sábado, 14 de abril de 2012

Vivendo Nossa História - Prefeitos de Jaru: Amauri

José Amauri dos Santos nasceu no dia 06 de maio de 1964 em Graccho Cardoso (SE). Filho de Manoel Benivaldo dos Santos e Maria Narcisa Andrade Santos, Amauri viveu em sua cidade natal até 1978 quando se mudou para o município de Conde, localizado na Bahia. Após residir por alguns anos na cidade baiana, Amauri decide se mudar para Pimenta Bueno em 1983 e dois anos depois chega ao município de Jaru. Em 1988, José Amauri dos Santos se casa com Maria Auxiliadora de Oliveira Silva e dessa união nasce um filho: Rafael Oliveira Santos.



A primeira função pública de Amauri em Jaru foi de Assessor do prefeito Sidney Rodrigues Guerra (PMDB), embora estivesse sido eleito para o cargo de vereador com 405 votos na Eleição Municipal de 1988. Ele trabalhou também como vigia, frentista, garçom, dentre outras funções, mas o seu trabalho predileto, como define, é mesmo fazer política. E foi exatamente na política que Amauri passou a ser conhecido por grande parte da população jaruense.



José Amauri dos Santos concorreu com inúmeros candidatos na eleição de 1992 e obteve 426 votos, quantidade suficiente para colocá-lo como o segundo mais votado para o cargo de vereador. A atuação de Amauri na Câmara Municipal fez com que o partido em que era filiado o escolhesse como candidato a prefeito na eleição de 1996 pelo Partido Popular Socialista (PPS). Amauri concorreu ao cargo tendo o saudoso Ivo Pereira Lima como candidato a vice-prefeito. Na ocasião eles conquistaram 9.577 votos (41,084% dos votos válidos) e os demais concorrentes alcançaram a seguinte votação: Manoel Rodrigues Nonato (PPB) 89 votos (0,382%), Severino Dias da Silva (PT) 2.966 (12,724%) e Ademário Serafim de Andrade, conhecimento popularmente como Dema, foi eleito como 9.875 votos, o que representava 42,362% do eleitorado. Além disso, durante o mandato do ex-governador e atual Senador Valdir Raupp (PMDB), Amauri foi Secretário de Articulação e desenvolveu diversas ações com os municípios rondonienses.



Tecnicamente Amauri não saiu derrotado do pleito, pois mesmo sem um mandato eletivo ele não esqueceu o sonho de ser prefeito de Jaru. Contudo em 1998, ele havia retornado ao PMDB e coloca o seu nome como opção para deputado federal visando representar o Estado de Rondônia em Brasília. Na ocasião, ele recebe 15.208 votos, mas por quatro votos, o município deixa de ter um representante na Câmara Federal. Como a política está em sua veia, Amauri não desiste jamais. Em 2000, ele está de volta ao cenário político e em uma coligação formada por oito partidos é eleito prefeito de Jaru com 15.107 votos, tendo como candidato a vice-prefeito, Leomar José Baratella, o primeiro prefeito eleito pelo povo no município de Jaru. Amauri assume a Prefeitura em 1.º de janeiro de 2001 tendo várias dificuldades para administrar a cidade, pois dias antes de assumir o cargo, um incêndio de grandes proporções – segundo a perícia que investigou o caso, criminoso – destruiu o prédio da prefeitura e consumiu inúmeros documentos ali existentes.



O ano de 2004 seria decisivo para a vida política de Amauri e teoricamente fácil o processo de reeleição. A administração municipal estava estabilizada e ele havia conseguido dezenas de obras de emendas federais e outras com recursos próprios para o município. Durante a entrevista concedida com exclusividade ao autor, Amauri relembrou algumas delas: asfaltamento das margens da BR 364 (Avenida JK) do Trevo ao Posto Aliança, construção da Clínica da Mulher, Escola de Jaru-Uaru no distrito de mesmo nome e José de Sousa em Tarilândia, além de compra de equipamentos e maquinários para a realização de obras. Amauri considera que a presença constante e diálogo que teve com a bancada federal foram decisivos para a efetivação de diversos convênios que após serem concretizados, trouxeram benefícios concretos para a sociedade jaruense, culminando assim no período em que o município foi contemplado com a maior quantidade de obras de sua história. Amauri foi para a reeleição com o apoio de dez partidos e a votação nas urnas apontou o seguinte resultado: Amauri com 13.625 votos (47,849% dos votos válidos), Ulisses Borges 12.129 (42,595%) e Severino Dias 2.721 (9,556%). Amauri foi considerado oficialmente como prefeito reeleito, entretanto aquela eleição não seria decidida nas urnas, mas na esfera judicial.



Poucos dias depois após a proclamação do resultado, uma denúncia foi protocolada na Justiça acusando José Amauri dos Santos e o companheiro dele de partido, o vereador reeleito Ivo Lima de terem supostamente comprado votos. Após a Justiça ouvir várias pessoas das partes envolvidas, Amauri é afastado do cargo no dia 10 de outubro de 2005 e teria que se defender das acusações fora do mandato para qual havia sido conduzido pelo povo. O fato foi precedido por uma turbulência política no município, causando-lhe quase uma intervenção estadual.



Indagado a respeito do processo que lhe custou o cargo de prefeito, José Amauri dos Santos foi claro e objetivo. “Uma quadrilha liderada por adversários fez um processo bem montado que não prejudicou o cidadão Amauri, mas a cidade de Jaru”, diz, referindo-se às obras que, segundo ele, foram paralisadas após a mudança repentina na administração municipal. O projeto era asfaltar as margens da BR 364 no perímetro das Linhas 625 a 627, mas foi interrompido em virtude da indefinição política que aconteceu após a saída de Amauri da Prefeitura. Tempos depois após ser afastado do cargo, uma testemunha de acusação alegou que havia recebido recursos financeiros para incriminar Amauri, mas o depoimento não foi considerado válido pela Justiça.



A população de Jaru parece ter entendido com clareza a mensagem transmitida por Amauri dos Santos desde que o processo de compra de votos veio a público. Em menos de dois anos, o nome dele estava novamente nas ruas e no bom sentido. Amauri concorre ao cargo de deputado estadual em 2006 e alcança a expressiva quantidade de 11.849 votos, o sexto mais votado daquele pleito. Durante o biênio 2009-2010, Amauri foi o segundo secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia, período a qual ele valoriza com tanto carinho e respeito.



A eleição de 2008 não teve a participação direta de Amauri. Mas ele participou de forma ativa do pleito que teve o primo dele, Jean Carlos dos Santos como prefeito eleito. Atualmente Amauri é Presidente Municipal do PMDB e garante que estará nas ruas pedindo que a população jaruense vote no candidato escolhido pelo partido, pois segundo afirma, foi durante o mandato peemedebista que o município foi contemplado com a maior frente de obras.

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