“Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro” - Heródoto, o Pai da História.
sábado, novembro 07, 2026
A Literatura Jaruense: Elias Gonçalves
Elias Gonçalves autografando o livro Um Tratado sobre a Música, a Literatura e a Comunicação Jaruense em 16 de junho de 2019 (Foto: Acervo do Autor)
Natural
de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), onde nasceu em 12 de outubro de 1978,
Elias Gonçalves viveu pouco tempo em seu estado natal e ainda criança se mudou
com seus pais para Colorado do Oeste, cidade do cone sul rondoniense. Em busca
de novas oportunidades, em 1986, a família passou a residir em Jaru e no ano
seguinte, o futuro escritor inicia os seus estudos na Escola Porto Seguro, no que
seria o começo de sua jornada por letras, vocábulos, fonemas e altas doses
gramaticais, que iriam permear a sua vida longínqua carreira.
Mulherada, um dos primeiros poemas de Elias Gonçalves, onde assinou como Gonçalves Elias foi publicado em 21 de julho do ano 2000 no jornal impresso A Notícia (Foto: Acervo do Autor)
O
encontro do escritor Elias Gonçalves com a literatura ocorreu no último ano do
século XX de forma “inesperada”. Tudo começou, segundo recorda, com um trabalho
escolar solicitado pela professora de Língua Portuguesa, Gracilene Nunes da
Silva, quando a mesma ainda lecionava na escola Plácido de Castro, no município
de Jaru. Gonçalves estava matriculado à época no 2º Ano do extinto curso de
Magistério e ao apresentar a sua primeira poesia intitulada Mulherada
foi bastante elogiado por boa parte dos estudantes e pela professora que havia solicitado
o trabalho.
Em
virtude da grande repercussão da produção literária, o jornal local A Notícia reproduziu a poesia em sua
segunda página da edição publicada no dia 21 de julho de 2000. Feliz com o
resultado alcançado e, em uma tentativa de deixar o nome parecido com o do
poeta Gonçalves Dias, Elias Gonçalves decide inverter o próprio nome e passa a
assinar as suas poesias como Gonçalves Elias. A obra foi produzida com apenas
três estrofes e narrou de forma bem-humorada a trajetória de uma mulher que
sofreu diversos preconceitos da sociedade. Em certo trecho, Gonçalves denuncia:
“se é negra é discriminada; se sorrir, está mal-intencionada; se é loira, de
burra é chamada”, práticas discriminatórias que devem ser rechaçadas por se
tratar de uma conduta que atenta contra os bons costumes de uma sociedade
civilizada.
Poema O Amor, divulgado no jornal impresso A Notícia em outubro do ano 2000 (Foto: Acervo do Autor)
Outra
poesia do autor também ganhou as páginas do jornal A Notícia foi publicada na edição de 20 de outubro do mesmo ano.
Intitulado de O Amor, segundo
Gonçalves, os versos foram produzidos especialmente para uma estudante da turma
que não teve o nome divulgado. O primeiro verso e, o mais “polêmico”, mesmo
depois de anos, é bem objetivo: “lembro de uma coisa que fiz, em uma noite
enluarada, você pediu bis e ficou apaixonada”. Em outra parte, a poesia
apresenta de forma explícita como deve ser o amor na visão poética do autor: O
Amor que proponho, será como no sonho / Para alcançar a felicidade / A sua, a
minha, a nossa vontade. A certeza do amor correspondido pode ser percebida no
trecho: “Você me disse que ia pensar, pensando que eu não descobrisse, pelo seu
jeito de olhar”. Apresentando uma história em sete versos com início, meio e
fim, não necessariamente nessa ordem, Gonçalves Elias procurou exaltar a beleza
do amor entre duas pessoas que se amam de verdade e buscam concretizar esse
relacionamento mesmo diante de muitos desafios.
Utilizando-se
o nome Gonçalves Elias, o autor escreveu ainda duas poesias com o nome Brasil e uma obra literária que aborda o
problema das drogas, mas não foi publicada e ainda se perdeu no tempo. Com o
seu humor peculiar, Gonçalves produziu cada poema com rima única. No primeiro
deles todos os versos rimavam com “iu” e denunciavam o sofrimento do povo
brasileiro. A última estrofe destaca: Algum tempo depois, Tiradentes existiu /
Tentou livrar de Portugal esse Brasil / Mas logo teve fim, pois alguém o traiu
/ E o povo se calou, pois não podia dar um piu.
