito de Santa
Cruz da Serra:
- O início do povoado
- A zona urbana
- Hidrografia
- Religiosidade
- O sistema de ensino
- Destaques esportivos
Ao utilizar as informações, favor citar a fonte:
FONTE:
PEREIRA, Elias Gonçalves. A Biografia dos Distritos de Jaru. Priint Impressões Inteligentes: Cacoal, 2022, pp. 41-60.
PARA MAIS DETALHES ADQUIRA O LIVRO “A BIOGRAFIA DOS
DISTRITOS DE JARU”. ENTRE EM CONTATO COM O AUTOR:
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