O
outro poema com o mesmo título apresenta todos os versos rimando com o termo
“ado” e também foi feito em três estrofes. Ao produzir a terceira estrofe,
Gonçalves se imagina no lugar dos povos que viviam no Brasil do século XIX e
termina explicando o motivo para se encerrar o texto poético: Chegou uma
princesa para dizer que havia melhorado / E um documento logo foi assinado / A
escravidão teria acabado / Um novo golpe estava para ser aplicado / O povo
suspeitava, mas devia ficar calado / Quem falasse alguma coisa, estava
lascado... E, “temeroso”, conclui: Vou parar por aqui, pra não sobrar pro meu
lado.
Elias, acompanhado dos professores Nelson Escudero, o 1º à esquerda e Alberto Dias Valadão à esquerda, além da acadêmica Dona Célia no lançamento de A História da Pedagogia D em fevereiro de 2007 (Foto: Acervo do Autor)
Os
trabalhos literários foram interrompidos drasticamente com o término do curso
de Magistério em 2001 e só reacenderam ao público em 07 de fevereiro de 2007
com o lançamento do livro poético A
História da Pedagogia ‘D’ em homenagem aos acadêmicos da turma em que o
autor cursou a primeira graduação durante a Noite Cultural do Prohacap
realizada nas dependências da quadra poliesportiva da escola municipal Jean
Carlos Muniz, em Jaru. A obra foi considerada um marco na história do Programa
de Habilitação e Capacitação de Professores (Prohacap) que ainda não haviam
feito um curso superior e da Universidade Federal de Rondônia, pois foi a
primeira produção do gênero a prestar uma homenagem a todos os estudantes de
uma turma específica. Nessa época, o autor volta a assinar o nome da forma em
que fora registrado e procurou unir a personalidade profissional de cada um
rimando de forma apropriada.
Lançamento do livro Vivendo Nossa História em 12 de maio de 2013 no auditório da escola Capitão Silvio (Foto: Flávio Afonso)
O
segundo livro de Elias Gonçalves foi lançado no dia 11 de maio de 2013 no
auditório da escola Capitão Sílvio de Farias e recebeu o título Vivendo Nossa História. A obra abordou
com uma riqueza detalhes uma parte da história jaruense tendo como foco a
biografia das escolas públicas do município, a política e algumas
personalidades que se destacaram no cenário local.Diversas autoridades prestigiaram a
solenidade de lançamento, entre elas, o último administrador do distrito de
Jaru e primeiro prefeito do município, Raimundo Nonato da Silva, que veio à
cidade especialmente para prestigiar o evento.
A
repercussão do livro Vivendo Nossa
História ultrapassou fronteiras. Meses antes de ser lançada, a obra foi
publicada em alguns sites de Jaru e, em virtude da divulgação eletrônica, o
autor conseguiu contato com Pedro Rohl, sobrinho-neto de Padre Adolpho Rohl, um
dos religiosos que muito contribuiu com a difusão da fé católica na região.
Pedro Rohl estava residindo na Argentina e repassou algumas informações extras
que enriqueceram o processo de construção da história do padre em paralelo com
a historicidade local. Tão logo lançou o livro, o autor já começou a reunir os
elementos necessários para a construção do trabalho seguinte. Todavia,
compromissos profissionais impediram que o processo de pesquisa se iniciasse de
forma imediata, embora as ideias estivessem sendo colocadas no papel.
Reportagem sobre o Turismo em Jaru no dia 07 de novembro de 2006 (Foto: Acervo do Autor)
É
importar salientar que a estreia de Elias Gonçalves em uma função compatível
com a de historiador ocorreu em 2003, por ocasião da data que celebrou os 22
anos de emancipação político-administrativa de Jaru em novembro daquele ano,
quando o ainda principiante, deu os primeiros passos no que seria uma carreira
promissora. O futuro escritor, que, à época, compartilhava as atribuições de professor
municipal de Jaru com a de jornaleiro do jornal impresso O Estadão do Norte, teve a honra de entrevistar dois pioneiros
locais: Raimundo da Silva, que trabalhou na construção da BR-29 (hoje 364) e
José de Oliveira Souza, um soldado da borracha, que chegou ao Território
Federal do Guaporé (hoje Estado de Rondônia) em 1944. Os temas mais importantes
das entrevistas foram assuntos em uma matéria especial publicada no dia 06 de
novembro no Caderno Munícipios, encarte do veículo de comunicação citado que
era destinado às notícias do interior de Rondônia. Em novembro de 2006, o Elias Gonçalves
publicou reportagens sobre a história de Jaru durante uma semana em O Estadão do Norte e no dia 07 daquele
mês no jornal Repórter Regional,
periódico que circulava na região da Grande Jaru.
O vereador Moisés da Manaim, o pai de Elias Gonçalves, o senhor Antônio Alves, o escritor Elias e a professora Ciderli em 1º de junho de 2016 (Foto: Acervo do Autor)
Em
1º de julho de 2016, por meio de uma indicação do então vereador Moisés da
Manaim, Elias Gonçalves recebeu o título de Cidadão Honorário de Jaru, cidade
onde reside desde 1986 e que o acolheu com tanto carinho. A entrega da
honraria, esteve em conformidade com a Resolução nº 219, de 13 de junho de 2016,
foi apresentada pela Mesa Diretora da época e recebeu o apoio dos legisladores
jaruenses.
Em 14 de novembro de 2016 foi lançado o livro Trajetória de Campeões, obra em que Elias foi o idealizador do projeto (Fonte: Gráfica Opção)
Ainda no referido ano, o escritor que naquele
momento havia produzido apenas dois livros, foi o idealizador e coautor de um
audacioso projeto que culminou na produção de um livro com a história dos
alunos que estavam concluindo o Ensino Médio na escola estadual Plácido de
Castro. Intitulada como Trajetória de
Campeões, a obra foi lançada no estabelecimento de ensino em 14 de novembro
de 2016. Ao lado de outros docentes,
Elias Gonçalves atuou de forma decisiva e graças ao apoio coletivo, o projeto
foi um sucesso.
O
idealizador relata ainda que o trabalho teve vários frutos positivos. Em se
tratando do campo literário, um deles se refere ao aluno Lucas dos Santos
Simon, egresso de uma das turmas que concluiu o ensino médio no ano supracitado
e responsável pela elaboração da autobiografia. Após cursar o ensino superior
em Psicologia, Lucas Simon teve a honra de lançar o próprio livro em 2022. A
obra recebeu o título Psicologia e
Aconselhamento: Uma Ferramenta Ministerial para Os Dias Atuais e chegou aos
leitores pela Editora Palavra Fiel.
Um Tratado Sobre a Música, a Literatura e a Comunicação Jaruense foi lançado em 2019 (Foto: Acervo do Autor)
A terceira produção do
autor, Um Tratado Sobre a Música, a
Literatura e a Comunicação Jaruense foi lançada em 06 de junho de 2019
durante uma cerimônia realizada nas dependências da Associação Comercial e
Industrial de Jaru (ACIJ) com a presença de inúmeras autoridades e importantes
nomes do cenário local. A obra veio com uma proposta de dar continuidade a
outros temas da história jaruense que, mesmo possuindo uma grandiosidade, não
estão registrados para que todos possam ter acesso a historicidade de um dos
mais importantes municípios rondonienses.
Elias Gonçalves com a Antologia Habita-me publicada pela Editora Edições & Publicações (Foto: Acervo do Autor)
No fim do ano de 2019, o escritor
se inscreveu no Concurso Nacional Novos
Poetas organizado pela Vivara Editora Nacional. A obra recebeu o título Poesia Livre 2020 e foi lançada no primeiro semestre de 2020. O Estado de Rondônia foi representado no livro com textos poéticos representantes dos municípios de Vilhena, Porto Velho e Jaru, com um poema do autor. Ao todo houve 2.877 inscrições e, após o processo de seleção, o livro foi publicado com 250 trabalhos inéditos de todo o país. Além da participação na obra citada anteriormente, Elias Gonçalves marcou presença nas Antologias Poéticas Esqueça-me e Habita-me, ambas publicadas pela editora Edições & Publicações.
Capa de Encanto Literário (Foto: Acervo do Autor)
Impossibilitado
de fazer suas pesquisas de forma presencial, devido à pandemia de Covid-19,
após revisitar seus arquivos da década de 1990 e começo dos anos 2000, Elias
Gonçalves decide escrever alguns poemas e a ideia inicial, que era produzir em
torno de dez poesias, acaba se dimensionando e chegou a 55 textos, sendo 51
deles com rimas únicas e os demais com sons alternados. Com isso, em dezembro
de 2020, o escritor assina contrato com uma empresa nacional, a Editora
Biblioteca 24 Horas para a produção de um livro, que recebe o nome Encanto Literário. A segunda edição da
obra foi produzida de forma independente em setembro de 2023 e, além dos 55 poemas da publicação anterior, há mais dez textos
inéditos.
Elias no gabinete do vice-governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta em 15 de janeiro de 2022 (Foto: Acervo do Autor)
Determinado a ter um encontro com as próprias origens, em janeiro
de 2022, Elias Gonçalves tomou uma decisão radical. Resolveu que era hora de
conhecer Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), sua cidade natal, local que até
então só conhecia pelos livros de história, uma vez que saiu da cidade com seus
pais no fim da década de 1970, quando ainda era bebê. O mundo ainda vivia as
desconfianças de novos casos de Covid-19, mas, tomando os cuidados que o
momento exigia, o escritor não declinou em seus objetivos. Para além das
passagens de ida e volta, Elias Gonçalves conseguiu uma agenda com órgãos do
Governo do Estado e da Prefeitura de Vila Bela, onde foi recepcionado pelo
vice-governador Otaviano Pivetta e pelo secretário adjunto da Cultura de Mato
Grosso, Jam Moura. Ainda em Cuiabá, Elias concedeu entrevista ao jornalista
Onofre Junior no programa Cidadão
Consumidor exibido pela TV Cidade
Verde, emissora com grande alcance naquele estado.
Elias sendo recebido pelo prefeito de Vila Bela em 13 de janeiro de 2022 no gabinete do prefeito (Foto: Acervo do Autor)
Estando em Vila Bela da Santíssima Trindade pela primeira vez
depois de mais de quatro décadas, o historiador fez um retorno triunfal. Foi
recebido com honras pelo prefeito André Bringsken e parte de seus assessores,
entre eles, o secretário municipal de Cultura, Edinardo Marques, que o
recepcionou no Palácio dos Generais, local que no passado foi sede do governo no
período da Capitania do Mato Grosso, em um momento marcado pela existência das
Capitanias Hereditárias. Em julho de 2022, Elias retornou à Vila Bela, conheceu
uma escola quilombola que existe na área urbana do município, algumas ruínas de
monumentos históricos, entre outros locais relacionados à natureza, como os
inesquecíveis cânions, sendo entre eles, o Cânion do Jatobá e chegou a ser
recebido pelo então governador de Mato Grosso, Mauro Mendes.
Elias recebendo das mãos da deputada Cássia Gomes dos Santos, a medalha do Legislativo em 15 de junho de 2022 no lançamento de A Biografia dos Distritos de Jaru (Foto: Acervo do Autor)
Em 15 de junho de 2022, Elias
Gonçalves lançou A Biografia dos
Distritos de Jaru, obra literária com enfoque nos distritos de Bom Jesus,
Santa Cruz da Serra, Tarilândia, além dos antigos Nuares – Núcleos Urbanos de
Apoio Rural – Theobroma, Colina Verde e Pedra Branca. O livro contemplou ainda
a história do Povoado Capitão Silvio (hoje Vale do Anari) e os símbolos
municipais de Jaru, Theobroma, Governador Jorge Teixeira e Vale do Anari. Durante
a solenidade de lançamento, Elias Gonçalves recebeu das mãos da então deputada
Cássia Gomes dos Santos a Medalha do Mérito Legislativo em virtude dos
relevantes e históricos serviços prestados à sociedade rondoniense. A
iniciativa da parlamentar reconheceu o trabalho do escritor, sendo apreciada
pela Assembleia Legislativa de Rondônia em 19 de abril de 2022, por meio do
Decreto Legislativo nº 752 e obteve aprovação dos legisladores rondonienses
após tramitação na Casa de Leis estadual. Ainda em junho de 2022, Elias
Gonçalves esteve entre os indicados a uma cadeira na Academia Brasileira de
Letras (ABL), mas o autor jaruense não logrou êxito no que se almejava e foi
superado pelo catarinense Godofredo de Oliveira Neto.
Câmara Municipal de Jaru: 43 Anos de História e Conquistas foi o 6º livro lançado por Elias Gonçalves (Foto: Câmara Municipal de Jaru)
O trabalho historiográfico
construído por Elias Gonçalves se concentra em Jaru e Região. Após lançar o
quinto livro em 2022, o autor dedicou suas energias em uma pesquisa de sua
autoria com foco nos três poderes constituídos. Entretanto, o escritor decidiu
que cada uma dessas esferas poderia ter uma produção literária específica. Como
já havia abordado as realizações das gestões municipais até 2013 de forma
individualizada em Vivendo Nossa História,
seu segundo livro, a solução encontrada foi abordar a história do legislativo
local. Partindo dessa premissa, nasceu Câmara
Municipal de Jaru: 43 Anos de Histórias e Conquistas, obra que contempla
mais de quatro décadas do chamado Parlamento Mirim. De forma cronológica,
apresenta o resumo das ações da Casa de Leis e de que maneira os projetos
apreciados no âmbito legislativo moldaram o perfil social jaruense. O livro foi
lançado em 07 de novembro de 2026, na véspera da data que celebra os 45 anos de
emancipação de Jaru e reuniu, além de vereadores locais, ex-parlamentares, o Desembargador aposentado Roosevelt Queiroz Costa, que presidiu os trabalhos na instalação da 1ª Legislatura em 1º de fevereiro de 1983, entre outras autoridades.
Embora
apresente características atípicas do Transtorno de Espectro Autista (TEA)
desde a mais tenra idade, Elias Gonçalves foi diagnosticado com autismo apenas
em março de 2023, quando já havia completado 44 anos de idade. O diagnóstico,
mesmo que tardio, foi importante para que o escritor pudesse compreender as
razões de muitas coisas que fazem parte de sua realidade, mas, que, por falta
de conhecimento, não sabia como lidar com a situação e nem procurar ajuda
especializada, o que trouxe algumas consequências irreparáveis.
A vereadora e presidente da Câmara Tatiane de Almeida Domingues, o Desembargador aposentado, Roosevelt Queiroz Costa, o escritor Elias Gonçalves, o ex-vereador e ex-prefeito de Jaru, Ulisses Borges e o pastor da Assembleia de Deus, em Jaru, Roberto Alves Varjão durante o lançamento do livro com a história da Câmara Municipal de Jaru (Foto: Acervo do Autor)
O
escritor também contraiu meningite quando tinha sete meses de vida e as
sequelas da doença lhe causaram uma falha na voz em situações específicas, tais
como conversar com pessoas fora do seu convívio rotineiro ou em momentos de
desconforto emocional. Alguns chegam a pensar que se trata de um caso de
gagueira, mas exames solicitados por especialistas constataram que é uma
consequência direta da enfermidade sofrida na infância.
Elias
Gonçalves enfatiza que não vê o fato como uma “limitação” em si, mas como algo
que faz parte de sua essência e que precisa ser aceito como a dimensionalidade
que cada situação exige. Tal “característica” caminha junto à sua trajetória e
se manifestou ainda na adolescência. Além dos livros publicados,
o escritor mantém um blog na internet com o endereço eliasgoncalvespereira.blogspot.com e o atualiza periodicamente com suas produções literárias que
envolve a educação jaruense, a política, os meios de comunicação, a música,
símbolos municipais, fotos antigas, entre outros assuntos referentes à história
regional.
Clique aqui e veja no formato de Linha do Tempo, o resumo da
história de Elias Gonçalves apresentada por meio de uma vasta quantidade de
imagens que registram a trajetória literária do escritor no período
compreendido entre 2000 e 2026.
Confira abaixo o pronunciamento de Elias Gonçalves para o museu de Gente de Rondônia:
Confira uma reportagem da SIC TV sobre o lançamento do livro A Biografia dos Distritos de Jaru em 2022:
Confira a entrevista que o jornalista Robson fez ao pioneiro de Tarilândia, Izaltino Lopes e Andrade, em 2015, por ocasião de escrita do livro A Biografia dos Distritos de Jaru:
Clique nos nomes abaixo e veja a história literária de cada um deles:
Nenhum comentário:
Postar um comentário